Latinhas do Bob
  

Bieckert (ARG, 355ml) e Palermo (ARG, 354ml)

Ok, ok, todo mundo já viu na tevê e não gosta de admitir, por birra ou medo de pegá-los pela frente. Mas o fato é que a Argentina comeu a bola ontem contra Sérvia e Montenegro, exibindo um futebol que deu inveja, ainda mais depois da pífia atuação da maioria do time (isso mesmo, a maioria, sem bode expiatório) brasileiro contra a Croácia e o presságio de vitórias boas, mas não convincentes contra Austrália e Japão. O que isso tem a ver com cerveja e latinhas?

Ora, quem acompanha futebol e tevê, ou cada um separadamente, deve ter visto que os fabricantes de breja brasileiros pegaram a Argentina para cristo, seja a Skol, com suas intermináveis séries sobre "como seria se o cara que inventou a Skol..." (que, aliás, dão a impressão de que o Brasil não venceria sem uma "mãozinha", o que é uma grande besteira), seja a Schin, com a ridícula campanha pró-Costa do Marfim, que, por mais que se dêem desculpas esfarrapadas, foi escolhida apenas por estar no grupo dos "hermanos" e poder repetir Camarões, que bateu a Argentina em 1990. Por que não Angola, que fala português como nós? Ela também estréia em Copas. O escrete marfinense sucumbiu ao "cilindro mágico" argentino (pegando a expressão emprestada do Agamenon, do Globo) e já deu adeus à Copa, inclusive. Seria alguma sugestão para a Schin?

O fato é o seguinte: os caras lá são nossos rivais mais aguerridos, os jogos entre os dois países (principalmente na Libertadores) não raro acabam em pancadaria e o episódio da "água batizada" de 1990 ainda está entalado. Mas agora eles estão jogando muito e não seria absurdo apostar que, em um jogo hoje, derrotariam o Brasil. Não há mal em admitir isso, é até bom para se deixar de lado essa coisa de favoritos antes que seja tarde. É evidente que posso estar errado, que eles podem levar uma naba da Holanda e cair logo nas oitavas, e o Brasil pode voltar a repetir o futebol que o levou a vencer a Copa América lá na casa deles, ou a massacrar os platinos por 4 a 0. Mas esse cenário ainda parece distante.

Por isso, escolhi essas duas cervejas argentinas para o post de hoje. A Bieckert está na minha coleção há muito tempo, nem me lembro do gosto dela. A Palermo eu comprei em 2003, lá na Argentina mesmo. Essa é ruim, nem chega perto da Quilmes. As duas dão a impressão de que querem ganhar das brasileiras mesmo nos mínimos detalhes: a Bieckert tem 5ml a mais que as brejas daqui, e a Palermo, incompreensíveis 4ml). É mole? Enquanto escrevia, pensei que até na hora de escolher a latinha podemos, inconscientemente, tentar fritar nossos "hermanos". Só para lembrar, Palermo é o nome de um ex-jogador do Boca e da seleção que ficou famoso por perder três pênaltis no mesmo jogo. E pegar uma latinha estropiada pode ser um desejo subliminar de "bons auspícios" às canelas, tornozelos e joelhos de nossos colegas (quanta maldade, não vou entrar nessa, não). Mas, para manter as contas justas, já que eles eliminaram Paulista de Jundiaí, Goiás e Corinthians da Libertadores, nada mais certo que liberar a Taça para a gente (hehehe). Em troca, continuaremos exportando "ótimas" cervejas para lá, como Rio Claro, Krill...

Cotação: de um a cinco, duas garrafinhas "daquela água" para a Bieckert e três pares de óculos para Palermo (o jogador... rs). 

Som do post: "Apresento mi Amigo", Garotos Podres (tirando o portunhol, não tem nada a ver com o assunto, mas a letra é de chorar de rir).

