Latinhas do Bob
  

Cusqueña (PER, 355ml e 500ml)

As duas latinhas da cerva peruana se juntaram ao meu acervo graças a duas doações feitas no intervalo de alguns dias. Primeiro veio a menor, trazida pelo Arthur, vulgo barba, que resolveu se bandear por lá nas férias, com direito a percorrer parte do caminho de Macchu Picchu de bike na banguela; haja omelete. Abri a latinha aqui no serviço mesmo, depois de o Marcão olhar com cara de cachorro morto. É mais amarga que as brasileiras, mas nada demais. Melhor do que um solo de flauta andina na Praça da República. 

A segunda latinha veio via outra colega de trabalho, a Mônica, que estava atrás de um certo presidente de uma certa República no Peru, a pedido do Rai, outro chapa dessas bandas. A coitada socou a latinha na mala e, reza a lenda, passou um apuro na alfândega, quando um dos funcionários chacoalhou a valise e ouviu um choc-choc-choc da cerveja na lata. Toca abrir tudo e explicar que era uma cerveja. Ainda bem que foi antes da paranóia do explosivo líquido na Inglaterra. Trazer bebidas de lá, agora, só despachando na mala. E só até imaginarem que também pode ser perigoso. Quando isso ocorrer, adeus Pilsner Urquell e outras congêneres não mais vistas à venda por aqui. Esse aspecto do terrorismo realmente é lastimável. Melhor fariam se distribuíssem carregamentos contrabandeados de cervejas de primeira linha aos mais "necessitados".

Cotação: de um a cinco, duas folhas de coca.

Som do post: "Bust a Move", Young MC (essa é antiga, e tem o Flea do Red Hot Chilli Peppers)

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=BUST+A+MOVE&param1=homebusca&check=musica



Escrito por Bob às 02h12
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Puerto del Sol (BRA)

V

Você já viu água mais cara que álcool? Pois é, esse parece ser o caso da cerveja lançada para para bater de frente com a Sol mexicana. Pelo menos elas têm uma coisa em comum: são bem fraquinhas, aguadas. Daquelas que dá para tomar litros sem ficar abalado. Acho que até fariam sucesso no interior, rivalizando com a Bavaria e a Crystal, também fraquinhas, mas infelizmente são bem mais caras.

A garrafa, pelo menos, é legal, com a marca pintada, bem chamativa. O desenho do "patrono" da cerveja (dizem as más línguas que é a reprodução de um executivo da empresa adversária) é bacana, parece aqueles xicanos de faroeste macarrônico. Mas é pouco para uma cerveja que custa quase R$ 2. Melhor se abastecer com coisas melhores, como uma Stella Artois na promoção.

Cotação: de um a cinco, uma visita da operação De Olho na Bomba: batizaram o álcool! (rs)

Som do Post: "Everybody Needs Somebody to Love", The Blues Brothers Band

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=001050-9<@>Blues_Brothers_Trilha_Sonora&opcao=umcd



Escrito por Bob às 02h58
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Coca Light (BRA, 237ml)

Já ouviram aquela expressão alimentício-ameaçadora "Você vai ter de comer muito arroz e feijão para fazer isso?" Pois ela ganhou nova roupagem com a garrafinha aí em cima. Uma rede de lanchonetes de comida italiana conhecida por permitir aos clientes jogarem de tudo em cima de suas massas (pela quantidade e diversidade de ingredientes) saiu-se com essa: você pede um prato x e uma coca light e leva uma garrafinha.

Teriam eles o bom senso de vender as garrafinhas - são cinco - separadamente, para colecionadores que não pesam mais que 200 quilos e não conseguiram arrastar ninguém para comer lá e pegar todas as versões de uma vez? Não.

