Latinhas do Bob
  

Land Brauer, Lager Hell e Lager Gold (BRA, chopp)

De longe, a melhor descoberta do dia. Recebi a indicação do Jorge, da Heimat, que encontrei anteontem em Blumenau. Resumindo, a história é a seguinte: o dono, chamado Fábio, era o cervejeiro da Unser Bier e tem hoje uma fábrica de equipamentos para cervejaria em Blumenau. Como precisava testar os equipamentos, e também por apreciar cerveja, ele resolveu iniciar a própria fabricação. A produção ainda é pequena, em sistemas de 20 e 60 litros, mas variada: são três tipos, como consta no título. Os três, na forma de chope, são muito bons, arrisco dizer (apesar de gostar de tomar e colecionar, acho que não tenho muito tino para dar graus de qualidade a cervejas boas, porque para as ruins a tarefa é bem mais fácil) que melhor que algumas cervejas engarrafadas importadas e similares. 

Por enquanto, as cervejas são vendidas apenas em um ponto de Blumenau, o Chalé Grill, ao lado da universidade, sob o nome de Privat Label. E são consumidas pela própria família, no barril ou em garrafas com tampa de porcelana. Há idéias de ampliar a produção, que ganharia o nome de Land Brau (cerveja da terra). Ponto positivo também para o atendimento: havia até tira-gostos para acompanhar a cerveja. A fábrica também tem um bom espaço para um bar, com bosque e um rio ao fundo.

Cotação: de um a cinco, quatro; não dá para dizer qual das três é melhor, todas são muito boas. E quatro e meio para o "achado", provavelmente um "furo" de reportagem do blog, que não consta em nenhum guia.

Butim: uma bolacha experimental da Land Brau, que, apesar da produção pequena, não deve nada às outras cervejarias de Blumenau (pelo contrário, pode dar uns "sustos" na comparação copo a copo).



Escrito por Bob às 19h43
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Bierland pilsen, weizenbier e bock (BRA, chopp)

Relembrando o dia de trás para frente, a segunda parada foi na Bierland. Essa fica bem depois de onde o Judas perdeu as botas e furou a meia, provavelmente no ponto em que ele parou, olhou para trás e disse: "Mas isso tá virando uma via-crúcis". Brincadeiras à parte, fica a uns 30km do centro, passando por uma estrada de terra. O lugar estava vazio, a não ser pelos dois atendentes. A Bierland funciona há cerca de dois anos, e veio depois da Eisenbahn. Ja tinha provado o chopp pilsen deles, e achei regular. A cerveja de trigo  é boa, tem aquele gosto igual ao da Erdinger, e a bock também é legalzinha, acho que a melhor das três. Acompanhando veio uma porção de lingüiça toscana com picles e farinha (a farinha foi algo meio "alienígena" no prato alemão, assim como o "toscana" da lingüiça). A fábrica não tem visitação, você só espia os tanques por um vidro, o que é um ponto negativo. Lá, eles também atendem a clientela no sistema de "abastecimento", com garrafas pet. Mas são mais caras que as da Borck: R$ 10 contra R$ 8. Apesar de longe, vale a visita para comparar com a Eisenbahn.

Cotação: de um a cinco, três "hms" e meio; normal, como o post (acho que tem a ver com a falta de idéias para esse relato).

Butim: uma camiseta da Bierland, bolachas e adesivos, os dois últimos na faixa, ao contrário da Eisenbahn. 



Escrito por Bob às 19h30
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Eisenbahn (BRA, 350ml e chopp)

Pois é, parafraseando um nobre vereador paulistano, o dia de hoje foi "expressionante". Três visitas a cervejarias, sete copos de chope ou cerca de 2 litros do nobre líquido goela abaixo e um valor exponencial em gastos com táxi (se visitarem Blumenau e região, aluguem um carro, é mais barato). Mas vamos ao que importa: hoje visitei três cervejarias, e vou começar o relato de viagem pela última, que também é a mais conhecida, a Eisenbahn. Ao contrário de outras cidades, as fábricas em Blumenau ficam onde o Judas furou a meia (porque as botas ele perdeu bem antes). Li no folheto da Eisenbahn que as visitas guiadas iam de 16h30 às 19h. Cheguei lá pontualmente às 16h30 (acho que motivado pela ilusão de que a primeira visita do dia teria cerveja à vontade, como li que ocorre em uma cervejaria da Europa). Soube que haveria "pequeno atraso" na visita.

