Latinhas do Bob
  

Cerveja caseira Krulowa clara

e escura (BRA, 2L) e outros produtores

Bom, pessoal, a primeira parte da expedição acabou hoje. Depois de Canoinhas, a parada seguinte foi Irati, no Paraná, conhecida como terra da cerveja caseira, por causa da grande quantidade de imigrantes poloneses que adotou a fabricação para festas e consumo diário. A cerveja tem pouco teor alcoólico, mas, dizem, é bem saborosa. Trouxe três garrafas de dois litros.

Provei a primeira ontem (15), a cerveja clara da Krulowa. Como nunca tinha tomado cerveja caseira antes, não tive muita base de comparação. A primeira sensação é de que é doce e amarga ao mesmo tempo (ou melhor, doce primeiro e amarga quando passa pelo fundo da língua), e que tem alguma coisa diferente na água (essa última sensação eu também tive quando tomei uma cerveja de São Paulo chamada Bruge). Não achei a última maravilha do mundo, mas também não consegui parar de tomar (calma, calma, ela não tem álcool, lembrem-se). Na média, interessante.

Obtive as duas Krulowas direto no fabricante. Ele me recebeu desconfiado, e logo entendi o porquê: lembrei de uma matéria de 2000 sobre as cervejas caseiras em Irati, quando logo de cara o texto dizia que "guerras entre cervejarias passavam longe" da cidade. Ledo engano: para resumir a história, o cara da Krulowa se desentendeu com os demais fabricantes e, no meio da briga (que envolvia condições e fabricação e fiscalização da Vigilância Sanitária), suspenderam o festival de cerveja da cidade em 2005 e pararam de vender a bebida em bares e restaurantes. Ruim para todos.

Voltando à cerveja fria, a fábrica da Krulowa ganhou ares de microcervejaria, com dois "silos" e outros equipamentos. Como não pode chamar seu produto de cerveja caseira (burocracias do governo), o dono colocou no rótulo novo "Fermentado de açúcar com lúpulo" (tucanaram a breja, enfim). Além dele, também visitei outro fabricante, de quem comprei uma garrafa; nesse caso, o processo é mais caseiro mesmo (o vasilhame até é de refrigerante Cini), mas, como ainda não provei, não sei se é boa.

No meio de toda essa brigaiada, a melhor parte da história era a minha preocupação em transportar as garrafas. Já tinha ouvido de uma amiga, a Aryane, que a família dela em Irati fazia a tal cerveja e, uma vez, acordaram de madrugada com um estrondo: uma das garrafas tinha explodido com a fermentação, e lambuzado toda a cozinha com seu conteúdo. Quem fabrica garante que isso não acontece mais, que só estourava no verão etc. Mas o fato é que as garrafas estavam duras, no limite da pressão, quando eu as recebi. Nem preciso dizer que, para evitar ser jogado fora do ônibus ensopado de cerveja se ocorresse algum contratempo no meio da viagem, enfiei as garrafas em um monte de sacos plásticos e deixei-as de boca para cima. Durante o trajeto até São Paulo, posso jurar que ouvi uns assovios de pressão, como uma cobra. Mas no final deu tudo certo. Quer dizer, até abrir a Krulowa: a joça da tampinha não queria girar de jeito nenhum, e foi preciso usar um alicate no serviço. E olha que o slogan ainda diz "abra lentamente, como antigamente". Talves antigamente eles usassem um "sargento" para segurar a garrafa, ou algo assim. Vai saber.  

Cotação: de um a cinco, três para a cerveja caseira. Mas a nota pode mudar quando eu tomar as outras. Nem sempre a primeira é a melhor. 

Em tempo 1: A avaliação acima foi profética. Tomei a cerveja caseira de outro fabricante, que veio numa garrafa de refrigerante Cini. Essa sim é fiel ao lema de alta pressão. Abri devagar, e mesmo assim deu uma espirrada. Ao contrário da Krulowa, ela tem mais gás, que dá a ela colarinho cremoso, e um sabor um pouco menos amargo. Com isso, acabou ficando melhor no meu conceito. Três e meio para ela. Mas, mantendo o lema, ainda não provei a Krulowa escura, pode haver surpresas.

Em tempo 2: Não sei se é a exceção que confirma a regra, mas provei a Krulowa escura hoje. O gosto até que não foge muito da clara, mas ela tem um cheiro esquisito que "broxa" completamente a degustação. Nota um e meio para ela.

