Latinhas do Bob
  

De Koninck Belgian Ale, Tripel e Blonde (BEL, 330ml)

 

Se fosse televisão, esse seria um quadro tipo “shop ‘till you drop” (no estrito sentido da palavra, já que a cerveja realmente é capaz de “fazer cair” depois de um surto de consumismo). Tem novidades na área. A partir da semana que vem, as belgas aí de cima estarão à venda. São três variedades: Blonde (6% de teor alcoólico, em garrafinha e na versão garrafa de champanhe), Belgian Ale (5%) e Tripel (8%). Quem importa é a Uniland (0xx11 5506-1022, www.uniland.com.br). Ah, vão custar de R$ 8 a R$ 12.

Não é novidade, mas há promoções na Bier & Wein (0xx11 5643-8584, www.buw.com.br): a mais interessante é a que você compra 1 barril de 5 litros de Erdinger e ganha mais um barril e 2 copos comemorativos da Copa. Um colega saiu correndo atrás logo que avisei, há alguns dias.

E chega disso que tá com a maior cara de propaganda. Não tenho vocação para usar terninho azul e ficar com sorriso travado na cara (rsrsrsrsrs).



Escrito por Bob às 22h21
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Trilogia Baden Baden - Bonus Tracks

Em tempo: ontem, ouvi algumas novidades, umas boas, outras nem tanto. Por um lado, a empresa deve manter o filho do sr. Carlos Hauser, Carlos Hauser Filho, que já era gerente lá, como mestre-cervejeiro. Também disseram mais uma vez que não pretendem mexer nas fórmulas, que não têm planos imediatos de abrir uma nova fábrica (vão tentar ampliar bem a capacidade da atual, embora os donos antigos já tivessem a idéia de montar outra unidade em Campos) e não vão baratear o preço das cervejas. Ah, e que não há plano imediato de exportação. O que não disseram ainda: se vão trabalhar com long neck. Outra: o bar da Baden no Capivari continua com os sócios atuais, e terá cessão para vender a Baden lá.

Por outro lado, soube que não há cláusula contratual que impeça mudanças nas fórmulas: ou seja, é a palavra que vai valer mesmo...



Escrito por Bob às 03h23
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Trilogia Baden Baden - Parte 3

 

Concluindo, recebi dois vales-cerveja da Baden Baden para degustação no bar da fábrica. Usei apenas um Com o outro, fiz um enorme sacrifício, que me deixou com o sério risco de arrependimento no futuro (ou não): guardei, junto com o copinho de plástico da cervejaria. Quis manter, com esses objetos, um voto de confiança e boa vontade, para poder cobrar, daqui a algum tempo, a Baden Baden de sempre (ou uma antiga, se as coisas derem errado rsrsrsrs). Pensei nisso ao ver a foto dos quatro sócios antigos no mural da cervejaria: há ainda várias imagens, de comemorações, prêmios, brincadeiras dentro dos tanques e afins. Pareceram bons tempos.

 

É claro que é assustador ver a compra de uma cervejaria artesanal de alta qualidade por uma empresa grande que tem apenas cervejas industrializadas e não têm experiência com as premium no sentido estrito da palavra – isso é fato. Mas também não podemos sair crucificando os caras como se fossem tacar fogo em toda a história da Baden e mijar nos tanques de cerveja (rs). Eles acabaram de chegar e não são idiotas, logo, não vão querer tomar prejuízo. Na última amolação do post, os prós e contras da venda:

 

CENÁRIOS PRÓ (HIPOTÉTICOS)

 

- Pode gerar mais empregos na cidade com uma nova fábrica ou ampliando a produção atual consideravelmente

- A Schin não é tola: não vai querer perder, pelo menos a princípio, a carteira de consumidores da Baden Baden sem ter idéia de como ampliar essa base

- Alguém na empresa pode ter a idéia de lançar novos tipos de Baden mais ao gosto deles sem mexer na linha antiga. Ou, em vez de baratear material, lançar versões long neck para competir mais diretamente com a Eisenbahn, por exemplo (imagine um cara que não entende muito de cerveja na gôndola de um supermercado: seria mais fácil convencê-lo a arriscar o dinheiro em uma cerveja de 600ml que custa de R$ 9 para cima ou numa long neck em torno de R$ 4? Olha, nem eu sei, é só uma hipótese rsrsrsrsrs)

- Eles podem querer brigar em mercados de fora, e, por isso, teriam de manter a qualidade atual

- Eles disseram que não pretendem mudar a fórmula (a palavra ainda vale algo, creio).

 

CENÁRIOS CONTRA (HIPOTÉTICOS)

 

-  Os caras nunca fizeram uma cerveja boa (mesmo entre as industrializadas). Por que se preocupariam em fazer uma agora?