Fazer o quê? Inverti a ordem do passeio e parei no bar, para tomar uma Rauchbier (meio defumada, que não se encontra em São Paulo). É forte, mas muito boa, como a maioria das Eisenbahns. Mas o tempo passava e nada: nesse ínterim, porém, percebi que ser nacionalmente - e internacionalmente - conhecida também faz mal a uma cervejaria. Ao contrário do atendimento caseiro e quase personalizado de cervejarias menores, o clima lá é de bar mesmo, com cobrança de 10% e tudo. E a cerveja é bem mais cara: cincão a garrafinha, incluído o serviço. E virou um lugar bem turistão mesmo, com um monte de famílias indo com criançada e tudo. Aí você começa a notar coisas meio bizarras em um ambiente que deveria reunir apreciadores de cerveja: um elemento pede uma Coca-cola. Outra elementa pergunta se tem cerveja "escura" e, diante da resposta de que há dunkel, pergunta se é "docinha". Como a Eisenbahn não faz cerveja doce, torce o nariz e recusa. No fim, a família pede uma taça de pilsen (parece chatice, e realmente é, mas o problema não é não conhecer, e sim não querer experimentar; para quê vão lá então?)

Depois de 1 hora, quando já estava levantando para ir embora p... da vida, um dos garçons resolveu fazer as vezes de guia, já que a "oficial" não apareceu. O cara foi bem, explicou tudo, serviu um chope para cada um e ainda não cobrou nada por causa do atraso. Ponto positivo. O passeio fica meio repetitivo depois de visitar algumas cervejarias, mas nesse caso há o diferencial de ver os processos de engarrafamento e colocação de tampa e rótulos. A Eisenbahn é, provavelmente, a maior cervejaria artesanal do mercado, com 220 mil litros mensais, e previsão de crescimento. Não pude, porém, deixar de lembrar do filme Sideways, quando os personagens vão numa vinícola "turística", cheia de gente e ônibus, e um deles, o Miles, surta e bebe o balde de vinhos "enjeitados" (quando a pessoa prova e não termina o copo). Mas, claro, a comparação fica no lado mais "lotado " da cervejaria, com certeza a Eisenbahn não é a "farofa" das cervejas, muito pelo contrário.

Cotação: de um a cinco, três apitos e meio para a cerveja da estação de trem e dois para o clima.

Butim: duas camisetas da Eisenbahn. Ia comprar o sifão de dois litros de cerâmica, mais fiquei irado ao saber que a cervejaria tem sifões de vidro (muito mais bonitos que os de cerâmica) e não quer vender. Azar o deles, descobri duas cervejarias que vendem o de vidro. Também levei três bolachas comemorativas da Copa - outro ponto positivo, são as mais bonitas que achei na viagem -, porque as normais são vendidas em conjuntos por R$ 6, assim como os rótulos. Por isso que elas não saem de jeito nenhum da garrafa, então. Sei lá, muito "tudo por dinheiro"...



Escrito por Bob às 19h20
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Unser Bier (BRA, chopp)

?

Senão vejamos... ah, sim, depois da saideira com um chopp Borck escuro no almoço em Timbó e uma visita muito interessante ao Museu da Música da Cidade (aprendi a tocar uma spinetta, sem conotações sexuais, hein?), peguei o busão rumo a Blumenau. Cheguei no final da tarde e tive uma grata surpresa: depois de ficar em quartinhos minúsculos boa parte da viagem, as acomodações dessa vez parecem o conto de Cachinhos Dourados: um quarto com três camas, três travesseiros e três toalhas. Como não havia três pratos de mingau, fui dar uma volta a pé pela cidade. Cheguei a tempo de pegar aberto o Museu da Cerveja, um lugar bem bacana no centro: tem todos os equipamentos para fabricação da nobre bebida, desde o tempo do onça. Curioso é que pelo menos dois deles, o moedor de malte e o injetor de gás nas garrafas, apesar de serem peças de museu, ainda funcionam a pleno vapor na cervejaria Loeffler, em Canoinhas. A zeladora do local arregalou as sobrancelhas ao ouvir a informação. No mais, também há rótulos antiquíssimos, como o da cerveja Massaranduba (bem anterior ao personagem do Casseta e Planeta) e a Supimpa. Sem poder afanar os rótulos, comprei uma camiseta do museu.

