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Krombacher (ALE, 660ml)



Bem, acho que a primeira coisa a fazer é pedir desculpas pelo intervalo sem posts, um tanto extenso, creio, por conta de problemas técnicos com o computador de casa. Por isso, aproveito os últimos minutos do expediente para atualizar este humilde diário. Salvo alguma catástrofe, a Krombacher, essa do rótulo aí em cima, deve começar a ser vendida hoje no circuito comercial. Ela chega ao Brasil com a grife de ser a cerveja mais vendida na Alemanha. Eu, leigo, chutei Erdinger ou Paulaner quando questionado sobre o ranking germânico, mas errei feio: se abundam nas prateleiras por aqui, as duas ficam só no ‘top 10’ por lá, apesar de serem as campeãs de exportação.
Pois enfim, provei ela na semana passada, acompanhada de um nada harmônico prato de picanha ao alho. Achei uma pilsen honesta, legal, com amargor bem menos intenso que uma Bitburger, para citar outra cerveja alemã. Tinha aroma e gosto de malte bem perceptíveis, mesmo com aquela alheira toda goela abaixo. E é refrescante. Para quem usa a Pilsner Urquell como padrão, pode não ser a pilsen ideal, mas vale a tentativa. Ainda tenho uma garrafa a provar, agora que não estou mais matando vampiro a grito. Se mudar de opinião, posto aqui.
Ainda estou, porém, maravilhado com a Deus, que provei ontem (lembram que eu disse estar aguardando uma data ideal? Pois é). Tratando a cerveja que nem criança recém-nascida, resfriei, coloquei no balde com gelo, abri com cuidado, servi o mais devagar possível, para não transbordar. A cerveja realmente é espetacular: a princípio, um aroma adocicado e um sabor licoroso, de amêndoa, que lembrou um pouco Frangélico, deixando um amargor leve na língua. A espuma, como se espera nas cervejas do tipo champenoise, é abundante, com direito a perlage (aquela correntinha de bolinhas que nasce no fundo do copo e sobe contínua) e é preciso tomar cuidado para não deixa-la transbordar, já que a taça a ser usada é do tipo ‘flute’, daquelas de champanhe.

Depois de algum tempo, tive a impressão de que o aroma se tornou mais cítrico e, no auge da piração, achei ter sentido até aroma de groselha (mas não estou bem certo quando a este último aspecto). A cor, um dourado claro, vai ficando opaca no final, por conta de sedimentos.
Enfim, embora não tenha dotação orçamentária para repetir a experiência tão cedo (estava com essa cerveja há exatamente um ano), achei realmente espetacular. A Deus faz jus ao nome, embora ainda ache que poderia ser um pouquinho mais barata (hoje, custa R$ 199 no mercado). Não deixa de ser irônico que, assim como na vida, no mundo das cervejas Duvel, ou Diabo, seja mais acessível que Deus; afinal, a também belga custa menos de 20 pilas por aí.
Cotação: três estacas e meia para a Krombacher e quatro ponto oito santuários para a Deus.
Em tempo: Sem aquela alheira toda, provei novamente a Krombacher no final da semana passada. Vou acrescentar mais zero ponto quatro (ficando três vírgula nove), porque consegui sentir melhor o gosto do malte e um pouco mais de amargor.
Escrito por Bob às 23h19
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