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=Apresento+mi+amigo¶m1=homebusca&check=musica



Escrito por Bob às 02h58
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Foster's (AUS, 375ml), HB Munich (PAN, 295ml),

Balboa (PAN, 295ml) e Castlemaine (AUS, 375ml)

Já fazia algum tempo que eu pensava em escrever sobre essas latinhas. Essa diferença de tamanho entre elas sempre me deixou curioso: por que a cerveja do Panamá tem só 295ml, e a da Austrália, 375ml? Os australianos são maiores e, logo, precisam de mais breja para ficarem de fogo? Considerando o naipe dos elementos que enfrentaram o Japão (será que levaram a seleção de rúgbi para a Copa), é possível. Mas não me lembro de o Panamá ser uma nação de Nelson Neds, pintores de rodapé, tocos de amarrar bode ou afins.Será que produzem mais cerveja que a demanda e acabam “desovando” um pouco mais em cada lata? Seria algo relacionado a balística, para acertar cangurus a uma distância maior (e por isso a lata da Foster's tem um canguru vermelho impresso)? Ou teria o tamanho exato para ser colocada na boca de um crocodilo e evitar que ele transformasse em antepasto os membros de outrem?

Já descartei duas hipóteses: uma seria de a cerveja ser muito fraca, o que tornaria necessário maior quantidade para ficar “zuzobem”. Tanto a Foster’s quanto a Castlemaine são bastante fortes e amargas. Não me lembro se a HB e a Balboa causariam delirium-tremens imediato após a ingestão da latinha, mas acho que me recordaria, porque bebi as duas.A outra é que o tamanho estaria relacionado ao consumo médio de cerveja por habitante, também descartada, já que, nesse caso, brasileiros e tchecos teriam latas de um litro (pelo menos). A situação fica ainda mais complicada quando se considera que, no Brasil, a lata tem 350ml, e, na Europa, só 330ml. Por que catzo há essa diferenciação geo-cervejo-latística? Aceito sugestões se alguém souber.

Cotação: de um a cinco, três horas na secadora para a Foster's e a Castlemaine darem uma encolhida e três colheres e meia de fermento para as panamenhas darem uma crescida e fazerem a alegria da população local.

Som do post: Midnight Oil, "Blue Sky Mine".

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=000608-7<@>Blue_Sky_Mining&opcao=umcd



Escrito por Bob às 02h43
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Pitu (BRA, 350ml) e Cintra (BRA, 350ml)

B om, hoje começa oficialmente o ciclo de festas juninas, com a de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Até o final do mês ainda tem São João, dia 24, e São Pedro, dia 29. Em homenagem, cavei da minha coleção estas duas latinhas referentes à data: a da Pitu, do ano passado, que achei escondida em um depósito de bebidas na Imigrantes, e a da Cintra, que comprei não sei onde, nem sei quando, "vestida" com calça da roça, ou pelo menos parecidas com as que a gente usava na escola (até os seis anos, que fique bem claro).

Ok, tudo bem, as referências não são lá muito boas; a Pitu, pelo menos, deve servir para acender a fogueira ou fazer um rastilho para acender fogos de artifício de longe. A Cintra é bacaninha pela estampa da lata, mas para tomar essa nem com o pai da noiva encostando uma espingarda nas costas. De qualquer forma, a dupla serve para inspirar uma quadrilha da bebida ruim: "Olha a cerveja meia-boca! Iiiiihhhhhh! Pulaaaaa! Olha a cachaça vagabunda! Uhhhhhh! Fogeee!". E por aí vai.

Cotação: um traque para a Pitu e dois tropeções na corrida do saco para a Cintra. E quatro para o design das latinhas, bem legal (a da Pitu é comparável à da Schin e as da Ambev para a Oktoberfest).

Som do post: "Festa Junina", vários (não me culpem se for uma porcaria, ok?)