1) Resultado final do butim: nove latinhas (uma Belco, uma Krill, um energético Dark Dog e um Blue, quatro refrigerantes Belco e um suco Rayzes), treze garrafas (seis da Loeffler, três de cerveja caseira, uma de Laranjinha, uma de destilado de cerveja de Treze Tílias, além de uma Gengibirra em pet e uma de grappa para presente), uma caixa de Coca-cola rara. E um peso descomunal nas malas, além de uma p... dor nos ombros.

2) Próximas atrações: na semana que vem, após o Dia das Mães, é a vez da segunda parte da expedição. Aguardem... 



Escrito por Bob às 21h08
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Mocinha, Jahu, Nó de Pinho e Malzbier (BRA, 600ml)

Como cervejeiro e colecionador, posso dizer que hoje foi um dia de muita honra. Além de conhecer uma cervejaria lendária, conheci ainda um senhor que, no mínimo, deveria ser considerado patrimônio nacional. Depois de passar a segunda toda em um busão "me leva Brasil", que parava a cada 10 metros, cheguei à noite a Canoinhas. No dia seguinte, logo cedo, deixei o hotel em direção à Cervejaria Loeffler. Depois de algumas indicações, fui me aproximando: ocorreu, porém, uma coisa bizarra. Do outro lado da rua, enxerguei uma casinha de tijolos, e, entre árvores, uma placa: só sei que na hora o cego aqui leu "Delegacia", e passou batido. Depois de andar um bocado, nova informação me levou àquela mesma casa, e aí pude ler com clareza: "Biergarten", ou "Jardim da Cerveja", local inventado pelos alemães para tomar todas ao ar livre. O lugar tinha umas mesinhas de madeira cercadas por pinheiros, mas estava vazio.

Logo que entrei pela porta da casa, dei de cara com um senhor, já bem velhinho, curvado, com o braço quebrado, mas sem perder a elegância: usava gravata e suspensórios.

Esse é o Rupprecht Loeffler, com quase 90 anos, e há décadas dono da cervejaria Loeffler, que seu pai comprou em 1924; o lugar, porém, é quase centenário, já que funcionava desde 1908, como ele mesmo conta. Ele atribui a longevidade (a própria, não a da fábrica) ao consumo de cerveja - conta, aliás, que o médico, ao saber que ele bebia, recomendou aumentar a dose.

O processo de fabricação é bem artesanal: moedor de malte de madeira, tachos de cobre, engarrafadores de cobre que fazem seis garrafas por vez, retirada manual dos subprodutos, tudo num galpão com teto de madeira. Deu até para espiar a cerveja fermentando nos tanques, com aquele cheirinho peculiar. O processo começa por volta de 5h, e vai até meio-dia. Depois, continua à tarde: a produção estimada mensal é de mil litros, que são engarrafados.

O lugar, aliás, tem bem mais coisas chamativas: nas paredes, uma coleção de macacos  empalhados, além de outros animais abatidos em caça. Tirei uma foto, e só quando ampliei ela rachei o bico: os macacos estão em poses bem incomuns, como é possível vei aqui: um roubando o outro a mão armada, outros fumando e se beijando e um tomando chimarrão na cuia. Sobre a geladeira do tempo do onça, potes com um porco de duas cabeças e cobras em formol - uma, contam os funcionários, foi capturada depois de matar um rapaz com seu veneno - e outros animais esquisitos. Devia se chamar "Museu de Zoologia e Cervejaria Loeffler" (hehehe). O que é de deixar louco, porém, é que eles têm um "museu" de caixas e garrafas muito antigas, de 15, 20 anos atrás, que deixariam "garrafeiros" loucos. Bati o olho em uma caixa de garrafas para Coca-cola de madeira bem velha, mas ainda bem conservada. Estou dando um trato nela (coisas como borrifar veneno de cupim e espanar as teias de aranha) e logo, logo, coloco ela aqui também...

