Latinhas do Bob
  

St. Pauli (Alemanha, 330ml)

Esta cerveja, apesar de alemã, era encontrada a rodo aqui no Brasil. Pelo menos me lembro de ter comprado um engradado delas. Acho que eram boas, ou no mínimo não deixaram más lembranças. A história mais engraçada dessa cerva é que ela é muito citada em um filme, do qual não lembro o nome, apesar do esforço.Enfim, o enredo tratava de um elemento que fingia ser homossexual para conquistar uma garota, mas a informação se espalha e ele fica famoso. Traduzindo: enredo de Sessão da Tarde. A questão é que o amigo do cara, um gordão, tenta conquistar a mulherada dizendo que é dono da St. Pauli. Na verdade, o infeliz empilha latas de cerveja na geladeira de um mercado de quinta.

A parte mais engraçada é quando o cara e o amigo gordão vão a uma festa de "entendidos" e encontram uma "moça" fantasiada de garota da St. Pauli. O gordo logo se engraça, até descobrir, por assim dizer em termos latísticos, que, em vez de ter aro borboleta, "ela" estava mais para Long Neck.

Cotação: de um a cinco, três para a cerveja. E quatro para a piada (ressalvando, claro, que estou escrevendo resfriado e no final do expediente, quando boa parte das faculdades perceptivas do cérebro está comprometida)



Escrito por Bob às 01h52
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Caracu (Brasil, 350ml)

Cerveja tradicionalíssima, não é raro ver casos de pais que molhavam a chupeta da criança na Caracu (uma heresia em tempos atuais, em que até o Biotônico Fontoura foi vetado porque tinha álcool, mas no mesmo nível do Mussum, que puxava seu 'mézis' inocente e fingia tomar todas em um programa infantil). Também é manjada a receita de gemada com Caracu. Da minha parte, acho uma das melhores cervejas escuras, mais forte que as Bock e menos doce que as Malzbiers.

A Caracu também se tornou, recentemente, a primeira cerveja patrocinadora oficial de um touro, não de um caubói ou de um rodeio. O "patrocinado", no caso, é o Touro Bandido, aquele da novela, que, infelizmente, deu passagem de ida e volta para o além ao peão-mala Tião. A ficção fez uma injustiça com o touro, que nunca foi batido na vida real. Mais divertido seria soltar o ator no ringue com o Bandido e deixar a câmera ligada. A audiência ia adorar...

Cotação: de um a cinco, cinco chifradas no Tião. E quatro para a cerveja. 

 



Escrito por Bob às 01h50
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Guitt's (Brasil, 350ml)

Como tudo que é bom dura pouco, está na hora de deixar de colocar boas cervejas com histórias de boas degustações um pouco de lado. Voltemos ao rigor científico (essa é boa) de analisar as cervejas, por assim dizer, desprovidas de possibilidades de elogios. Ou ruins mesmo, na lata (sem trocadilhos infames). A melhor história envolvendo essa cerveja não se passou comigo, mas com a Gi. Estava ela em um boteco de Pinheiros com umas amigas quando o garçom veio anotar o pedido:

- Que chope vocês têm aqui? - perguntou ela

- Chope Guinds, devolveu o anotador.

- Quê? Guinness?

- Isso, dona. Guins.

- Vocês têm chope Guinness mesmo aqui? Tem certeza?

- Sim, senhora.

- Então vê um.

Nem preciso dizer que foi um pedido fatídico. Os chopes da Guinness e da Guitt's são tão semelhantes quando uma Ferrari Testarossa e um Lada batendo pino. Da minha parte, tomei a Guitt's em uma latinha doada pelo chapa Elenildo, que a adquiriu em Caieiras. E, para minha surpresa...

...a cerveja era pior do que eu esperava. Achei que seria algo como uma Crystal, ou uma Bavaria, mas ela deixa um fundo ruim na boca, e não cai bem. Há algum tempo, vejo outdoors dela pela cidade. Não saberia dizer se vai colar ou não a longo prazo. Para mim, valeu pela curiosidade e pela latinha.

Cotação: de um a cinco, cinco visitas à chopeira do boteco para não depender da tradução do garçom.   



Escrito por Bob às 01h25
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Cruzcampo (Espanha, 330ml),

San Miguel (Espanha, 330ml)

e Estrella Damm (Espanha, 330ml)

Podem até não ser as melhores cervejas do mundo, mas com certeza fazem uma das combinações mais perfeitas do planeta: a Espanha, no visual; calamares (nossa popular lula frita, sem trocadilhos infames com o atual momento político) e elas, as cervejas. Ô saudades de Madri e Barcelona. Só de olhar a latinha já imagino uma mesinha na Plaza Mayor, com direito a muita cerveza, calamares, sol e paisagens sensacionais, num longínquo 2001, antes dos atentados no metrô. Melhor deixar disso que já estou ficando sentimental, e sei que outra pessoa também vai ficar...huahuahua.