Logo em frente, acabei a tarde olhando o rio, tomando um chopp com salsichas no Biergarten. E obtive a informação lançada no final do último post. Ao pedir o chopp, o garçom disse que era Unser Bier. Não resisti e dei uma cutucada: você quer dizer Heimat (de Indaial), né? Ele concordou que sim. O próprio dono da Heimat, o seu Jorge, tinha ido lá abastecer o bar. A história resumida: a Unser Bier, como novos donos, assumiu o Biergarten (antiga cervejaria Continental) há algum tempo, mas os equipamentos que estavam lá para produção de cerveja são ultrapassados, e por isso ela decidiu comprar o chopp da Heimat. É estranho usar outro nome, mas o selo e o pôster da Heimat estão lá, para os mais atentos... Aproveitando o ensejo, engatei conversa com o seu Jorge e ele me passou informações preciosíssimas sobre microcervejarias fora do catálogo na região. Vamos conferir nos próximos dias.

Cotação: a mesma da Heimat, três balanceamentos de pneu e meio.

Programação de amanhã: Bierland, Eisenbahn e, haja fígado, a checagem de uma cervejaria "secreta".

Butim: uma camiseta, do Museu da Cerveja. A Unser Bier não tem bolachas nem adesivos.

Em tempo: gostaria de agradecer imensamente a ilustre leitora Lili, do blog quaseamor.zip.net, que recomendeu este prestigioso diário a seus leitores. Retribuindo, também recomendo a leitura do dela. Não é todo dia que recebemos uma mensagem elogiosa, não é?



Escrito por Bob às 20h12
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Heimat claro (BRA, chopp)

Hoje à tarde fiz a segunda parada da viagem, em Indaial, bem pertinho de Timbó. A cidade é o lar da recém-criada Heimat, aberta em 2005. Depois de perambular um pouco pela cidade, que, pasme, também tem mão inglesa, vitórias-régias (trouxeram da Amazônia) e até placas de instruções sobre como atravessar na faixa (que incluem olhar para os dois lados, andar sem olhar para trás e "Não fazer brincadeiras", ou seja, nada de imitar os Beatles), parei em uma pastelaria para almoçar. Isso porque ontem, em Timbó, passei um pouco longe de um outdoor bem grande em que li - ou pelo menos entendi que li - "Só Pastel", em letras grandes e vermelhas. Legal, pensei, vou até a Borck, volto e como pastel. Na volta, ao chegar a cinco metros da placa, notei a "pequena" diferença: "Só Papel", ou seja, era uma papelaria. Sem comentários.

Voltando ao fato, comi uns pastéis em Indaial e aproveitei para experimentar a Heimat, que só é feita na versão Pilsen. É uma cerveja boa, não muito forte, mas agradável. De lá, segui para a fábrica, que pouca gente da cidade sabe onde fica. Andando bastante, acabei chegando. Ainda no caminho, descobri a primeira informação relevante: o dono da cervejaria, o seu Jorge, tinha no mesmo local, antes, uma borracharia/fábrica de pneus. Reza a lenda que, depois de se empolgar com o sucesso da Eisenbahn em Blumenau, ele resolveu entrar no negócio. Para mim, a única relação entre os negócios é que, se você toma muita cerveja, terá por tabela muitos pneus (ok, ok, foi bastante infame, eu admito...)

Enfim, Heimat, em alemão, significa "Terra Natal". É uma homenagem do proprietário aos avós, alemães da cidade de Lindau, de onde ele obteve a receita. A logomarca deles é bem bonita, a pintura de uma vista aérea da cidade, com os alpes e o porto ao fundo. A fábrica é um pouco mais espaçosa que a da Borck, mas segue a mesma linha, tudo em aço inox. A diferença é que eles também vendem o chopp "maturado", ou sem filtragem, mais ou menos no esquema de algumas cervejas da Paulaner. Não chega a ser muito mais forte que o normal, mas também é bom.

Na saída, este ilustre blog tomou conhecimento de um fato estarrecedor, que será devidamente apurado nos próximos dias: uma fonte nos informou que uma cervejaria de Blumenau vende o chopp da Heimat com sua própria bandeira, sem avisar. Embora os donos não se importem, buscaremos o esclarecimento dos fatos para os leitores deste prestigioso diário.