Apesar de o processo de produção todo aberto parecer meio esquisito, não morri (nem corri para o banheiro) após a degustação. Pelo contrário, a cerveja é muito boa. Pedi uma Nó de Pinho, escura e forte. Lembrou bastante a La Brunette (da Schmitt, de Porto Alegre) e a Mãe Preta (da Belco, de Taubaté), mas, talvez pela empolgação de acompanhar o processo de fabricação, tenha descido bem melhor que as concorrentes. Comprei os quatro tipos, e estou ansioso para provar. De quebra, ainda levei um refrigerante de framboesa e uma gengibirra, que também são feitas lá. Já dá para imaginar o peso, né?

Conversei um pouco com o seu Loeffler, que ainda despacha e manda na fábrica todo dia - é ele, por exemplo, quem faz as contas das vendas. Elogiei a iniciativa dele em fazer uma cerveja diferente, e disse torcer para que fábricas pequenas assim continuassem a pleno vapor, para que no futuro a gente não tivesse de escolher só entre duas cervejas da mesma multinacional, ou porcarias de terceira e quarta categorias. Ele sorriu, compartilhou a expectativa e disse que, da parte dele, tudo continua funcionando: quando se for, vai passar a fábrica ao filho e aos dois netos. Tomara que a cerveja ainda dê a ele bons anos de vida...

Cotação: de um a cinco, quatro e meio para a Nó de Pinho e mais de cem para o seu Rupprecht, considerado "imortal" por alguns habitantes.

Butim: uma Krill em lata, energéticos Blue e Dark Dog em lata e uma garrafa de gengibirra da Cini (apesar de ser na embalagem porcaria pet, a bebida é tradicional). No caminho, também achei a coleção de refrigerantes em lata da Belco, uma lata de chá Rayzes e uma garrafa (de vidro) e tampinha de Laranjinha, bastante tradicional em Santa Catarina.

Em tempo1: Provei hoje (16) o refrigerante de framboesa da Loeffler. A princípio, tive a impressão de que era raspadinha derretida com gás, mas depois o sabor foi "pegando" e achei bacaninha, pelo fato de ser diferente dos outros refrigerantes. E não enjoa, ao contrário de um guaraná sabor abacaxi da Cini que eu provei em Irati. Nota três.

Dia 17, provei a Gengibirra caseira que eles fazem por lá também. O primeiro gole é bem estranho, porque tem gosto forte de gengibre, que chega a queimar a garganta, e assim fica por um tempo. Mas você acaba se acostumando. Tomei para brindar a conquista do Barçelona sobre a inglesada na Europa. Dá-lhe Barça.

Em tempo 2: Pesquisei um pouco na internet e descobri o significado dos nomes das cervejas (a besta aqui ficou tão embasbacada com o velhinho que esqueceu de perguntar): a Jahú começou a ser fabricada em 1927, em homenagem à proeza do empresário paulista João Ribeiro de Barros e equipe, que atravessaram o Oceano Atlântico, de Gênova (de onde saíram em 17 de outubro de 1926) até a Represa Guarapiranga, em São Paulo, à bordo do hidroavião Jahú (em homenagem à cidade natal de Barros). A chegada ocorreu em 2 de agosto de 1927 (claro que nem todo o tempo foi de vôo, houve uma série de problemas na travessia). E, em homanagem ao feito, a cerveja começou a ser fabricada. A aviação, aliás, parece inspirar os fabricantes de bebidas (leia a história do Guaraná Joaninha, mais abaixo).

A Nó de Pinho, de 1930, se chamava inicialmente "Export". Passou a receber esse nome depois que degustadores portugueses perguntavam se ela era escura por ser cozida junto com nós de pinho. A Mocinha, de 1925, começou a ser fabricada a pedido de freqüentadores que acreditavam que suas esposas e namoradas preferiam cervejas mais suaves. As informações são de Doris Loeffler, filha do seu Rupprecht.



Escrito por Bob às 19h54
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Edelbier Pilsen, Dunkel, Bock

e Sabor Abacaxi (BRA, chopp)

Pois é, cheguei sábado a Treze Tílias, após 14 horas intermináveis de viagem, o tempo todo a apenas alguns metros da Família Mongo (um moleque gordão de gorro que ficava roncando e ouvindo pagode no último e cantando junto e a irmã, que ficava estapeando ele e tirando fotos com flash). Logo de cara, recebi a primeira informação útil para a expedição de outra passageira, a Giuliana, que foi para a cidade dar palestra sobre bruxaria (acho que ela deveria é vender o segredo sobre como dormir com tantos malas em volta, pois estava bem mais perto de Mongo Jr. e Monguinha que eu, e ainda tinha ao lado um velho que parecia uma serradeira). Enfim, diz ela que a cerveja também é usada em rituais sagrados de bruxaria... prefiro fazer usos mais endógenos do precioso líquido, mas vá lá. Consegui cortar bem o caminho pegando carona com ela e a família, que foi buscá-la de carro em Ibicaré.