A Cruzcampo, eu achei escondida num carrinho de avião quando voltava de Buenos Aires, há uns anos. Acho que o pessoal não estava muito a fim de cerveja no vôo, e a aeromoça tinha deixado as latas escondidas num canto. Apesar de vir da Argentina, é uma cerveja espanhola. A San Miguel e a Estrella Damm ganhei de presente, no meio do ano, e tomei por aqui. Nem precisa dizer que a lembrança da Espanha é imediata. Ai, ai... essa é para ir dormir bem. Buenas noches!



Escrito por Bob às 03h29
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Fancy Biker Beer (Alemanha, 500ml), White Bear Beer (EUA, 355ml), Becker's (Alemanha, 26ml) e Ben Truman (Inglaterra, 26ml)

A loja da Golden Lion - a mesma que fez as latinhas dos clubes de futebol - ficava na Rua Edson, no Brooklin. Fui lá apenas uma vez, era muito moleque. Lembro que as paredes eram recheadas de latas bacanas, todas vazias. Boa parte era furada pela "bunda", para não quebrar o lacre ou abrir a tampa. Levei três, que vocês podem ver acima. Acho a do urso branco uma das mais bonitas da minha coleção, se não for a mais. Pena que ela é uma réplica, e não vinha com cerveja dentro. A da motoqueira pelada também faz bastante sucesso, é a única lata que tenho que vem com uma "rolha" de porcelana, mais comum em garrafas. De brinde, levei essas duas latinhas, de 4,5 cm cada uma, cheias de água. Não gosto muito de comprar latas vazias para a coleção (prefiro comprar as cheias, mesmo que novas, provar e guardar). Mas ir à loja da Rua Edson realmente foi impressionante, pela coleção que os caras tinham.

Tentei achar a loja esta semana, mas parece que ela não funciona mais na Rua Edson. No 102, achei um telefone e um endereço no Jabaquara. Até agora, ninguém atendeu...se tiver notícias, posto aqui nessa mensagem. 



Escrito por Bob às 03h30
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Mãe Preta (Brasil, 350ml)

Interessante essa cerveja escura da Belco. Encontrei-a quando ia para o trabalho, passando por um boteco em Perdizes. Com os olhos já meio treinados para localizar latinhas, dei uma espiada no balcão (é um método meio arriscado em locais como calçadas cheias de buracos, mas com algum tempo e alguns tropicões, pega-se o jeito). Lá, entre uma Skol e uma Kaiser, percebi uma latinha preta, incomum (acho que só a Pepsi X adota esse padrão). Era a Mãe Preta. O dono do boteco só tinha uma lata, e gelada. Comprei e saí correndo para o trabalho, para que ela não esquentasse e ficasse choca. Resolvi experimentar no mesmo dia.

Gostei bastante. A cerveja é forte, meio amarga, mas o que mais chama a atenção é um sabor "torrado" no fundo. Lembra a La Brunette, feita no Sul (embora a gaúcha seja um pouquinho melhor, mais bem mais cara). Outro dia o colega Armando, um entusiasta de Capivari e da cerveja Lecker (brincadeirinha, afinal, não quero ficar sem notícias) disse que havia me conseguido outra latinha de Mãe Preta. E que, lá pelas bandas de Capivari, o pessoal tem o hábito de misturar a Mãe Preta com cerveja clara. Tentei experimentar, mas o dono do boteco esqueceu da cerveja. "Bem lembrado. Sabe que nunca mais pedi? Vou encomendar outro lote esta semana", agradeceu quando perguntei.

Outra coisa me intriga: por que a cerveja se chama Mãe Preta? E por que, por tabela, carrega em seu símbolo a  imagem de uma mulher negra ? Na dúvida, mandei um e-mail para a Belco perguntando. Quando (e se) tiver resposta, atualizo o post. Espero que seja uma boa história...

Cotação: de um a cinco, três "torradinhas" e meia.



Escrito por Bob às 11h56
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Stella Artois (Bélgica, 500ml)

Andei recebendo algumas reclamações sobre o fato de só colocar no blog e comentar bebidas de qualidade duvidosa. Apesar de ser bem mais divertido escrever sobre elas, também é necessário prestar homenagens às boas beberagens, que também vêm em boas latinhas. É o caso da Stella Artois.