Para conseguir as cinco, você precisa socar goela abaixo cinco pratos diferentes. O mais engraçado é que o problema nem é o custo: se você pede a coca light, você ganha uma na hora, para beber, e a garrafinha. Até agora, só comi uma vez lá. Vou ver se compro uma cabra para matar as outras quatro garrafinhas numa tacada só. Ou poderia dar uma de Jackass, e, sentado bem em frente à lanchonete, comer e ficar com um balde ao lado para "aliviar" o excesso de comida. Ha-ha, isso ia ser bem instrutivo para quem cria as promoções... (pensei em colocar um aviso para leitores mais sensíveis antes desse trecho, mas esqueci; que pena). Poderia ser melhor: a garrafinha poderia vir na compra de um bolovo (já ouviram falar?). Ou com a comida italiana do Jardim de Napoli (rs). Acho que gastei o estoque de besteiras da semana (rs).

Cotação: de um a cinco, três e meio para a garrafinha e quatro pernacchias para quem criou a promoção.  

Som do post: para variar, a música está em um vídeo; A Dieta do Bolovo, de Hermes e Renato.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=9CMJcthQ4DQ



Escrito por Bob às 19h43
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Fanta Laranja (BRA, 310ml)

Já tinha visto essa garrafinha nova da Fanta há alguns dias, no caminho do trabalho, em um boteco/restaurante, na versão Uva. O pederasta do dono do local, porém, não quis vendê-la, valendo-se da frescura básica: "O casco é retornável". E daí? Quantas garrafas não se quebram no processo de transporte/consumo/devolução? Garanto que é um índice bem maior que o de desocupados/transtornados/psicóticos colecionadores que vão encher-lhe o saco em busca da tal garrafinha.

Pois reencontrei a dita-cuja há alguns dias, quando ia buscar a garrafa da Schmitt na convenção de colecionadores, no centrão, perto da antiga Boca do Lixo, na Rua Augusta. Entre casas com sugestivos nomes (Tieta foi um dos mais discretos) e outras com denunciadores aromas de pinho de sauna, num visual dos textos do Xico Sá, havia um boteco, uma geladeira e as garrafinhas. Deixei para passar lá na volta (um dia ainda vou me dar mal por essa indecisão, mas ainda não foi dessa vez). O dono, um sujeito baixinho do tipo 1001 (ortodonticamente falando), fez um certo doce, mas até que foi gente fina: a Fanta custava R$ 1,75, disse que pagaria até R$ 3,50, mas, gentilmente ele só cobrou R$ 1 a mais que o preço normal.

Armazenada em vidro, a Fanta guarda algumas peculiaridades não-visíveis na versão Pet. A principal delas é um "bagaço" que fica no fundo da garrafa. Sobras do sumo natural de laranja usado na fabricação do refrigerante? Ah, claro. Estranho... Mas não fez mal nem engordou (visto que eu havia descido e subido a Augusta inteira a pé num sol de rachar).

Outra coisa estranha é o formato da garrafa. Por que essa "afinadinha"? E essas bolinhas bizarras no vidro? Para a criança não deixar escorregar e se cortar quando está tomando, dirá o incauto leitor. Há uma outra análise, porém, influenciada pela 'lógica-Marcão', o louco que dá expediente lá no serviço, e cuja última peripécia foi aparecer com um gorro repleto de folhas de cannabis estampadas (previamente desfilado diante de uma base da PM). Ao ver uma foto de um certo governador com os dois punhos unidos outro dia, saiu-se com a seguinte: "O governador se prepara para fazer um fisting (é melhor não explicar)". Diante dessa lógica, e sendo educado, posso tirar duas conclusões: a primeira é que, se esse modelo de garrafa for usado em larga escala, os médicos de plantão em prontos-socorros vão ter muito mais trabalho. A segunda é que entendi a relutância do dono do primeiro bar em se desfazer da garrafa.

Cotação: de um a cinco, dois e meio. E menos 52 para a comunidade encontrada no Orkut pelo povo do serviço, que versa sobre, digamos, um indivíduo "eterossexual" que encontrou outras utilidades para o empremedor de laranja. Uma das garrafas já deve ter dono certo (rs). Vomitivo.

