Latinhas do Bob
  

LATINHAS DO BOB 2, A MISSÃO

Novo endereço do blog: www.latinhasdobob2.zip.net

Bem, amigos do Latinhas do Bob! Lembram que eu havia dito que o blog estava com dificuldades técnicas? Pois é, descobri a causa: estourei o espaço destinado aos diários virtuais neste ilustre provedor. Como a única opção que me foi dada era pagar a mais para ampliar a memória, já estava quase com um pé fora daqui quando me veio a iluminação. Ou melhor, a gambiarra, chinelagem ou o que o valha: lembrei que o meu irmão também tem uma conta no provedor. Daí, a idéia de continuar por aqui, agora com o Latinhas do Bob 2.

Tá, o nome não é nada original, mas facilita bem na hora de fazer a troca de favoritos, não? Já voltei a postar por lá, retomando a saga das micros gaúchas e o texto da Südbrau, que fiquei "devendo" por aqui. Ainda hoje, mais algumas novidades. Enfim, é isso: estamos de volta. Com a mostura a todo vapor, alto teor alcoólico e sem filtragem. Vejo vocês lá.

Em tempo: Só para reforçar, o link é www.latinhasdobob2.zip.net, ok?



Escrito por Bob às 10h58
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Bierland: final round, drink!

Pois é, nobres, depois de muita notícia (e quase um mês de atraso), chegamos à parada final da volta às cervejarias catarinenses. Depois de passar pela Schornstein, fomos a um clube de tiro de Pomerode, no qual, infelizmente, preferi não atirar, porque já estou precisando de óculos e ainda não os fiz por pura preguiça. Precavidamente, decidi me abster de tentar acertar o alvo, com medo de encurtar a vida do tiozinho que fica recolhendo os alvos ou abater alguma ave nas proximidades. De lá, seguimos para a Bierland, em Blumenau, que fica em Itoupava Central, longe pacas do centro, mas vale a visita.

Fomos recebidos pelo Eduardo Krueger, um dos sócios, e pelo Ilceu Dimer, ex- Antárctica, com 30 anos de estrada (ou melhor, de fábrica). O Eduardo contou que, antes da criação da Bierland, o grupo de sócios, que trabalha no ramo de tintas, pensava em abrir um negócio no setor de alimentos. Felizmente, em vez de produzirem embutidos, conservas ou afins, resolveram ter um nascedouro da nobre bebida.

O ponto forte da Bierland, de uns tempos para cá, é a Weizenbier. Usando o mesmo fermento da Weihenstephaner, ela ganha em aroma e gosto até mesmo da Eisenbahn, na humilde opinião deste apreciador. Do início da produção até hoje, houve a troca da amber (que havia sido feita pelo paulista Reynaldo Fogagnolli, da Universitária), por uma bock, também interessante. Mas, como já havia comentado no post anterior, a maior surpresa da viagem foi lá na Bierland mesmo: o Eduardo não se aguentou e mostrou ao grupo a nova criação deles. Trata-se de uma pale ale, que à época ainda não havia sido filtrada e estava no meio da maturação, mas já mostrava uma característica bem interessante de lúpulo na composição. Até sugeri se não seria uma boa idéia "turbiná-la" para chegar a uma India Pale Ale. Mas a cerveja, a princípio, é sazonal. No entanto, o Eduardo disse na Brasil Brau que vai levar o estilo à Oktoberfest deste ano.

Depois das apresentações iniciais, fomos dar uma volta pela fábrica. 



Escrito por Bob às 01h13
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Ingredientes "perigosos"

Já acostumado com as explicações sobre a história da cerveja, estava dando uma perambulada pela Bierland, quando o Dimer chegou com um saco plástico cheio de pó branco. “Opa, isso eu nunca tinha visto”, pensei. Antes que me desse conta, o cérebro já tinha feito a associação besteirenta: “Mas isso aí tem cara de ‘farinha’, ‘tóchico’ ‘pó’, enfim, coca”.

 

Muita calma nessa hora: tratava-se apenas da substância usada para a filtragem da cerveja, a famosa terra diatomácea. Peguei um punhado com os dedos e fiquei pensando no que pensaria um grupo de policiais se entrasse ali naquele exato segundo. Até explicar que focinho de porco não era tomada, a coisa ia ficar feia. Era capaz de ir todo mundo para o camburão de verdade (rsrsrsrs). Pensando nisso, e sem ter muito mais o que pensar num domingão, fiz a seguinte dramatização:

 

 

ATENÇÃO: A imagem é de brincadeira. Não entrem em pânico telefonando para conhecidos e, principalmente, não corram para publicar no Online como manchete. Simulação sobre imagem do Diarinho.

