Latinhas do Bob
  

Erdinger Champ (ALE, 330ml)

Antes que alguém resolva perguntar, não, este não virou um daqueles indecentes blogs pornográficos com closes ginecológicos de certas partes do corpo (dos quais eu poderia citar mais de uma dúzia, para condená-los, lógico). A foto ali de cima é de uma bunda, de fato, mas uma bunda de garrafa de cerveja. É, também, uma das idéias mais bem pensadas dos últimos tempos. O que fizeram os marqueteiros da Erdinger, famosa por sua cerveja de trigo de meio litro que é servida naqueles copões? Criaram uma versão menor dela, que pode ser tomada na garrafa. Até aí, sem grandes novidades: o pessoal da Guinness também teve a mesma idéia. A grande sacada está mais no fundo, ou melhor, exatamente nos fundos da garrafa.

Ela tem uma "bunda" em forma de abridor. Logo, basta enfiar outra long neck ali (sem duplas interpretações, hein?), girar e abrir. Literalmente, dá para emendar uma na outra, como a indústria do tabaco já havia percebido - quem não acende um cigarro no outro? O principal problema que se resolve, porém, é a falta de abridor. Basta comprar duas e pronto. Como pouquíssimas pessoas carregam um abridor no bolso, diante de uma cerveja gelada restariam as seguintes opções:

1) Esperar que chegue uma supermodelo com um abridor escondido no sutiã que abra a cerveja, dando a impressão de que ela usou os peitos na empreitada: Ha-ha... (epa, acho que já vi isso em uma propaganda).

2) Usar o canivete suíço-paraguaio de um colega: já tentei isso, e entortei o abridor de garrafas do canivete. Além disso, você tem de colocar o abridor exatamente em um dos vincos da tampinha, e, quando a garrafa está molhada, escorrega pra caramba. Por fim, o processo também destrói a tampinha, uma desgraça para colecionadores.

3) Usar uma faca de ponta redonda: tem um colega de trabalho que conseguiu, mas demorou tanto tempo que a cerveja esquentou.

4) Usar um puxador de gaveta: tentei isso num hotel de Canoinhas, e deu certo. O puxador, porém, ficou, digamos assim, um pouco desvirtuado da função original.

5) Abrir a garrafa à Napoleão: certo, quem aí tem um sabre afiado? "Crash". Espera, a tampa não tinha de ser de cortiça?

6) Abrir com a boca: para vilões do 007 e concorrentes do "se vira nos 30" em geral.

7) Girar a tampinha com a mão: parece óbvio, mas é melhor ter um kit de sutura por perto.

Diante desses obstáculos, é bom ver que alguém teve uma idéia que, além de poupar esforços, ainda serve de pretexto para comprar mais de uma cerveja. Os Dudas Mendonças da cervejaria ainda inventaram outro benefício: dizem que ajuda a sociabilização. Você tem uma Erdinger só, chega junto de outra pessoa e pede para usar a "bundinha" dela. Cara, isso não deve acabar bem...

Cotação: de um a cinco, quatro e meio para a idéia do abridor embutido. E três patentes para outra criação, a cerveja metrossexual, que já vem com uma tampinha no fundo para ser retirada após o uso, evitando a formação de vácuo. Garanto que vai ajudar muita gente a exercer a metrossexualidade em toda sua plenitude sem ir parar no PS no meio ma madrugada em situações constrangedoras. Huahauahauahauaua...  



Escrito por Bob às 01h50
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Dana Bier (BRA, 960ml e 440ml)

R ufem os tambores, soem os clarins e parem as máquinas. Este prestigioso diário, além de correr atrás de latinhas, garrafas, cervejas e cervejarias pelo País afora, agora também passa a ser procurado por bravos produtores no território brasileiro. Bom, até agora foi só um, mas, segundo uma antiga teoria, se forem dois é tendência, e se forem três, já virou moda. Pois bem, na semana passada, ao fazer o monitoramento dos acessos ao blog (já estamos chegando a 15 mil), deparei-me com a mensagem do João Carlos. Produtor de cerveja em casa em Barueri, ele ofereceu uma amostra de sua produção para degustação. Caramba!, pensei. Já tinha conseguido amostras de cerveja no trabalho, mas nunca por este diário, embora ele tenha surgido primeiro que a labuta no setor. Como até agora não tomei uma cerveja artesanal/caseira que não fosse no mínimo boa, aceitei de pronto.

O local combinado para a entrega da mercadoria foi a porta da cervejaria Nacional, sobre a qual já escrevi mais abaixo. Esperava uma amostra no sentido estrito da palavra, mas o João chegou com um litrão daqueles de Norteña e um meio litro estilo Erdinger – eram duas fórmulas com pequenas mudanças e teores alcoólicos diferentes.

 

Ah, que chato tomar um litro e meio de cerveja (rs). Só me senti mais aliviado quando fui direto para o trabalho, enquanto o nobre produtor e o amigo Ulisses foram sacrificar-se em um tour etílico, que incluía a Nacional e a Imperatriz, na Lapa. É, bom mesmo é olhar a marginal da janela do escritório...

Mas, voltando aos fatos, a primeira a ser degustada foi a da garrafa pequena, com menor teor alcoólico (cerca de 4,5%). É uma cerveja de trigo não-filtrada, dourada, com bastante espuma. Por ser bem carbonatada, fica bastante refrescante. Pode ser viagem, mas senti nela o aroma daquelas bolachas de trigo e aveia. Embora não tenha sido o caso na degustação, acho que cairia bem num churrasco, porque pode ser consumida em grande quantidade.

Para degustar a da garrafa grande, convoquei a Gi, dona de um gosto mais apurado que o meu (leia-se não-apreciadora de iguarias como Fanta Uva e Coca-cola no copo usado para tomar Nescau anteriormente...brincadeirinha). Ao servir a cerveja, a primeira comparação que veio à cabeça foi com a Paulaner Weiss Naturtrüb, também de trigo e não-filtrada. Essa versão da Dana Bier tinha menos gás (e por tabela menos espuma), mas seu gosto era bem mais apurado e com amargor mais pronunciado. No fim de cada gole, vinha um sabor meio perfumado (que creio ser do lúpulo). Ela é mais forte (com teor alcoólico de cerca de 6,5%). Não tive meios para comparar a “força” dela com a da Paulaner, porque, quando degustei a alemã, foram 2,5 litros num dia e uns 1,5 no outro (calma, é que eu tinha comprado um barrilete de 5 litros e precisava dar cabo dele, outra missão ingrata rs). A Gi, por sua vez, considerou-a um pouco mais suave que a Paulaner e a Erdinger. Mas achei essa versão da Dana muito boa, uma daquelas cervejas para degustar com calma mesmo.

Enfim, mantive o histórico de só encontrar cervejas caseiras/artesanais de alto padrão pelo caminho até agora. Não que eu torça para achar alguma “pedreira”, mas vou continuar procurando... ou melhor, agora também esperando que outros produtores sigam o exemplo e contactem o blog. Se continuar assim, vou começar a andar com o crachá no "Latinhas" no pescoço, igual ao Bozó, para impressionar geral (ah, claro).

Cotação: de um a cinco, quatro encomendas da Weiss da garrafa menor e mais quatro pedidos da maior. Pobre carteiro...

Em tempo: quem quiser conhecer mais sobre a Dana Bier (com histórias muito boas, como a origem da marca, que é a fusão dos nomes dos filhos do João) pode acessar o diário do cervejeiro, no http://www.danabier.zip.net. Não vou contar o conteúdo aqui para não estragar a visita. Vale a pena.



Escrito por Bob às 04h52
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