Latinhas do Bob
  

OPERAÇÃO GAMBRINUS, PARTE 2:

PURO MALTE (BRA, CHOPP)

Por mais que tenha passado 24 dias em Brasília, tive muito poucas oportunidades de provar a gastronomia local. Raras exceções foram as oportunidades de conhecer a Dom Bosco e o Beirute. Ok, ta legal, se alguém conhece vai dizer que aquilo não é gastronomia nem a pau. Mas que é bom, é. No mesmo nível do Bauru do Ponto Chic ou do sanduba de mortadela do Mercadão (ou do pastel de bacalhau do mesmo lugar).

 

Aberta nos anos 60 (a pizzaria é de 1960, mas os irmãos mineiros que a administram atualmente chegaram em 1968), a Dom Bosco, na 107 Sul, é um ponto tradicional da cidade desde as priscas eras. Trata-se de um balcão estilo boteco, onde todo mundo fica, de pé, esperando a especialidade da casa: pizza de queijo com (muito) molho de tomate, servida no guardanapo. Parece simples? E é, mas também é muito bom, principalmente no fim de uma sexta-feira modorrenta sem notícias impactantes no plantão da Polícia Federal. A melhor parte da degustação é fazer um “sanduba” com duas fatias de pizza, ou uma “dupla”, como chamam por lá. Para harmonizar, um copo de mate (daqueles também usados para servir café). A fórmula simples faz sucesso, aparentemente: em menos de uma hora, vi chegarem ao balcão - e sumirem ­– umas oito pizzas. Da minha parte, contribuí com o desaparecimento de sete pedaços e um copo de mate. E já foram abertas outras três filiais da pizzaria.

 

No caso do Beirute, esperei até o último dia para ir lá por duas razões: a primeira é que, depois que soube da existência desse restaurante árabe, tive apenas o próprio sábado em que ia embora de folga. A segunda é que, apesar de poder ir lá jantar após o expediente, preferi não fazê-lo, devido à “fauna” que habita o local quando o sol de põe, segundo contaram ilustres colegas brasilienses. Nada contra, mas não estava a fim de “imitar” um colega de trabalho, o Rui, que passou maus bocados lá na primeira noite que estava em Brasília. Ele conta que, depois do trabalho, foi ao Beirute com dois colegas, e pegaram uma mesa grande – lá, os bancos são daqueles compridos, de peça única. Eis que, já instalados na mesa, chega um sujeito aparentemente chapado e pergunta se pode sentar; o único lugar vago, vejam vocês, era ao lado do colega de trabalho. Naquele clima “democrático”, o elemento esquisitão, claro, teve permissão para sentar. Depois de alguns minutos, porém, resolveu fazer de travesseiro o ombro do nobre colega.

 

Até aí, conta ele, a coisa tinha ficado na irritação e em uma “chamada” no doidão. Mas não é que, justamente na hora em que o Rui vai dar a primeira garfada no filé a parmegiana que havia pedido, o maluquete resolve cair no sono de novo. Besuntado de molho de tomate, o colega perdeu a paciência e deu um chega-pra-lá no “amiguinho” de bancada. Triste erro. O cara acordou e resolveu ter um chilique em pleno Beirute, com direito a discurso de pé na bancada, chamando o Rui de “heterossexual estridente”. Rsrsrsrsrsrs, cara, nunca tinha ouvido essa expressão, para se ter uma idéia de quão bizarra ela é, nem no Google tem.

 

Em homenagem ao nobre colega, pedi um filé a parmegiana, mas escolhi uma mesa beeem pequena, longe de eventuais “oradores”. O filé estava bom – apesar de, na falta de opções, ter sido acompanhado por uma Bavária Premium, o que, diante de outras cervejas industriais, não deixou de ser um alívio -, mas a ‘piéce de resistance’ da casa é o quibe, apelidado de Kibeirute. Realmente muito bom: sequinho, com a casca crocante e a carne bem temperada. Pedi logo três. O único ponto negativo do local é a verdadeira “maratona” que os ambulantes fazem entre as mesas, no estilo rodízio de carnes. Em pouco menos de uma hora, foram onze, vendendo CDs piratas, incensos, adesivos, frutas e afins. Tá, faz parte do ambiente, mas tente comer desviando a atenção toda hora. Enfim, apesar disso, vale muito a pena conhecer.

 

No restante dos dias, minha experiência gastronômica em Brasília se resumiu a refeições do hotel (se alguém quiser uma resenha do cardápio, provei quase todos os pratos rsrsrsrs) e do Brasília Shopping, equidistante do escritório e do hotel. Fui numa das idas ao shopping que percebi, sobre uma chopeira, a plaquinha: “Chopp Puro Malte”. Cheguei na atendente e perguntei, na ingenuidade: “Ta, o chopp é puro malte, mas qual é a marca dele?” “Puro Malte é o nome da fábrica”, respondeu a moça. Ainda estupefacto com a originalidade do nome (rs), pedi o contato do fabricante, que fica em Guará.