 

Bacana, não? Mas, num caso cada vez mais freqüente, ainda mais em se tratando do Diarinho, a realidade supera a ficção. Essa semana, os caras se saíram com uma manchete: “Polícia prende paraguaios que levavam cocaína no bucho” e o olho: “Tiveram de tomar laxante até cagar a última cápsula do pó”, ao lado da foto dos dois malacos. Um dia eu ainda chego lá (no nível das manchetes, não dos elementos).

 

Falando sério, a Bierland é um lugar bem bacana. Preste atenção na porta que leva ao interior da fábrica. Do lado dela, há uma foto do Duque da Baviera e uma reprodução da Lei de Pureza de 1516. Além disso, o ambiente é bacana e são servidos uns petiscos interessantes, como bolinhos, bolinhas de queijo empanadas e afins.

 

Lei de Pureza e Duque da Baviera, Guilherme IV

 

Saímos de lá com destino à Praça Hercílio Luz, para uma passada no finado Ünser Bier e tantas outras cervejarias, que agora é um bar com bandeira da Eisenbahn. Os equipamentos da cervejaria, coitados estão ali meio de canto, dividindo espaço com as bandas que tocam ao vivo. A cerveja estava legal, mas a música não, e, para um cervejeiro, chega a ser meio deprimente ficar olhando para aquele lugar tradicional que já não tem mais produção própria.



Escrito por Bob às 00h32
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O 510 e a "maldição" da PET

 

Malhação do Bob; para não assustar crianças, substituí parte da

foto por imagem mais palatável. Qualquer semelhança

é mera coincidência. Patrick Rodrigues/Divulgação

 Uma das coisas mais legais da viagem, além das próprias cervejarias, era o “happy hour do 510”, que ocorria em um dos quartos reservados para o grupo, o do Ricardo. A diferença é que as tradicionais e – às vezes – inocentes cervejadas pós-escritório não começam na madrugada e, principalmente, não sucedem um trabalho que consistia basicamente em...provar cervejas. 

Para desgosto do serviço de quarto, todo dia o pessoal de reunia no 510 munido de baldes de gelo e cervejas. A primeira reunião – regada a kits de Eisenbahn - já deixou o local em petição de miséria, com garrafas vazias espalhadas e aquele cheiro de cerveja azeda no ar, além de um balde cheio de água gelada e álcool. O balde, aliás, provocou um dos momentos mais engraçados da viagem: pela manhã, a moça que arrumava os quartos perguntou ao Ricardo se poderia jogar fora o que tinha dentro dele ou se nós estávamos “preparando alguma bebida”, tamanho o cheiro de álcool. Só faltava essa: além da cerveja, ainda produzir “maria louca” (destilado fortíssimo preparado em cadeias, de uma maneira tão artesanal que faria muita produção parecer moderna).

 

Além dos happy hours celebrados com o impagável “Viva a putaria” herdado da Zehn, também foi no 510 que eu paguei um mico danado. Minha já mencionada campanha “pet, para mim, é cachorro, papagaio e periquito, minha cerveja é só em barril, vidro ou lata”, foi por água abaixo na Bierland. No final da visita, o Eduardo, um dos sócios, ofereceu gentilmente uma pet de pilsen, uma de bock e uma de pale ale.

 

Fazer o quê, recusar cerveja? Pelo menos a Bierland é bem melhor do que outras congêneres em pet. Ainda tentei dar uma de João-sem-braço atrasando um pouco minha ida ao 510, para que todas as cervejas fossem abertas, mas não deu. Os malas deixaram uma intacta para quando eu chegasse. Aí não teve jeito. O fotógrafo pelotense Patrick fez uma seqüência, mas só vou colocar uma porque tudo tem limite.

 

A despedida e cerveja com Feijão

Horas depois, o pessoal já estava embarcando para Itajaí, onde rolou um almoço no Mercado Público e ida a Navegantes, para voltar a São Paulo. O pessoal, no caso, é o resto do grupo, porque eu ainda ficaria em Santa Catarina sábado e domingo, para depois rumar a Porto Alegre. Uma pena, porque o povo acabou aparecendo na coluna social do Diarinho, desta vez de verdade.

