Latinhas do Bob
  

Paceña Centenario (BOL, 355ml),

Inca Cola (PER, 2,25l) e Maltín (BOL, 350ml)

Sempre tive vontade de ir na feira Kantuta, com comidas e bebidas típicas da Bolívia, ali perto da estação Armênia do Metrô. Resolvi matar a curiosidade outro dia, não pelos produtos artesanais vendidos no local (alguns, como bolsas e tapetes, são bem bacaninhas, aliás, além das lhamas de brinquedo), mas para adquirir uma bebida com fama de bizarra: a Inca Cola.

Li alguma coisa sobre esse refrigerante peruano na internet. Quem era turista e provou achou horrível, mas acho que em grande parte isso ocorreu por causa da exótica cor do produto, um amarelo-bílis (quem já tomou todas e chamou o hugo até não poder mais sabe disso). Resolvi ignorar esse obstáculo - quem tomou guaraná Jesus cor-de-rosa com gosto de Bubaloo não se impressiona fácil - e comprei logo uma garrafa de 2 litros e pouco. Deixei gelando um pouco e provei: e não é que o septuagenário refrigerante que bate a Coca-cola por lá é bom mesmo? Tem um gosto doce, mas ao mesmo tempo um fundinho meio azedo, menos enjoativo que algumas tubaínas locais. Gostei bastante, ainda mais acompanhado de uns pãezinhos tipo dindon que comprei por lá (com gosto de laranja). Vou correr atrás da lata agora.

Já a Paceña era velha conhecida: comprei uma naquela famosa loja que já citei, que funcionava no Shopping Ibirapuera. Não lembrava do gosto para comparar, mas achei a versão atual razoável. Pode ser que, se viajar um dia para a Bolívia, ela deixe um gosto melhor na memória, mas aqui não pareceu nada de mais.

Agora, estranho mesmo foi outra bebida que encontrei por lá, a Maltín. Pelo que pesquisei na internet, é uma bebida fortificante, feita de malte e lúpulo, mas sem álcool. Enfim, uma gemada, Cremogema, Boitônico Fontoura ou algo que o valha. Parece uma cerveja escura, tem espuma, mas não tem álcool. E tem cheiro e gosto de milho no fundo. O estômago deu algumas cambalhotas, mas no fim foi tudo ok, nada perto das cervejas mumificadas, muito menos do refri para cachorro. Achei um site em que um jogador do Oriente Petrolero, da Bolívia, diz que toma Maltín desde criança. Como não conheço o cara, não sei se a bebida o tornou um craque, ao estilo da poção do Asterix, ou se fez com que ele aumentasse o índice de c... em campo. 

Cotação: de um a cinco, quatro e meio para a Inca Cola, dois e meio para a Paceña e duas horas de "Yesterday" em flauta andina para o Maltín.



Escrito por Bob às 23h45
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Imperatriz Pilsen e Imperatriz Black (BRA, Chopp)

Nossa, mas que produtividade! Dois posts em um dia. É isso que eu suponho que vocês, que lêem esse blog com assiduidade (será que existe unzinho?) devem estar pensando. Pois é, além de ser feriado, é também a véspera da minha entrada oficial de férias (falarei sobre a relação do fato com esse prestigioso sítio mais adiante). Como não pude esperar até amanhã para me dedicar a preencher o tempo livre com cervejas e outros hobbies, resolvi aproveitar as horas pré-plantão no final de semana. E fui provar o tal chopp Imperatriz.

A internet é mesmo uma coisa fantástica. Quando você pensa que já vasculhou todas as abobrinhas sobre um determinado tema, lá vem mais uma. Eu já havia dado Googles com as palavras cerveja, cervejaria, refrigerantes algumas vezes, e olhei bem umas 60 páginas de resposta de cada um. Achei muita coisa, mas nunca havia esbarrado com essa cervejaria que, veja você, fica a menos de 10km de casa. Achei procurando outra coisa, aliás. Mas, voltando ao assunto, para manter os aspectos técnicos de avaliação deste blog, em vez de ir à fábrica impressionar o proprietário com as credenciais do Latinhas do Bob (ha-ha, coitado), dirigi-me a um restaurante próximo, que servia o produto.

Acompanhado por um requintado estrogonofe, pedi primeiro a versão pilsen. Muito boa, aliás: veio com colarinho certo, tinha sabor encorpado, um pouco mais amargo que outros chopps, mas na medida. Logo em seguida, emendei com a versão black, essa aí da qual vocês vêem a bolacha. Não gostei: a cerveja é legalzinha, tem sabor e está bem longe de ser ruim, mas não tem aquele "toque" de cerveja escura. Nesse quesito, continuo preferindo a da Braumeister.

