Latinhas do Bob
  

Coca cola mini (BRA, 250ml)

e Fanta Laranja Discovery (BRA, 350ml)

Estava voltando para casa agora há pouco querendo escrever neste prestigioso blog, mas meio sem idéias, quando me veio a inspiração ao chegar na cozinha. Fin, fan, fun, quem bebeu a minha latinha de Coca cola mini, que eu praticamente cavoquei em uma loja de conveniência em Timbó? A lista de suspeitos não era grande: como pássaros e baratas ainda não aprenderam a abrir a geladeira e, muito menos, a borboleta de uma latinha, só podia ter sido a Maria, a moça que, digamos assim, impede que meu humilde lar se torne uma pocilga (ou os aposentos do senhor gorila no zoológico).

Passado o impacto, porém, não dei muita importância ao fato: Coca cola é tudo a mesma coisa, e ela ainda teve o cuidado de lavar a latinha e deixá-la de ponta-cabeça para secar. Exatamente o que eu faria. Aliás, com o tempo ela já se especializou no assunto: se eu deixo a garrafa na água para tirar o rótulo e esqueço, ela mesma tira e deixa para secar. O mesmo ocorre com as tampinhas, lavadas e deixadas sobre um papel toalha.

Outro dia ela também tomou uma latinha de Fanta Laranja nova que eu tinha comprado no mercado do bairro, mas até nisso ela é esperta: não pega nada que não tenha visto no mercado (não sei se por achar que é difícil encontrar outra ou por medo das porcarias que eu compro e, pasme, tomo). Nesse caso, comprei outra e tomei. Achei bem esquisita, nada sensacional. Acho que era um sinal de que eu não precisava ter me preocupado em provar...

Cotação: quatro para a Coca (mantendo a nota de posts anteriores), dois e meio para a Fanta e quatro e meio para a Maria, por conseguir arrumar a casa cada vez mais cheia de "tralhas".



Escrito por Bob às 00h14
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Laranjinha e Choco Leite (BRA, 200ml)

É, é, é... já estou nos 45 do segundo tempo das minhas férias. Apesar da nostalgia dos dias de total ócio intercalados com semanas de viagens terapêuticas (leia-se correr atrás de cervejas diversas), ainda posso encontrar algum conforto no butim de viagem que está bem guardado em minha geladeira. Para a saideira, e em homenagem a Santa Catarina, escolhi essas duas garrafinhas acima, bebidas "típicas" do Estado.

A Laranjinha, como diz o nome um refrigerante de laranja, conheci na rodoviária de Joaçaba, depois de rodar a cidade atrás de latinhas enquanto esperava o ônibus. Na rodoviária, parei na lanchonete de um figura: o cara se achava igual ao Bono Vox, tinha morado no Canadá, trabalhado no Norte e sido assessor de um senador do Estado. E tava de malas prontas para a Itália. Pois chegou um indivíduo e pediu uma "laranjinha". Alheio aos costumes locais, reparei de cara na garrafinha e perguntei o que era: "É bem tradicional aqui na região", disse o dono do bar. Levei uma e experimentei no hotel em Canoinhas: apesar da cor radioativa, ao estilo de marcador de texto, é interessante, não tem aquele gosto artificial de laranja da Fanta (mas também não vamos dizer que é o sabor mais próximo de laranja que pode haver num refri). Boazinha. A empresa conta também com outra linha de refrigerantes, chamada Fanni, cujo único exemplar que não leva esse nome é a Bebê Cola (BRA, 600ml), que eu também trouxe e experimentei hoje. Ela é diferente das outras colas, que no geral se parecem: tem um gosto estranho pacas. Mas não é ruim, não.

O Choco Leite também dá em todas por lá, seja na forma de garrafa de vidro, seja em garrafinhas de plástico. Pelo que pesquisei, a bebida foi lançada em 1959, daí esse visual retrô de propaganda de eletrodomésticos antigos da garrafa. Nesse caso eu me antecipei e comprei um no Hipermercado Schutz, em Timbó, aquela cidade da mão inglesa no trânsito (que, depois, descobri existir também em Blumenau, pasme). Depois, no cibercafé, ouvi umas tiazinhas pedindo. O tal Chocoleite é muito bom, melhor até que o Toddynho. Pena que não trouxe mais. A primeira associação que fiz com o nome do Chocoleite foram as bolachas Chocolícia, tão consumidas por esse que vos escreve no colégio. Na minha classe, chegaram a virar até prêmio de bolão de Copa, junto com fichas de lanchonete que davam direito a uma pizza torrada e cheia de óleo. A última vez que vi Chocolícia no mercado, o visual havia mudado bastante. Fiquei meio receoso de terem mexido no sabor também e resolvi não comprar. Seguro morreu de velho...

Cotação: três laranjadas e meia para Laranjinha e quatro ordenhadas para o Chocoleite.