Na hora do almoço, fui para Blumenau encontrar o chapa Feijão. Demos uma passada numa strassfest e encontramos o Emerson, da Das Bier, e o Jorge, da Heimat, além de tomar algumas cervejas, claro. Em seguida, fomos à sede da Land Brauer, do Fábio Steinbach, onde provamos umas cervejas que estavam no estoque: uma lager gold, uma dunkel e uma weizen.

 

 

 

À noite, depois de degustar umas cervejas com bruschetta na casa do Feijão, fomos eu, o elemento e a mulher dele, a Adriana, comer pizza em Pomerode. Já estava meio passado e cheguei a dispensar um chopp Borck, mas não ia perder a oportunidade de uma saideira na Schornstein. No domingão, depois de perambular por uma Blumenau deserta pela manhã, fomos a Indaial, na sede da Kannenbier, do André Kannenberg. Depois de quase oito meses, finalmente consegui receber as Stouts que o André havia guardado para mim, mas o Correio não quis enviar. Também tomamos uma weizen bem carregada de malte, com sabor persistente e amargor interessante.

 

Kannenbier Weizen

 

Saí de lá com sete garrafas de Kannenbier, já pensando no excesso de peso no retorno a São Paulo. No começo da noite, peguei o ônibus para Porto Alegre.



Escrito por Bob às 20h52
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Depois da feira, os concursos

Não pensem vocês, nobres leitores, que o ano acabou depois da Brasil Brau, tal como ocorreria com o encerramento do Carnaval para os sambistas, da Copa do Mundo para o futebol e do mês de maio para políticos em ano eleitoral. Nada disso: 2007 ainda terá muitos eventos cervejeiros por aí. Senão vejamos:

1) O primeiro deles está marcado para 28 de julho. O homebrewer Afonso Landini, de Campinas, está organizando o 1º Encontro de Cervejeiros Caseiros do Estado de São Paulo e também o 1º Concurso de Cervejas Caseiras de SP, ou o "paulistão" da nobre bebida. Os estilos escolhidos para a disputa foram Pale Ale e Stout. A avaliação das cervejas será feita por um grupo de jurados especializados. Quer dizer, quase todos, porque este humilde missivista foi incluído no rol de escrutinadores, e espera não ser linchado após a divulgação do resultado final (hehehe). Mais informações no www.cervejaartesanal.com.br/concursocerveja.htm. Prognóstico: até o fim de maio, segundo o Afonso, oito pessoas haviam manifestado interesse em participar. Como o nobre colega Edu Passarelli não deve concorrer (ele será um dos jurados), fico sem palpite (rs)

2) Entre agosto e setembro, a Eisenbahn e o especialista em cervejas Xavier Depuydt vão organizar o Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn. Trata-se de uma competição nacional, em estilo livre (ales e lagers liberadas), em que o vencedor vai produzir 3 mil litros de sua criação na fábrica da microcervejaria catarinense, com assessoria do mestre-cervejeiro Gerhard Beutling. O escolhido fica com 30 caixas, e o restante será vendido pela Eisenbahn como cerveja sazonal, com o nome do felizardo no rótulo. A análise será feita por um corpo de jurados, "às cegas". Aproveitando o item, o Xavier entrou na organização por meio da revista Beer Magazine, que ele vai lançar em julho (prazo estimado). Ela será trimestral e vai falar sobre... bem, você sabe o quê. Reza a lenda que a primeira capa será a Eisenbahn. Mais informações no site da microcervejaria (www.eisenbahn.com.br); por ora, ainda não tem nada lá. Prognóstico: se participarem, aposto no Leonardo Botto e no Ricardo Rosa, da Acerva Carioca, e no pessoal da BSG, de Porto Alegre. Um palpite: o caminho deve ser buscar estilos diferentes da carta atual de cervejas da Eisenbahn.

3) No dia 29 de setembro, a Acerva Carioca também vai organizar o seu 2º Concurso Nacional de Cervejeiros Artesanais. Serão duas categorias: estilo livre e, escolhida em votação eletrônica, Stout (Dry Stout, Sweet Stout, Oatmeal Stout, Foreign Extra Stout, American Stout e Russian Imperial Stout). Mais informações no www.acervacarioca.com.br. Se sobreviver ao concurso de São Paulo, o missivista aqui também foi convidado para degustar as concorrentes. Prognóstico: depois do primeiro concurso, em que faturou quase todas as primeiras colocações - incluindo a medalha de ouro nos dois estilos -, o Botto é o favorito na competição.

EM TEMPO: O Afonso adiou o concurso paulista, que ainda não tem nova data marcada. Mais informações no decorrer do período.



Escrito por Bob às 13h24
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