Massificar a produção da Stella no Brasil (antes, só era encontrada em alguns mercados de importados) foi uma bola dentro da Inbev. Apesar de mais cara (custa, com preço bom, 1,87 a garrafinha de 250ml), a cerveja é boa, está um nível acima das nacionais, mesmo as melhores, como Bohemia e Original. Comprei duas caixas logo no dia do lançamento, que vi horas antes de ser publicado no jornal, e corri para um Pão de Açúcar 24 horas, para comprar antes mesmo de sair do depósito para a prateleira. Meses antes, já tinha feito a mesma coisa quando lançaram a Bohemia Confraria; naquela ocasião, eu e um colega levamos as três únicas caixas que o mercado tinha antes do lançamento oficial, e eles tiveram de correr na manhã seguinte para repor o estoque. No caso da Stella, porém, já estavam prevenidos e tinham colocado todas as caixas nas prateleiras.

Se você ainda não experimentou, vale a pena, mesmo que seja para trocar três latinhas de Skol por uma dessas na hora de comprar. Só não vale comprar uma Stella e depois passar a noite à base de Kaiser ou algo no mesmo nível. Tomar cerveja boa logo de cara também tem suas contra-indicações: depois, as ruins ficam com gosto ainda pior. Huahauahaua...

Cotação: top de linha como a Pilsner Urquell, quatro latinhas e meia, de um a cinco.



Escrito por Bob às 11h16
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Draft & Wine (Brasil, 350ml)

e Choppagne (Brasil, 350ml)

Você gosta de sorvete? E de churrasco? E que tal sorvete sabor churrasco? Nem sempre combinar duas coisas boas dá "prazer em dose dupla", como anuncia a lata do Draft & Wine, o chopp de vinho da Lecker. Se misturar uma cerveja top de linha como a Stella Artois, a Quilmes ou a Original com algum vinho de primeira categoria não deve dar lá coisa boa, imagine com chopp da Lecker (que eu já provei, e escreverei mais adiante), vinho tinto de mesa e, de quebra, suco de uva? Críticas à parte, o resultado não é muito diferente de um suco de uva com álcool e gás, meio sem graça. No mercado, onde comprei este exemplar, custa 2 reais e uns quebrados. Na dúvida, melhor levar duas ou três latinhas de Skol. Na latinha, vem a informação: "O único chopp & vinho da Lecker". Há mais, no entanto.

Meses depois, encontrei em um mercadinho de Barretos (e também em um açougue chique da Capital, pasme!) outra mistura de chopp e vinho da mesma empresa, batizada de Choppagne (chopp e champagne, captaram?). O efeito é o mesmo, suco de uva com álcool. Não cheguei a tomar mais que dois goles, porque ia pegar estrada depois. A diferença, nesse caso, não é apenas a utilização de vinho branco em vez de tinto. Tiveram a moral de fazer uma lata com inscrição bilíngue: em português e, advinhem, francês! "Trés chic! Une combinaison parfaite de vin et de biére. Appréciez Choppagne!" (algo como "Muito chique! Uma combinação perfeita de vinho e de cerveja. Aprecie Choppagne!"). Realmente espero que não estejam exportando essa bebida para a França; possivelmente, seria motivo de mais tumultos do que os que eles já estão enfrentando lá. Quanta maldade...

 



Escrito por Bob às 10h00
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Col Dob (Brasil, 250ml)

A latinha do refrigerante para cachorro diz que não tem contra-indicações. Achei pelo menos uma que deveria estar registrada: "Intragável para consumo humano, se é que você ainda não percebeu, seu ruminante". Aliás, também para os ruminantes ela é proibida, segundo outro aviso na lata. Achei esse refri canino sabor carne em um pet shop na Paulista e decidi arriscar. Foi a primeira latinha "grávida" que eu vi, com essa barriga mesmo. A princípio, deixei esse troço na geladeira uns bons meses. Um dia decidi experimentar. Não consegui: o cheiro é nauseabundo. Se satisfaz a necessidade de líquido dos cães, como diz na propaganda, provocou em mim a necessidade de buscar líquidos mais perfumados, como Pinho Sol, por exemplo, para apagar a memória olfativa das narinas. Eca.

Cotação: Não consegui entrevistar nenhum cachorro que de fato bebeu o conteúdo da latinha para formar uma opinião. Como alguns espécimes bebem até água da privada, um latido, de um a cinco.



Escrito por Bob às 09h56
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