 

O dono da produção se chama Evandro Boim, e é dentista; conversei com ele em outro dos plantões-mala na PF (ô semaninha chata que foi aquela). Claro que a primeira coisa que pensei foi que ele poderia anestesiar os pacientes com um porre de Puro Malte, de jeito nenhum meu cérebro ia perder a piada. A fábrica é de 2005, quando o Evandro se associou ao mestre-cervejeiro Edevaldo Camargo, que também havia feito as primeiras fórmulas da Stadt Bier e já deixou a empresa. A produção estimada é de 5 mil litros por mês. Além da pilsen não-filtrada, também é produzida uma cerveja escura, que é a pilsen com corante caramelo. Essa, não encontrei para provar no shopping.

 

Uma coisa interessante na Puro Malte é a bolacha: Dentro do “escudo” da cerveja, o Congresso Nacional é representado por duas tulipas de chope, ladeadas pelas cúpulas inversas do projeto, onde se lê “2005” e algo que não pude decifrar (rs). Enfim, no frigir dos ovos, vale pela experiência. Acho que a cerveja não combinou muito com a praça de alimentação do shopping, nem com o bandejão de comida chinesa. Santa podreira alimentar, Batman!  (CONTINUA)



Escrito por Bob às 12h29
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OPERAÇÃO GAMBRINUS, PARTE 1:

STADT BIER (BRA, CHOPP)

 

"The following takes place between april 18th and may 12th".

“Você gostaria de ir para Brasília amanhã para ajudar o pessoal que está acompanhando as operações da Polícia Federal? Não é bem uma pergunta...” A sutileza do interlocutor deixou desnorteado este humilde missivista, que, acompanhando um jogo modorrento de quarta-feira da Libertadores no serviço, já estava pensando nas férias que começariam dali a dez dias. Depois de pirar com o pouco tempo para organizar a viagem - maldita idéia de só lavar roupas na sexta-feira -, com a falta de conhecimento aprofundado do tema e com o fato de só ter dormido uma hora, lá estava eu embarcando para o Planalto Central, pouco disposto a dar uma de Santo Cristo e me estrepar no final. No meio da correria, porém, um consolo: poderia, finalmente – e sem gastar uma grana – conhecer a Stadt Bier, que, naquele momento, achava ser a única micro de Brasília e região.

 

Isso, porém, seria só no sábado. Ainda precisava atravessar dois dias caindo de pára-quedas no meio da loucura para ter um descanso. Pauleira foi pouco: por baixo, umas 13 horas de trabalho diárias, atrás de ministros, policiais federais e afins. A sexta-feira, porém, acabou mais tranqüila que a quinta; se tivesse só o primeiro dia para experimentar as cervejas, seria impedido pelo estômago que insistia em embrulhar.

 

No sabadão, para não cair na muvuca do aniversário de Brasília, fui direto para a Stadt, aberta há dois anos, que fica fora do miolo mais conhecido da cidade planejada por Niemeyer e Lúcio Costa. Os dois arquitetos, aliás, jamais devem ter pensando que uma quadra brasiliense reuniria tanta diversidade; Além da cervejaria, há nas redondezas uma igreja e, digamos assim, uma “alegre casa” ao estilo grego, voltada à facilitação da profissão mais antiga do mundo (se é que ficou claro). Caminhos para a fé e “perdição” rsrsrsrsrs.

 

Enfim, o bar da Stadt funciona naquele estilo mesas-ao-lado-dos-tanques. A capacidade de produção é de 40 mil litros mensais, mas hoje são usados 25 mil, em cinco variedades. Duas coisas chamam a atenção logo na entrada. Uma é que, atrás do balcão, na parede, há algumas daquelas tulipas para “chope de metro”, comuns no Sul do País (quem já esteve na Oktoberfest e em seus congêneres lembra). Pelo que diz no cardápio, custa 10 mangos virar uma goela abaixo. A segunda curiosidade leva diretamente à cerveja mais interessante da casa. Também na parede, há um cartaz da Delirium Tremens, ou a cerveja belga do elefantinho cor-de-rosa.

 

Delirius é o nome de uma das cervejas da Stadt, a que mais me chamou a atenção. Trata-se de uma variedade preparada como se fosse uma pilsen, mas com 7,5% a 8% de teor alcoólico, contra os cerca de 4,5%-5% do padrão para o estilo. O pessoal de lá não abriu muito o segredo da cerveja, mas me contaram que o extrato inicial dela é de 16 (contra 12 das outras, o que também faz com que seu litro custe R$ 7, contra R$ 4,50 das demais); traduzindo, isso permitiria um "alcance" alcoólico maior (acho eu...). Na primeira visita à fábrica, ela ainda maturava, mas pude prová-la. Estava com uma cor de mel bem sólida, e a 13 graus (apesar de ser de baixa fermentação); o gosto era bem adocicado, mas já dava para perceber o álcool que dá o tom da cerveja.