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=005385-5<@>Festa_Junina&opcao=umcd e http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=005389-2<@>Aquarela_Junina&opcao=umcd



Escrito por Bob às 03h26
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Schincariol, Nova Schin,

Schincariol sem álcool, NS2,

Primus e Glacial (BRA, 350ml)

Resolvi escrever sobre a Schin quando vi a última propaganda deles. Nela, os dois atores (se não me engano são os caras dos Mulheres Negras, banda que só emplacou um clipe na MTV) partem da seguinte idéia: como já é líquido e certo que o Brasil vai ganhar a Copa (idéia bem temerosa, essa), vamos escolher um time para ser vice-campeão. No caso, a Costa do Marfim, porque tem um futebol "alegre", é estreante e está no grupo da Argentina. Essa última premissa também já foi para o saco, porque os "hermanos" enfiaram um nabo neles logo na estréia. Mas, voltando à cerveja, a única coisa em comum entre a Schin e a Costa do Marfim é que a cerveja deles é uma DROGBA (nota de rodapé: atacante da seleção africana). Ha-ha, acho que poderia ser publicitário com idéias assim também.

O fato é que a Schin não está exatamente na categoria de cervejas boas, nem antigamente, nem na sua versão repaginada. E muito menos na NS2, "cerveja com tequila e limão"; posso dizer que ela é muito ruim. Era melhor fazerem a tequila com o verme dentro, acho que venderia mais. Essas misturas nunca dão certo. Mas, lado bom, a empresa faz propagandas boas. A melhor delas foi a do africano: o sujeito está lá, num país da costa leste da África, e pergunta pela Nova schin (pasme). Os elementos do bar disparam na hora: FIFICANÉ! E caem na risada. O cara vem nadando até o Brasil e compra, enfim, a cerveja. Não é preciso dizer que o FIFICANÉ virou praga no trabalho, até porque a susposta tradução (" só lá no bar da frente") servia como deixa para se adiar qualquer tipo de tarefa desagradável/insalubre. Pena que não encontro mais o vídeo na net.

Elas tiveram outras idéias boas, mas acabaram levando uma invertida de um certo pagodeiro famoso, que os trocou por outra cerva mais "vitaminada", por assim dizer. Falando em traiçõe e amores, vale a pena ver o site da Primus, que, pasme, é da família Schin, assim como a Glacial (cadê a ovelha branca?). As propagandas são muito bem executadas, em série, tratando a Primus como uma mulher, desde o momento em que ela é vista pelo cara até a hora que ele a apresenta à família, com direito a "filhos". Mas tudo em clima de cinema, com um grupo de coristas entrando no meio do bar, e, na casa da família, o patriarca pegando o copo, tomando e disparando: "Gostei de você". Mal sabem a "baranga" que estão levando: depois aparece no Linha Direta "Romance mortal - planejou a morte do marido e da família dele por 20 anos" e ninguém sabe o porquê.

Cotação: de um a cinco, dois para todas as Schin, que, oxalá, sempre estará "fificané" de onde eu estiver. E quatro para a propaganda dos africanos.

Som do post: "Down Under", Men at Work.

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=002700-5<@>The_Best_Of_Men_At_Work&opcao=umcd

Em tempo: a Costa do Marfim levou outra naba, desta vez da Holanda. Logo, a campanha da Schin e a seleção africana foram pelo ralo. Ah, mas que Drogba...



Escrito por Bob às 02h37
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Cherry Coke (EUA, 350ml),

Cherry Coke (BRA, 350ml) e

Pepsi Crystal (EUA, 350ml)

Essas latinhas me trazem lembranças engraçadas da época de escola (mais ou menos entre o período em que você ganha o primeiro livro, no caso a saga de Luninho, aquele da música "venha, Luninho, venha, a Terra é melhor que a Lua, e a formatura). É porque usamos elas e algumas outras em um trabalho de Língua Portuguesa. A história era mais ou menos a seguinte: a professora pedia a leitura de um livro e, em vez de fazer aquelas resenhas malas, liberava "interpretações" na forma de vídeo, quadrinhos e afins.

Um dos primeiros trabalhos foi com base no thriller infantil "O Mistério do Cinco Estrelas", da coleção Vagalume (sempre achei aquele inseto bicho-grilo com cara de fumeta). Pois então, fizemos na forma de um telejornal (a idéia ia se repetir bastante), contando os detalhes da solução do caso. E, num dos intervalos, foram lá os seis patetas fazer um "comercial" para encher lingüiça. Cada um pegou uma latinha e falou "Coca-cola é isso aí" em uma língua. Como no grupo tinha descendentes de coreano, chinês, grego, italiano e a gente sabia um pouco de inglês, foi fácil. Fácil dizer, porque lembrando hoje é um mico (os risos eram visíveis no vídeo).