- Danou-se: vão querer abrasileirar o gosto da cerveja para ampliar a base de consumidores com versões menos fortes, que “espantam” o bebedor básico, e economizar em matéria-prima para competir com as outras “premium” das grandes (Kaiser Gold, Bavária Premium, Stela Artois e afins), que são mais baratas que a Baden.

- Se resolverem montar as novas fábricas fora de Campos do Jordão, desvirtuando o caráter local da cervejaria

- Se colocarem o André Abujamra como monge tibetano, mulheres brasileiras seminuas e elefantes da Costa do Marfim para fazer as propagandas da Baden. Santa Babel, Batman (brincadeira, hein?)

 

 

Se alguém tiver mais hipótese, mande que eu acrescento. 

 

Som do post: I miss you, Blink 182

 

Link: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/linklista.php?nomeplaylist=008088-3<@>Blink_-_182&opcao=umcd



Escrito por Bob às 02h58
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Trilogia Baden Baden - Parte 2

Como sempre, havia pessoas que não fazem idéia do que é cerveja – “quero a mais fraquinha” ou “eu não gosto de tomar cerveja” eram ouvidos com freqüência entre os indivíduos no local. Outra moça que faz o “tour” pergunta aos visitantes quais são os elementos básicos da cerveja. Uma pobre alma diz “água”, outra “lúpulo”, e pára por aí. Tive de declamar malte e fermento, e ainda fui chamado de “campeão” por saber o que vai no que eu bebo.

 

O discurso da apresentação, porém, deixa muitas lacunas - seria a "máquina" da "propaganda de guerra" começando a se mover ? (rsrsrsrs). Nem uma palavra sobre a aquisição pela Schincariol no histórico da empresa. A moça diz que a fábrica segue a Lei de Pureza – o que é verdade, em termos, já que algumas cervejas, que passaram a receber um antioxidante, teriam problemas em ser aceitas pela lei, por exemplo, na Alemanha; mas, enfim, a grande maioria dos tipos segue, sim. E ainda afirma que “muitas cervejarias, para baratear o processo, usam cereais não maltados, como arroz, milho e, pasme, alpiste (!!!)”. Até onde sei, a utilização desse tipo de ingrediente também é praxe em uma certa cervejaria. E deu um calafrio: seriam presságios de tempos negros? Ah, esqueci de mencionar outra informação que eu ouvi fora do discurso oficial: o projeto das lojas franquia, que ia começar em Ribeirão Preto, também foi "congelado".

 

Enfim, enquanto as pessoas se maravilhavam em olhar tanques vazios – o que é legal, mas só se você pode entrar neles e ser fotografado lá dentro -, corri para a loja e montei minhas provisões de combate: quatro Baden Baden 20 anos, uma porter, quatro Celebration Inverno, uma double bock, e quatro Red Ale. Apesar da controvérsia, um funcionário disse que as cervejas de teor alcoólico mais alto e mais lupuladas podem durar bem mais que a validade delas em condições ideais (sem luz e em temperatura reduzida). Por precaução, comprei ainda uma camiseta da cervejaria; nunca se sabe quando precisaremos de camuflagem mais eficiente contra o inimigo.

 

Quando voltava do carro para dar a última olhada na Baden, aregalei os olhos: o tal oficial conversava com um casal que se preparava para sair - o ouvi dizendo serem da Schincariol, e aparentavam ser ainda superiores ao próprio elemento da camiseta Nova Schin. Não resisti: atabalhoadamente, cheguei junto e perguntei: “Vocês são da Schincariol?” (uma questão ridícula, já que o oficial usava a camiseta, como apontou a mulher do chefão). Diante da afirmativa, emendei: “Vocês sabem que a negociação que vocês fizeram gerou uma grande expectativa em quem gosta de cerveja, né? Há um temor sobre mudar a fórmula...”

 

O constrangimento foi tanto que, se não fosse um conceito, teria caído no chão, de sólido. O oficial de plantão se adiantou: “Não, nós não vamos mudar a fórmula, não vai ter mudança, queremos apenas ampliar o poder de fogo da empresa, com uma nova fábrica”, dizia. E a conversa acabou por aí, com os três saindo de lado.

 

Pensando depois, gostaria de ter sido mais eloqüente. Algo do gênero:

- Olá, eu sou um de milhares de consumidores da atual Baden Baden, e gostaria de desejar toda a sorte do mundo a vocês, porque serei um dos milhares de fiscais da produção a partir de agora. E também quero pedir para esquecerem tudo o que já fizeram até hoje em termos de cerveja ou o que quer que seja aquilo que vem nas latas e garrafas. Se possível, não mexam em nada. Ah, é bom saber quem são vocês, para podermos saber a quem procurar se algo der errado (já colocando a máscara de Guy Fawkes e dizendo ‘remember, remember...’). Mas essas coisas sempre chegam depois que o momento passou (CONTINUA; PS: A PRIMEIRA PARTE ESTÁ LOGO ABAIXO).