Já engolindo um chiclete para desbaratar o bafo e não chegar no trabalho com aquela cara de "zuzobem" (até porque eu não estava mesmo), fui conhecer a fábrica, que ficava a duas quadras dali. Logo na entrada, pude constatar: há momentos em que a vida é mesmo muito boa: dois sócios, sentados na varanda do local, que deve virar cervejaria em breve, bebiam calmamente o chopp vendo a tarde chegar, ladeados por tonéis e reservatórios da bebida. Os caras foram bem legais mesmo, mostraram a fábrica, explicaram o processo e, num "furo" de reportagem, até liberaram um copinho do chopp pilsen antes da filtragem, que é quando ele ainda fica meio turvo (a Paulaner vende cervejas assim, por exemplo). Mais: pedi uma bolacha para a coleção (veja você, nesses tempos de Hermes e Renato e Pegadinhas do Malandro, que perigo podem ter palavras de duplo sentido). Felizmente, porém, não houve trocadilhos infames e saí de lá com 20 bolachas.

Na volta, um contratempo: tinha ido ao restaurante de táxi, e não achava um infeliz de carro branco e capelinha para me levar de volta. "Vou andando, quem sabe acho um", pensei. Ou melhor, não pensei. De sapatos sociais, calça jeans e camiseta preta, voltei a pé o caminho todo, que deve ter uns 6 ou 7km. Se tinha cerveja no corpo, ela não durou até chegar em casa: evaporou. Mas valeu a pena (tirando o pé dolorido).

Cotação: de um a cinco, quatro para o pilsen, dois e meio para o black e um para a idéia tosca de fazer enduro com roupas de trabalho.

 



Escrito por Bob às 23h21
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Paulaner Feinste Münchner Braukunst seit 1634,

Paulaner Naturtrüb (ALE, 500ml e 5 litros)

e Bavaria Premium (BRA, 355ml)

Pois é, por motivos alheios à minha vontade, fiquei um bom tempo sem escrever nesse prestigioso blog. Mas tudo bem, hoje, em pleno Dia do Trabalho, sinto-me mais inspirado para colocar os glúteos na cadeira e teclar algumas linhas aqui. Em primeiro lugar, gostaria de dizer que parte da ausência foi por uma causa nobre: estava medindo forças com esse robusto barril de 5 litros aí de cima. Como a cerveja dele não é filtrada, a mim pareceu ter efeitos mais fortes (aliás, quanto mais dias se passavam, parecia que o teor alcoólico aumentava - ô desculpa de pinguço, bem no nível de "na próxima volta que a casa der, eu enfio a chave na fechadura).

De qualquer forma, a discussão aqui não é sobre a epopéia de secar um barril mano a mano, mas sim sobre o exterior dele e das latinhas da marca. Além de fazer boa cerveja, a Paulaner ainda pôe na rua obras de arte nas latinhas. É raro ver uma bem trabalhada hoje em dia, que fuja daqueles padrões geométricos com cores chamativas ou desenhos horríveis promocionais da Festa do Caqui de Cafundó. Reparem nos desenhos, parecem uma pintura: a família no pomar, brindando e festejando enquanto uma comitiva vai chegando. Nem é preciso ir no museu para apreciar uma coisa bem trabalhada. E, melhor, ainda tem conteúdo: a Paulaner é uma cerveja forte, encorpada, diferente das brasileiras (que também são boas, mas de outro estilo).

As empresas poderiam seguir a idéia da Paulaner (que coloca o busto do barbudo aí das latas também em suas tampinhas) e dar uma caprichada nas latinhas. Mas também não precisa fazer como a Bavaria, que colocou rótulos "artísticos" na Premium. Outro dia o Marcão (aquele colega do trabalho amalucado que faz AAAAHHHNNN, como um jumento) apareceu com uma caixa delas. No rótulo, um tênis da Adidas. O que isso quer dizer? Que a cerveja tem cheiro de chulé? Que seu gosto é igual a tomar um chute na boca? Muito misterioso... só ficaria melhor se viesse num rótulo a famosa imagem da banana. Ou o conhecido guerrilheiro, batizando uma nova "Che"rveja. Melhor parar por aqui, tá ficando muito infame para o retorno hehehehe.

Cotação: de um a cinco, quatro e meio para as latas e quatro para a cerveja. E Tênis Pé Baruel para a idéia do rótulo da Adidas.



Escrito por Bob às 22h52
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