Cotação: de um a cinco, três balanceamentos e meio, aproveitando o mote da borracharia, depois de tomar tanta cerveja.

Butim: Da Heimat, bolachas e um adesivo.E realmente Santa Catarina está sendo invadida pelas porcarias de São Paulo. Passei em uma antiga fábrica de bebidas de Indaial chamada Schweder, que hoje é só distribuidora. Advinhem o que tinha acabado de chegar lá para distribuição? Chopp de vinho da Lecker e a cerveja Prosit, da mesma fábrica, que, poderia bem ter um "h" no meio do nome. Diante do massivo dumping de bebidas duvidosas, fui forçado a comprar a Prosit, que ainda não tinha. Ela será devidamente esquadrinhada nos próximos posts, quando eu criar coragem de provar.  



Escrito por Bob às 17h43
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Borck claro e escuro (BRA, chopp)

Bem amigos do Latinhas do Bob, cá estamos na segunda e última parte da viagem para SC atrás de cervejarias, latinhas e garrafas. Depois de madrugar em Blumenau, a primeira parada foi ontem, em Timbó, lar da cervejaria Borck. A cidade tem um centro bonito, com represa, ponte e tal. Pena que a cervejaria fique tão longe dele. Depois de andar uns bons quilômetros em meio a terrenos baldios e aparentemente assustadores (pelo menos para quem vive em São Paulo, e vê o Tarado da Machadinha, o Homem do Saco e daí para baixo até na própria sombra) e rosnar para cães mal-encarados em algumas casas, cheguei lá. Logo de cara, uma curiosidade: a Borck divide o prédio com uma unidade de saúde da prefeitura local. Deve ser o depósito de glicose, pensei, aumentando a coincidência. Mas não era. De qualquer forma, eventuais excessos etílicos já podem contar com atendimento imediato.

O lugar é bacana, bem naquele estilo de microcervejaria, com "silos" de aço inox, torneiras e aquele mega-cheiro de cerveja. O pessoal também foi bacana e mostrou o processo de fabricação - em média, 22 mil litros por mês, a meta é chegar a 50 mil - e contou algumas curiosidades. Uma delas é que, como a produção é pequena, feita em tonéis de 900 litros, uma cerveja nunca sai igual à outra, sempre há variação. Comecei a perceber isso antes, quando parei num restaurante para almoçar e experimentei as duas variedades da Borck, clara a escura. A primeira me pareceu muito boa, desceu bem. Já a escura não estava boa, tinha perdido o gosto e estava meio sem gás. Na fábrica, porém, provei direto da origem e, aí, me pareceu muito bom o escuro: tinha mais gás e sabor mais encorpado; não é, porém, naquele estilo de cerveja escura mais adocicada, como a Bierbaum, por exemplo.

Outra parte boa da história é que, assim como um posto de gasolina, eles também "abastecem" quem chega lá com garrafas pet vazias. O preço é módico: R$ 1 cada 250 ml, o equivalente a um copo de chopp. Resolvi levar uma garrafa para o hotel, para acompanhar São Paulo e Palmeiras na tevê. Como é possível constatar pelo horário que escrevo, não houve efeitos colaterais. Mas bem que pensei que estava meio zonzo quando olhei uma rua daqui e notei a indicação para os carros: "Mão inglesa". Pois é, tem uma única rua na cidade em que a mão é invertida. O legal é que você atravessa uma mão da rua, e, quando está olhando para a outra, vem um carro voando atrás de você. Realmente, uma inovação. 

Cotação: de um a cinco, três Big Bens e meio para a cerveja da "Londres" catarinense.

Butim: Bolachas e adesivos da Borck. No campo latístico, a coisa foi promissora até o momento: ainda na viagem de São Paulo a Blumenau, achei uma latinha de LaFruta, da Imperial. Advinhem de ontem? Goiás (essa globalização de bebidas tá ficando bizarra). Aqui em Timbó, já comprei um energético Ninja, uma Pepsi especial do Planeta Atlântida (festival que rolou aqui no Sul) e, mais impressionante, uma Coca-cola anã (pelo menos me impressionou, já que não tinha visto nada assim em São Paulo). Não é aquela mini-coca que postei meses atrás, mas sim uma lata normal serrada, com 100 ml a menos. Acho que é para competir com os mini-refris de pet de outras fábricas. Hoje cedo, comprei num hipermercado uma garrafa de Bebê Cola e outra de Choco Leite (essa última parece aquelas propagandas dos anos 50). E a viagem continua... 