Som do post: no clima trash, Papai Noel Velho Batuta, dos Garotos Podres (rs)

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=papai+noel+velho+batuta&param1=homebusca&check=musica



Escrito por Bob às 18h45
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Schmitt Big Ale (BRA, 970ml),

Hops Pilsen e Hops Escura (BRA, 1L)

Ahhh, nada como espanar a poeira e tirar as teias de aranha do blog, que, espero, deve voltar a funcionar normalmente a partir de agora. A ‘pausa forçada’ teve dois motivos: problemas técnicos com imagens (leia-se a @#$%$# da câmera) e, também, o fato de que este é o centésimo post de Latinhas do Bob (com algo que presta, como latinhas e garrafas, que fique bem claro). Isso mesmo, rufem os tambores! O centésimo post. E o mais curioso disso tudo é que, mesmo com as interrupções no abastecimento de informações, o número de visitantes continuou crescendo: hoje, já são quase oito mil (e eu não fico clicando o dia inteiro para chegar a essa meta, antes que algum engraçadinho venha com conversa mole). Obrigado.

Mas, deixando de peroração, vamos ao que interessa: queria algo especial para o centésimo post. E consegui meio que por acaso, no sábado retrasado. Depois de algumas conversas via e-mail, o Paulo, de Porto Alegre, avisou que tinha conseguido uma garrafa de Schmitt Big Ale, de 970ml, sobre a qual havíamos conversado. Troquei a dita cuja por umas bolachas de cerveja que trouxe de Santa Catarina. E fui buscar a garrafa (que, curioso, é a mesma usada pela Quilmes) na convenção dos colecionadores. De quebra, levei uma latinha do evento, sobre a qual escreverei mais tarde.

Por ser uma edição especial, fiquei pensando quando iria degustá-la. E acabou ocorrendo anteontem. Resolvi levar para o serviço, para um fim de sexta com cara de happy hour (que, no nosso caso, é por volta de 22h, regado a pizza de pepperoni e outros sabores, além de bebidas no naipe da Fanta Uva). Coincidentemente, outro colega de serviço levou três garrafas de Hops, o chopp engarrafado da Ashby. Ou seja, quatro litros de cerveja. Por isso eu sempre digo que, no trabalho, é muito importante o planejamento a longo prazo (fora dos assuntos de trabalho, claro; planejamento, aqui, foi lembrar de trazer a cerveja na sexta-feira). Bravamente, eu e uns seis colegas começamos a degustação. Já escolado sobre os efeitos danosos do copo de plástico sanfonado na cerveja, levei uma taça de vidro de casa (hahá, novamente o planejamento, viram?). A Hops pilsen é um pouco mais amarga que a Atlas, por exemplo. Pena que tenha um cheiro não muito bom (um fundo de fermento). Mas legal. A escura é muito boa, com gosto de malte torrado no fundo, e sem cheiro de fermento. A essa altura, depois de duas pilsen e uma escura, o pessoal já estava alegre (mas nada a ponto de afetar o trabalho, asseguro, vai saber quem lê essa joça).

Aí abrimos a Schmitt. A cerveja é realmente muito boa, tive a impressão de ser melhor que a da versão long neck. Perfumada, densa, mas sem ser absurdamente forte. Enfim, muito boa. E empolgou o pessoal, que já bravateava uma vaquinha para pedir caixas dela lá de Porto Alegre. Infelizmente, uns filisteus preocupados com coisas mesquinhas como continuar trabalhando trouxeram o grupo de volta à realidade em pouco tempo. De qualquer forma, seria uma boa idéia repetir a sexta-feira cervejística no serviço. Assim, as pessoas poderão dizer, de consciência limpa (apesar do bafo), que não, de jeito nenhum, estiveram no bar enchendo a cara aos seus respectivos cônjuges, que ficaram trabalhando até tarde. Tirando possíveis variações na qualidade do desempenho das funções após a degustação, não será mentira.

Cotação: de um a cinco, três e meio para a Hops escura, três para a pilsen e quatro para a Schmitt. E dois drops Halls para desbaratar o hálito depois.

Som do post: Don’t Follow, Alice in Chains

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=don%27t+follow¶m1=homebusca&check=musica

Em tempo: Gostaria de ressaltar a inestimável ajuda do Paulo, colecionador de Porto Alegre, por ter enviado a Schmitt. Valeu. 



Escrito por Bob às 17h00
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