Latinhas do Bob
  

Bamberg (BRA, chopp)

Outro dia, estava trocando e-mails com o Edu Passarelli, que também tem um blog bastante legal sobre cervejas, e ele sugeriu uma visita conjunta à Bamberg Bierkeller, uma microcervejaria de Votorantim, pertinho de Sorocaba, tocada pelos irmãos Bazzo (Alexandre, Thiago e Lucas), com fórmulas do mestre-cervejeiro Mathias Reinold. Já tinha conhecido a fábrica em 2006, pouco depois da abertura (leitores mais fiéis do humilde diário, se há algum, vão se lembrar rsrsrsrsrs). Na época, só havia o pilsen, que, apesar da minha tosquidão descritivo-cervejística de então (o que não quer dizer que tenha melhorado tanto assim), tinha me agradado bastante, pelo que consegui identificar, nos quesitos aroma de malte e lúpulo, corpo e amargor.

 

Em pleno sabadão ensolarado de manhã (e depois de dormir, digamos assim, umas três horas), lá vamos nós. Uma das vantagens da Bamberg é ficar bem perto de São Paulo. Viagens de bate-e-volta a 300km da Capital são até possíveis, mas bem extenuantes. E eu tinha de voltar às 15h para mais um edificante plantão.

 

A cervejaria mudou um pouco em relação á minha visita anterior. O espaço ganhou mais alguns tanques de fermentação. Hoje, contou o Alexandre, estão produzindo cerca de 12 mil litros mensais. A maior novidade, porém, é a inclusão de duas novas variedades de cerveja na linha de produção: weiss (que começou a ser vendida logo após a minha visita) e munique, este último muito bom.

 

Infelizmente, a venda ainda é limitada a alguns bares na região de Votorantim/Sorocaba, o que me causou um bom arrependimento por não ter levado todas as garrafas com rolha de porcelana que tenho para um “abastecimento rápido”. Ou de não ter um barril de cinco litros para essas “eventualidades”. Aqui em São Paulo, certamente fariam um bom sucesso (acho que o munique emplacaria tanto quanto o Índia da Colorado, por exemplo). Mas deixe estar, porque as notícias são para lá de alvissareiras: há planos de engarrafamento para logo (quem sabe o começo do segundo semestre). E, na mesma época, devem sair dois novos tipos de cerveja, que ainda estão na prancheta. Já vou agendar mais uma viagem para Votorantim...

 

Depois da degustação e um bom bate-papo – que incluiu histórias engraçadas, como quando o Alexandre contou que foi “banhado” por cerveja a quase zero grau por um equipamento que não agüentou a pressão (engraçada para quem não virou picolé de cevada, claro) ­-, era hora de ir. “O tempo voa quando você está se divertindo”, dizia o cão cinza do desenho “Dois Cachorros Bobos” (muito embora eu prefira outro personagem, cujo bordão era "Que gracinha...MAS ESTÁ ERRADO!".

 

Antes do retorno, uma rápida parada no “megacomplexo” sorocabano, que inclui shopping, um hipermercado e, pasme, até a filial da Rede Globo de lá, o que torna o lugar um pouco muvucado. Para não voltar de estômago vazio, nada como uma nutritiva refeição: pastel de presunto e queijo e quibe ­- Burp! – e um café solúvel de máquina antes de passar as oito horas seguintes espancando teclados. Mas que valeu a pena, valeu. 

 

Em tempo: ah, quase ia esquecendo. A Bamberg é a cervejaria a que me referi no final do post abaixo, como tendo visitado no ano passado. Ela é o item 'H' do mapa Bandeirantes da Cerveja.



Escrito por Bob às 22h12
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Outro dia estava pensando que, apesar de ter visitado quase todas as cervejarias de Santa Catarina, nunca postei aqui neste humilde blog um mapa com a localização das ditas cujas. Felizmente, um jornal, o Estadão, prestou esse serviço aos seus leitores em 2006. Como já conheci algumas micros aqui de São Paulo (quase todas, acho), e provei a maioria das produções das fábricas de médio porte, resolvi publicar este pequeno guia paulista, que apelidei de “Bandeirantes da Cerveja”, comparação com os caminhos que os nobres exploradores fizeram pelo interior do Estado nas priscas eras.