A cidadezinha, com 5 mil habitantes, é linda e tudo mais, parece a Áustria, mas vamos aos fatos: fui para Treze Tílias por causa da Cervejaria Bierbaum, que produz a Edelbier em quatro versões. A fábrica fica junto do bar, que é bem bacana e enche aos finais de semana. Antes de ir lá sábado à noite, dei uma passada no Parque Lindendorf, no meio de uma floresta e com lago e deck. Lá, antecipei a experimentação das cervejas pilsen e dunkel, em meio a um sol maravilhoso, no deck, e com comida alemâ. Chato, né? Bom é ficar vendo a Marginal Tietê da janela do trabalho. Enfim, achei a pilsen boa (parece ser difícil errar a mão nela, mas tem quem chute o balde), mas o que chamou a atenção foi a Dunkel: é bem parecida com a que é servida na Braumeister (uma das minhas favoritas), misturando doce e amargo.

À noite, fui na Bierbaum conhecer a fábrica. A produção é pequena (10 mil litros ao mês, dizem os donos), mas tem pouco tempo, coisa de dois anos. Notícia triste é que o patriarca da família, o seu Bierbaum, faleceu há alguns meses, mas parece que o negócio segue em andamento. O mais interessante da visita, porém, descobri depois: o guia, um garçom chamado Zezinho. Estava eu no balcão quando um rapaz o cumprimentou: "a benção, padre". Arregalei os olhos e perguntei se era sério. Era: ele era padre em Caçador, se mudou para Treze Tílias, mas se desentendeu com a diocese e resolveu desistir. Trabalhou na Assistência Social da Prefeitura e, depois, como psicólogo na escola local. E, à noite, levando cervejas e petiscos aos clientes. "Se trabalhasse num balcão em São Paulo, atendendo ébrios e outros 'trezes', poderia fazer uma tese em psicologia", pensei com meus botões. E ele disse que ainda muita gente o procura para se aconselhar.

Voltando à cerveja fria, provei também as outras duas variedades. A Bock é interessante, porque não tem aquele sabor tão forte de torrado. A de abacaxi, porém, é horrível: parece suco de abacaxi com gás e um pouco de álcool. Dizem os donos que faz sucesso entre as mulheres. Vai saber... No domingo voltei e experimentei novamente as quatro, acompanhadas de um goulash (prato típico, com carne ensopada, bolinhos e pão) e salsichões. Sem grandes alterações significativas, exceto a comida estar muito boa e eu ter ficado muito estufado (barf)...

Cotação: de um a cinco, quatro e meio para a Dunkel e um Eparema para a de abacaxi, pela semelhança de sabores.

Butim: bolachas da cervejaria, destilado de cerveja e uma tacinha de porcelana. Outro fato bizarro: fui aos supermercados daqui e sabe o que eu achei mais? Cervejas e refrigerantes Belco (de São Paulo) e porcarias como Schincariol e, pasme, Conti. Ninguém merece: comprei uma Belco nova em lata - que eu não tinha -, mas fiquei com a sensação de trabalhar numa avícola, sair para pescar e voltar com um frango. Também havia dúzias de refrigerantes pet, mas estes, por causa da campanha "salvem as garrafas de vidro", eu ignoro. 



Escrito por Bob às 19h34
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EXTRA!!! EXTRA!!!EXTRA!!! EXTRA!!!EXTRA!!!

PÉ NA ESTRADA > Latinhas do Bob em expedição a SC e PR

Bom, nobres leitores deste prestigioso diário (se é que existe algum ainda...), como havia sutilmente mencionado em um post anterior, a novidade do momento é que, por conta das férias, este blog caiu na estrada e foi atrás de cervejas e latinhas no Sul do País. A primeira parada foi em Treze Tílias, no oeste catarinense; como não achei internet lá, estou postando apenas agora, de Canoinhas, mais perto da fronteira com o Paraná. Aproveitem...



Escrito por Bob às 19h14
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