Mas nada é comparado a pegar um dos elementos, o Baek, meter-lhe um paletó, encher o cabelo dele de talco (cenografia acima de tudo) e pedir para um segurança particular algemá-lo e enfiá-lo num Fusqueta. Hermes e Renato ficariam no chinelo. Claro que eu, como idealizador dessas palhaçadas, era o primeiro a pular fora das interpretações. Em outra "propaganda" contra as drogas (o vilão do livro era traficante), colocamos o elemento mais engomadinho do grupo, apelidado de Social, deitado sem camisa num chão de granito rastejando em direção a uma seringa. Foi de arrancar lágrimas (de riso, claro).

O candidato mais forte a prêmio de "adaptação mais tosca da história", porém, foi Dom Quixote. O povo foi para a casa de um dos integrantes do grupo em Itu, e a gravação teve direito a armadura de papelão, cavalo de pau e espadas e machados de verdade, o que chegou a rasgar uma das "armaduras" (impossível, como pode ter acontecido?)

Com o tempo, porém, fomos melhorando: no "Diário de um Náufrago", fizemos uma edição especial do antigo noticiário "Repórter Esso" (cromakey no fundo para animações? claro, o máximo em avanço tecnológico era colar uma cartolina com um desenho em lápis de cor com o logo, que ficava caindo a cada cinco minutos). Nesse trabalho tive uma das minhas melhores idéias (para alguém que ainda não chegou aos quinze anos): colocar um correspondente ao vivo no local onde o náufrago havia chegado a terra firme. Mas como fazer isso com uma câmera vagabunda e um bando de moleques sem ilha de edição? Simples: gravar o cara falando, colocar um telefone do lado do apresentador e, quando ele (no caso eu, que fazia o papel) desse a deixa com o fone no ouvido, ligava-se a gravação. Parecia que havíamos ligado o telefone à câmera.

Foi possível ouvir "ohs" na classe quando esse trecho foi exibido. E a professora nem percebeu que, no fundo, a "multidão" dizia: "filha da puta, filha da puta...". Mas deu um susto na galera ao perguntar: "O quê? Feliz Natal?" Exatamente, professora, ambientamos o resgate na época natalina. 

Falando da bebida, essa era uma fase diferente de competição entre Coca e Pepsi. A Cherry americana era melhor, com gosto mais forte de cereja; a versão brasileira apenas insinuava o sabor. A Pepsi, por sua vez, era cítrica e incolor (esquisito), mas não era muito boa, não. Valeu por experimentar um sabor diferente.

Cotação: de um a cinco, quatro para a Cherry americana, três para a brasileira e três para a Pepsi. E Oscar nas categorias efeitos especiais de Chapolin, roteiro desvirtuado e melhor palavrão subliminar para os trabalhos em vídeo.

Som do post: "Silent Morning", de Noel (alérgicos, melhor usar máscara contra poeira)

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=silent+morning¶m1=homebusca&check=musica



Escrito por Bob às 01h40
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Amsterdam Navigator e Bavaria 86 (HOL, 500ml),

Coca cola Blak (FRA, 250ml) e

Schwip Schwap (ALE, 330ml)

 

Mais uma série sensacional de latinhas trazida de além-mar pelo ilustríssimo amigo Daniel (que, atesta o balanço da firma, é o maior doador individual deste humilde diário). Curiosamente, as quatro latinhas se dividem em dois grupos. As duas primeiras, da Holanda, são cervejas de potencial alcoólico bastante elevado (o suficiente para deixar um incauto bebedor em estado de "finish him", para os videogamemaníacos, ou simplesmente de esperando a casa rodar mais uma vez para colocar a chave, no senso comum). Diz o Daniel que não tomou nenhuma das duas, o que, apesar de deixar suspeitas no ar, é mantido até que se prove o contrário. Exatamente...