 

Som do post: Take a look around, Limp Bizkit

 

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=take+a+look+around¶m1=homebusca&check=musica



Escrito por Bob às 01h29
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Trilogia Baden Baden - Parte 1

(ATENÇÃO: este blog não tem como objetivo fazer apologia à violência; o revolvinho é de brinquedo e a faca nunca foi usada nem para cortar manteiga; mas já usei a bússola dela)

O plantão do Latinhas do Bob informa: nossa reportagem, enviada especial a Campos do Jordão, penetrou nas linhas “inimigas” e entrou no coração do território “adversário”. Isso mesmo, no sábado à tarde, de céu cinza e garoa incessante, chegamos à fábrica da Baden Baden, facilidade industrial recém-ocupada pela Schincariol.

 

Não foi uma tarefa fácil: o local tem segurança pesada – sim, é preciso marcar hora e identificar-se na portaria para que guardas abaixem a corrente e permitam a entrada (rs). Mas, digamos assim, não era nenhuma cidade européia recém-ocupada pelos nazistas, vai (falou o veterano de guerra). Logo de cara, porém, o susto: um oficial “uniformizado” com a camiseta da Nova Schin perambulava perto da entrada. Lembrando-me das técnicas de camuflagem da escola, fingi-me de turista que acha que Deus é só aquele para quem rezamos todas as noites e que só estava lá pela grife Baden Baden.

 

Considerando que teria de esperar uma hora pela próxima visita à fábrica, pude bisbilhotar bem o ambiente. Por ora, as cervejas em fabricação ainda são pré-entrada da Schincariol – o mestre-cervejeiro da Baden, porém, despediu-se já há algum tempo. Muitos tanques – não de guerra, malucos – cheios da cerveja de trigo e alguns com bock, golden e stout. No canto direito, um enorme depósito de “munições”, garrafas cheias de vários tipos. Antes de pensar em plantar explosivos na unidade fabril e carregar o que pudesse, resolvi tentar contato com os locais , para verificar se eram amistosos.

 

Obtive valiosas informações de uma das funcionárias, que não vou identificar por razões óbvias. Enquanto tomava uns copos de chopp Cristal, a moça me contou que o pessoal da Schin ocupou o local na sexta-feira, um dia depois do anúncio oficial da venda. Mas já estavam por lá há algumas semanas. Ela própria já era funcionária da Schin. Disse que, a princípio, não tinham mexido em nada – nem daria tempo -, e que ainda estavam inventariando a fábrica (vi que o tal oficial saiu de uma sala com documentos confidenciais nas mãos, sobre os quais eu não tenho a menor idéia do conteúdo).

 

Mas ela também me disse uma coisa que depõe a favor dos “inimigos”: há planos, como foi revelado, de construção de uma fábrica maior da Baden Baden em Campos. E não será no mesmo local, que com sua produção de 80 mil a 100 mil litros mensais, já estaria no limite. E, afirma a moça, isso deve gerar muitos empregos para a cidade. “Para nós é importante, porque, fora de temporada, há um problema de falta de trabalho”, afirmou.

 

Posso dizer que é verdade: fora do centrinho, do Horto e dos bairros de casas chiques, a coisa é muito feia por lá, principalmente quando chove. Estive em Campos em 2000, quando as chuvas torrenciais provocaram queda de barreira, desmoronamentos e mortes nas encostas dos morros, onde há muitas moradias em condições precárias. Nos primeiros cinco minutos após a chegada, enfiei a perna inteira na lama por não ter pisado em uma tábua que os moradores usavam para se equilibrar e tentar ir para casa. Subi escadões de tirar o fôlego (e eu sou, por assim dizer, moleque, imagine uma pessoa de idade fazer o percurso todo dia para chegar lá no fundão do morro), vi familiares sofrerem com o resgate dos corpos de gente soterrada – nunca me esqueço de uma mulher que já tinha as mãos brancas, e um anel de pedra azul, a lama não tinha coberto as mãos dela – e gente que morava em abrigos provisórios por causa da chuva há mais de cinco anos, como a Tamiris, para quem levei, graças à ajuda da Nathalia, pôsteres autografados do Zezé di Camargo e Luciano. Não é pior nem melhor que as áreas de risco de São Paulo, Rio e muitas outras cidades, mas comparar não diminui o problema.

Enfim, depois desse flashback momentâneo, era hora da visita (CONTINUA)

Som do post: There is a light that never goes out, dos Smiths. Em 2000 em Campos, o motorista só tinha essa fita no carro, e era ela que ouvíamos todo dia. Melhor que o som do hotel, que tocava João Gilberto a cada refeição.

Link: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=light+never+goes+out¶m1=homebusca&q=light+never+goes+out&check=musica



Escrito por Bob às 04h02
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