 

A princípio, pensei em colocar apenas as micros de fato, o que excluiria, por exemplo, a Germânia, que já tem uma produção bem maior que as outras (acho que bem superior a 150 mil litros). Também pensei em colocar a Belco, mas os caras já têm fábrica no nordeste, o que tira um pouco o caráter local da coisa. Enfim, aceito sugestões sobre modificações no mapa. E também a inclusão de novas fábricas, claro, que eventualmente não tenham sido assinaladas por desconhecimento do autor. Outras ficaram de fora porque, apesar de indicarem que sua cerveja é de marca própria, contratam a produção de uma das fábricas do mapa.

 

O mapa é dinâmico. Além da Freising, que deve começar a funcionar em Itatiba, soube que outra micro está em gestação em São Roque, e que o Guarujá também pode ganhar uma (do antigo dono da mineira Montana). Por outro lado, soube também que a Cervejaria Estância parou de produzir a própria cerveja. Por meio de um contato oficial, soube que há processos em análise para uma micro em Araçatuba, que deve se chamar Brella Cerveja Artesanal, e uma em São José do Rio Pardo (que, pelo tempo em que está em análise, pode ter sido deixada pelo caminho).

 

No final das contas, espero que o mapa seja útil para quem quer conhecer a produção do Estado. E me coloco à disposição para fornecer mais informações a quem se interessar. Nos próximos dias, vou postar mais informações sobre uma micro que visitei recentemente, uma que tinha visitado no ano passado e outra que já provei, mas cujas instalações vou conhecer mais adiante. 



Escrito por Bob às 23h24
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Dana Bier Vivian Strong Ale (BRA, 660ml)

 

Felizmente não temos nosso desempenho profissional no dia-a-dia avaliado da mesma forma que os jogadores de futebol nos jornais. Claro que essa dissociação também implica em não recebermos somas nada modestas de dinheiro (que, em alguns casos, permitiriam comprar dois apartamentos por semana), mas são coisas da vida. Enfim, o fato é que, anteontem, teria uma avaliação pífia pelos critérios analítico-esportivos. Algo como: “Bob: não entrou em campo. Desconcentrado. Acertou um passe, que não deu em nada. Nota 3.” Ainda bem que, também ao contrário do futebol, não tem torcida gritando “Ei, Bob, vai tomar no c...”, e a quantidade de oportunidades de “jogo” é maior que o calendário dos times. Concluindo, o dia de ontem já me rendeu uma atuação nota, digamos, 6,5. Já dá para o gasto.

Depois desse interlúdio futebolístico, voltamos às cervejas, também no dia de ontem. Logo que cheguei no trabalho, ouvi a coisa mais bizarra envolvendo a participação do nobre líquido. E olha que não se trata de nenhuma perversão sexual. Estava eu esperando o elevador quando chegou uma dona dizendo às amigas que, quando vai ao bar, “deixa o chiclete que está mascando dentro do copo de chopp” e vai passando a goma de mascar de copo em copo tomado. No final, volta a mascá-la para “desbaratinar” o bafo. Diante de tal constatação, só tenho a dizer o seguinte: deve ter sido daí que algum “cientista” inventou de fazer cervejas com “sabor” de tutti-fruti, hortelã e afins. Bizarro. E olha que eu bebo Coca-cola na mesma caneca em que comi sucrilhos. Mas chiclete com cerveja não dá. Mas o nome é sonoro, pode até batizar bloco de axé ou grupo de forró universitário.