Escrito por Bob às 00h13
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Mundo das placas ou

Um dia sem cerveja

Não, não se trata do título de um filme de terror. Foi apenas a constatação que tive no final de um domingo corrido, mas com muito sol: passei o dia todo sem tomar uma cerveja. Claro que grande parte dessa proeza deveu-se ao fato de que acordei às 5h, depois de dormir apenas 2h, para tomar o ônibus rumo a Penha, terra do parque Beto Carreiro. Mas passei batido pela disneilândia country da cidade e fui direto ao centro. Depois de aproveitar por horas uma praia limpa, com água azul e quase vazia (é baixa temporada), meu objetivo era outro: conhecer, até onde se tem notícia (e foi assegurado pelo Guinness de 94 a 98), a maior coleção de placas de automóveis do mundo.

A coleção de aproximadamente 37 mil placas - 36.975 nacionais e 375 de outros países - foi juntada por Osvaldo Tokarski, ex-caminhoneiro e atual proprietário do Mundo das Placas, restaurante que fica na beira da rodovia. O caminho foi trabalhoso: além de juntar placas em viagens, ele também começou a escrever para entidades do exterior pedindo contribuições. Conhecimentos de inglês e espanhol para fazer os pedidos? "My brother is my teacher", responde ele, rindo, sobre a ajuda da família para encaminhar os pedidos. No total, são mais de 30 anos de coleção.

Até o final do século (bizarro, não, mas é antes de 2000), a coleção ficava em Canoinhas, e formava uma dobradinha turística com a cervejaria Loeffler. A mudança veio para atrair mais visitantes. Lá em Canoinhas, ainda há "restos" do bar, como placas feitas em cimento no chão de onde ele estava instalado. Além do local, mudou também o nome: de "Bar das Placas" para "Mundo das Placas". "O pessoal achava que bar só tinha bebida, ficava um negócio mais pesado", diz. "Um dia até encostou um ônibus com crianças, mas acho que o motorista não quis parar por achar que era só bar".

Ladeada por uma casa e um boteco, a nova sede em Penha pode até passar despercebida para quem vê de longe. Mas, a alguns metros de distância, nota-se que ela é "envelopada" por placas, nas paredes, no telhado e até no teto. Entre as expostas, a maioria é de placas com nomes de pessoas, feitas em gesso, resina ou mesmo em lata (essas últimas demoram alguns dias para ficar prontas). Nos fundos do restaurante e em um galpão, está o grosso da coleção, longe da vista. Mesmo assim, os melhores exemplares podem ser conferidos. A "jóia" da coleção é uma placa triangular, da Índia, que segundo seu Osvaldo pertenceu a um príncipe de lá.

A placa mais "distante" do Brasil é uma da Tasmânia. Há outras interessantes, como a mais antiga (de lata, do ano de 1930) e, do lado de fora, uma que chegou a ser utilizada após a vitória de Tancredo Neves nas eleições presidenciais, em azul claro, com os dizeres "O povo é Tancredo". O mineiro, porém, veio a falecer sem sequer governar o País. Das estrangeiras, ainda há representantes de Argentina, Paraguai, Alemanha, Angola e Catar. Se for fotografar as placas, uma dica: evite usar flash. É que, como as mais novas são reflexivas e as mais velhas não, ocorre que as primeiras emitem um brilho intenso e as outras ficam "pretas".

No cardápio, há cerveja, mas só as de marca. Apesar de não ter tomado, é uma boa pedida para acompanhar a chuleta, especialidade da casa, acompanhada de polenta com queijo, farinha, salada de tomate e cebola e maionese. Ainda mais se você não tiver coragem de experimentar o vinho Vô Luiz, bastante famoso nos quiosques daquelas paragens (que meda!). O preço do almoço é convidativo, e o seu Osvaldo é bem-humorado e atencioso com a clientela (que se resumia a mim no dia, rs).

A coleção, porém, está à venda. Seu Osvaldo diz que a rotina de tocar o restaurante só com a ajuda da esposa está muito cansativa, e ele pretende se desfazer da coleção e mudar de cidade, para continuar apenas com a fabricação de plaquinhas personalizadas com nomes de pessoas. O lance mínimo da coleção, avalia ele, é R$ 60 mil. E o martelo ainda não foi batido para ninguém.

Cotação: quatro martelinhos de ouro para a atração, que, apesar de não ter apoio público, está arrumadinha e vale a visita.

Dica importante: na temporada, o seu Osvaldo serve no bar cervejas Loeffler, que ele traz quando vai a Canoinhas. Quando estive lá, domingo, infelizmente não tinha, mas vale consultar para tornar o almoço ainda mais interessante.

Em tempo: uma das placas que o seu Osvaldo cobiçou mas não conseguiu a de bronze, de veículo oficial, em especial a do presidente da República. Ele diz que pediu uma ao Collor, mas, por razões óbvias, nunca teve resposta. Alô presidente Lula! Taí uma chance de garantir um votinho a mais para a campanha...



Escrito por Bob às 19h22
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