As duas outras poderiam muito bem ser usadas para cortar o efeito da primeira dupla. A Coca Blak, lançada na França há alguns meses, e a Schwip Schwap, bebida da Pepsi alemã à base de cafeína, servem como "acordadores", versão legal de rebites de caminhoneiros e outras variações. Essas o nobre elemento diz que provou; a análise dele é que a Schwip tem um gosto de torrado, e a Blak, de coca com café (o que, surpreendentemente, é a tradução pura e simples do produto). E que a segunda o deixou "ligadão" na viagem de avião. Não, felizmente, (e a reportagem confirmou isso com autoridades aeroportuárias e empresas aéreas) a ponto de sair pulando entre as cadeiras e agarrar um nobre "rei" do futebol, como fez um certo ator há alguns anos. Brincadeira, hein? Mas é interessante a constatação do efeito, ainda mais porque a fabricante disse que não deve trazer o produto para o Brasil, por considerar que o café usado na fórmula pareceria bem "aguado" para o público local...

Cotação: de um a cinco, quatro (a nota e o exercício que os guardas mandam motoristas alegres fazerem, no que ficou conhecido como "Olimpíadas do Acostamento) para as cervas holandesas, quatro despertadores e meio para a Black e quatro para a Schwip, que, pelo nome estranho, deve dar origem a toda sorte de trocadilhos ("tá a fim de um schwip schwap" e outras versões infames).

Som do post: "Monkey gone to Heaven", dos Pixies.

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=000242-2<@>Deat_to_the_Pixies_1p87~1pp1&opcao=umcd



Escrito por Bob às 01h03
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Country (BRA, 350ml)

 

Aproveitei o final de semana para começar a tirar o atraso da publicação dos "rescaldos" da viagem a SC. Ao revirar meus alfarrábios etílicos, lembrei por que tinha ficado irritado algumas vezes ao procurar latinhas, garrafas e afins. Um dos motivos foi esse quarteto aí de cima, os refrigerantes Country, que achei num hipermercado de Blumenau. Advinhe de onde são? Pois é, de São Paulo. E advinhe o que eu quase não achei no mercado? Isso mesmo, refris locais em garrafa de vidro ou latinhas (porque a Thom, que é de lá, só faz pet). Mas isso não era tudo...

Comprei as tais latinhas, afinal coleção é coleção (ainda achei duas águas tônica, normal e light, da Sarandy, que é da região sul). Mas, ao analisá-las com mais cuidado, percebi uma nova modalidade que as empresas estão usando para baratear custos e, de quebra, enfeiar as latinhas: em vez da pintura, estão usando uma capa de plástico com o desenho. Pô, isso é um golpe baixo do mesmo nível que engarrafar cerveja em pet; a maior identidade da latinha é a pintura dela, o que a faz diferente das outras, para o bem e para o mal (porque, assim como obras de arte do nível de Paulaner, Moretti e cia, também há uns desenhos bem bisonhos). Qual a diferença entre uma latinha e outra com adesivos? Se o cara se enche de fabricar um sabor, é só arrancar os colantes e colocar outros... Sei lá, é óbvio que a lógica do negócio é gastar o mínimo possível e faturar o máximo, mas essa história de deixar tudo padronizado e sacrificar os detalhes em busca de venda me deixa meio deprimido. Até porque a vida e as pessoas estão ficando cada dia mais parecidas com essas latinhas de Country, e seus boizinhos com cara de quem vai para o abatedouro...

Cotação: um e meio para a idéia tosca do adesivo e dois para o refrigerante, que não foge daquela fórmula "água com gás mais suco em pó".

Som do post: Fiquem tranqüilos, não será o clichezão "Another Brick in the Wall", do Pink Floyd, com as crianças sem rosto caindo no moedor de carne. Que tal "Fool's Gold", do Stone Roses? Também vale "Made of Stone" ou "She Bangs the Drums", dos mesmos.

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=001750-4<@>The_Complete_Stone_Roses&opcao=umcd#



Escrito por Bob às 00h39
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