 

Como a quantidade de bobagens atingiu seu limite, vamos aos fatos em si. Provei essa nova variedade da Dana Bier há alguns dias, no Frangó, quando também degustei a Fraga (leia mais abaixo). O João Gonçales, “pai” da Dana, fez uma fórmula ao estilo belga, colocando açúcar para aumentar o potencial alcoólico (ela chega a 8%). O resultado ficou bem interessante: uma cerveja encorpada, bem carbonatada (com direito a perlage), com espuma de bolhas finas, além de bom aroma e corpo. Mas, pelo menos para mim, ficou faltando aquele “algo mais”, um sabor frutado, com gosto mais condimentado, ou algo do gênero. Ou seja, achei a “base” muito boa – aliás, as Dana Biers todas têm um bom padrão de qualidade -, mas acho que ainda é preciso fazer o “ajuste fino” na Strong Ale.

 

Por conta disso, estou em campanha para o João tornar essa cerveja uma tripel, com sementes de coentro e casca de laranja. Vamos ver se dá certo. Se der, considerarei como uma “assistência a gol” na minha avaliação diária, apesar de não ser minha área de atuação. Mas, se não der, lá vem nota “traço” por aí para este humilde missivista (rsrsrsrsrs).

 

O "mistério" do Z

 

 

 

Como eu havia dito, não se trata de pesadelo. É realidade mesmo (rs). A Brahma resolveu "criar" mais um dia de happy hour (e, claro, aumentar as vendas da ceveja). Segundo a empresa, o "Z", no caso, é de "Zeca-feira". A escolha do nome, aliás, vem do ilustre Zeca Pagodinho, aquele que era da Schin e mudou de cervejaria. Quando vi esse "Z", pensei em outras traduções. A escolha fica por conta do leitor:

a) Seria a primeira letra de uma nota atribuída a, digamos assim, uma certa cerveja.

b) Na verdade não é um Z, e sim um N; poderia ser usado em questões como: "Você quer tomar essa cerveja, sim ou não?"

c) Alinhados, representam um estado de empolgação diante de certas cervejas.

d) É uma boa caixa para capturar cobras venenosas (coitadas, tomara que não tenha sobrado nenhuma cerveja dentro).



Escrito por Bob às 02h53
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Notas da semana

Em meio ao feriado de Páscoa (no qual trabalhei, diga-se de passagem), juntei algumas notícias que ouvi nos últimos dias. Uma delas é o início das atividades da Cervejaria Artesanal (ok, o nome não é muito original, eu sei), em Capim Branco, Minas Gerais. O mestre-cervejeiro é o Evandro Zanini, que já passou por Bierbaum (Treze Tílias-SC), Lupus Bier (Fortaleza-CE) e Falke Bier (Ribeirão das Neves-MG). Pelo que este humilde blog apurou, a previsão é de que a Artesanal fabrique duas variedades: Cristal e Premium, sendo que este último, de acordo com o Evandro, deve ser puro malte. Para o segundo semestre, há previsão de engarrafamento em 600ml e long neck. A venda vai ser feita em pontos de Belo Horizonte e Sete Lagoas.

Depois de uns bons meses produzindo apenas uma variedade pilsen, a OPA Bier, de Joinville (SC), colocou dois produtos novos no mercado: uma weiss e uma cerveja escura (possivelmente uma Dunkel). A informação é do Luiz Eduardo Silva, postada na comunidade das Cervejarias de Santa Catarina no Orkut. Segundo ele, a weiss "puxa" mais para o cítrico, e a escura tem bom aroma e gosto de malte torrado. Acho que vou voltar a Joinville para provar as novidades (rsrsrsrs).

De volta ao Sudeste, soube de duas novas microcervejarias (pelo menos eu tomei conhecimento das dita cujas nos últimos dias) no Rio de Janeiro. Uma deve abrir em breve, a Vice Rey, que funcionará junto com o restaurante de mesmo nome. A outra já está em funcionamento: é a Caboré, de Paraty, que produz um chope pilsen segundo a Lei de Pureza. A dica desta última foi do Feijão, do Obiercevando.



Escrito por Bob às 22h25
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