Em tempo: para ilustrar o post, peguei temporariamente um selo da Borck da net, quando voltar eu troco pela imagem da bolacha, que tem uma inscrição bem divertida no verso.



Escrito por Bob às 11h20
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Tuborg (DIN, 330ml)

 

Uma das melhores partes de sair correndo atrás de latinhas - além de conseguir exemplares diferentes, é claro -, é conhecer pessoas legais envolvidas com a importação/fabricação de bebidas. Foi o caso da Tuborg (mais especificamente a de cima da pirâmide, de 2006, já que as outras, uma minha e uma doada, são de 1992). Soube por um colega que uma importadora estava trazendo uma cerveja alemâ tradicional para o País, a Weisenstephaner. Dei uma busca rápida e consegui o contato dos caras para ligar. A princípio, um dos sócios que atendeu ficou meio ressabiado - era feriado -, mas depois começamos a falar sobre cerveja e ele, na boa, acabou dando a dica: o lugar que vendia a alemâ mais barato sem ser em caixas era um português que tem loja lá no mercado de Santo Amaro.

Fui conferir em um final de semana. Meses antes, já havia passado por lá uma vez, a trabalho, e lembrei de ter visto uma loja com umas latas de Super Bock portuguesas na frente. Como já tinha uma penca delas, não dei muita importância. De volta ao local, vi que o cara é tão bem abastecido como o povo do Mercadão (apesar de, nos últimos tempos, ter tido a impressão de que eles estão deixando de comprar cerveja importada). Tinha todos os tipos de Weisenstephaner. Me ofereceu até a única garrafa de Pilsen que ele tinha ganho do distribuidor - "se você não levar, eu mesmo vou tomar", brincou, com um sotaque português carregado - e mais. Acho que foi o único lugar recente em que vi alguém vendendo a Tuborg, que estava em um sixpack de plástico, daqueles de prender nariz de golfinho se atirado porcamente ao mar. E os preços até que estavam bem razoáveis - principalmente comparados a alguns bares na região de Santo Amaro mesmo ou na Paulista. Saí de lá com as alemãs, a dinamarquesa e ainda uma taça de meio litro da Erdinger. Aliás, vou ver se dou um pulo lá para checar se ele tem a taça em forma de Copa do Mundo nova.

Cotação: de um a cinco, quatro para a lojinha do portuga. E um para um boteco no mesmo mercado, que chegou a vender a cerveja Lokal, do Rio. O problema é que, na primeira vez que fui, só tinha garrafa. Agora, nem isso, mas a porcaria do cartaz da cerveja continua lá. Ô, diacho... 



Escrito por Bob às 03h24
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Refrigerantes Belco Uva, Guaraná,

Laranja e Limão (BRA, 350ml)

Essas aí foram uma das surpresas da viagem ao Sul que fiz no começo do mês. Além da alegria natural de colecionador de achar uma latinha que não tem, porém, fiquei um tanto frustrado. O que faziam esses refris cuja fábrica fica em São Paulo lá em Santa Catarina e no Paraná. Por que não havia latinhas de fábricas locais, como a Sarandi (que, aliás, boa parte das pessoas desconhecia, pasme)? O que mais achei lá para baixo do País, aliás, foram refrigerantes, mas porcarias pets. Essas, há de todos os tipos, mas não acho que alguém se empolgue em colecionar garrafas plásticas comuns e rótulos de segunda categoria (se houver, desculpem, mas não há comparação com garrafas de vidro e rótulos de papel).

Quanto ao conteúdo, tirando o guaraná, os refris da Belco me lembraram da infância. Mais especificamente, do dia em que resolvi "fabricar" refrigerantes em casa. A fórmula era simples: bastava pegar água com gás, suco em pó (um Tang da vida) e misturar. Voilá, ali estava um refrigerante tosco, que parecia suco de uva com gás. Devia ter registrado a patente, afinal, parece que a fórmula se disseminou bem rápido (o refri de uva é o que mais se assemelha na composição química).

Cotação: de um a cinco, dois conjuntos de química de brinquedo (direto dos anos 80), para ficar fedendo a amoníaco e deixar de fazer caca com suquinhos em pó.  



Escrito por Bob às 03h10
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