 

Além dela, a Schwartz, uma stout, é bem interessante, e me agradou; infelizmente, é a que menos sai. A Stadt, uma pilsen não-filtrada, chama atenção pela espuma, bem “fluffy” (como diz o Marcelo, da Colorado), ou cremosa. A primeira tirada, porém, surpreendeu pela pressão, e atingiu em cheio a camiseta deste humilde missivista, justo ele que quase só tinha levado camisas sociais para Brasília; ainda bem que não pegou cheiro (rsrsrsrsrs). Mas, naquele momento, achava que não haveria problema, pois a estadia seria bem curta. Ledo engano... (CONTINUA)

 

Em tempo: quase esqueci a bolacha. Se alguém quiser, ganhei um monte delas por lá.



Escrito por Bob às 00h49
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Cerveja kasher Le Haim (BRA, 500ml)

Bem amigos do Latinhas do Bob, estamos de volta às transmissões normais. Quem acessou este humilde diário de segunda para cá deve ter percebido duas coisas. Primeiro, que já fazia quase um mês que não havia atualizações. Isso será explicado no post seguinte. O segundo fato é justamente sobre esse post: ia iniciar uma série sobre as cervejarias de Brasília, mas tive de fazer um remanejamento de última hora para postar o lançamento de uma nova cerveja, essa aí de cima. As micros brasilienses virão em seguida. 

 

A mudança pode até parecer uma inversão cronológica, mas não é (embora eu tenha uma pauta gigantesca se acumulando nos bloquinhos de anotação e na geladeira). Desde meados de 2006, creio eu, estava correndo atrás da Le Haim. Encontrei o idealizador da cerveja, o Markus Elman, por meio de um amigo comum, o Marc, que merece um capítulo à parte do blog sobre seu, digamos, assim, savoir faire no ambiente de trabalho (só para lembrar, ele é o cara que presenteou o blog com uma garrafinha de alumínio da Coca-cola, e que não gosta de cerveja rsrsrs). Na época, porém, a cerveja ainda passava por uma fase de testes.

 

De lá para cá, comecei a “maletar” o Elman e o Reynaldo Fogagnolli, dono da Cervejaria Universitária, de

Campinas, que fez a Le Haim, para ter notícias da tal cerveja kasher. Sim, além de seguir a Lei de Pureza alemã, ela (e seus ingredientes) ainda é certificada por um rabino de acordo com o código de qualidade alimentar judaico. Como brincou o Markus quando conversei com ele pela primeira vez, para ter certeza de que uma cervejaria não usa, por exemplo, a panela de feijoada para fazer o cozimento do malte. Falando sério, a kashrut, além da questão de higiene, veta alguns ingredientes que podem ser encontrados em cervejas, como corantes (se tiverem componentes de origem animal).

 

Ontem na hora do almoço tive a oportunidade de conversar com o rabino Avraham Steinmetz, que deu “sinal verde” para a Le Haim. Além de ter aprovado a fabricação, ele contou que a cerveja passou também no seu “selo de qualidade pessoal”. “Ela tem bastante corpo, gosto e desce muito bem”, contou ele, que, como tantos outros esforçados degustadores do dia-a-dia, disse ter saído um pouco alto da avaliação. O rabino também disse que, além das instalações da fábrica, é preciso certificar malte, lúpulo e outros ingredientes nos locais em que eles são cultivados e processados. E que, nos EUA, a maioria dos consumidores de produtos kosher é formada por não-judeus, em busca de mais uma garantia de qualidade para alimentos.

 

Um ponto negativo meu foi não ter colocado uma imagem do rótulo (ainda), mas ele é bem interessante: traz o ano atual do calendário hebraico (5766), a imagem de uma coroa (refere-se ao desenho encontrado em um mosaico, durante escavações em Jerusalém). Mas pretendo resolver isso nos próximos dias.

 

Enfim, voltando à cerveja fria, fui na terça-feira à tarde a Campinas, para provar a Le Haim. No bar da Universitária, o Reynaldo, com seus 2 e poucos de altura e largura geometricamente proporcional, já pretendia soltar fogos para festejar a demorada chegada. Depois de espiar a fábrica e algumas novidades sobre as quais falarei mais adiante, chegou a hora da prova.

 

A lager é bem interessante pelo perfumado do lúpulo, tanto no aroma quanto no gosto. Ela leva trigo na fórmula (segundo os nobres fabricantes, é uma referência ao povo judeu; se não me engano, deve ser pela parábola do joio e do trigo). A honey porter, porém, roubou as atenções. Primeiro, porque paguei um mico ao dizer que tinha aroma de malte torrado. “Essa aí não tem malte torrado”, divertiu-se o cervejeiro. Ainda bem que tinha dito que não sabia tanto assim de cerveja (rsrsrsrs). Mas que tem aroma de torrado, tem.

 

Consegui que o Reynaldo dissesse que são usados quatro tipos de malte, entre eles um achocolatado, mas o resto da fórmula ele não abre (o que já tinha ocorrido no caso da Mundana; ô dificuldade). Enfim, achei a porter com mel (mais uma referência bíblica, sobre a terra prometida, ou “terra do leite e do mel) bastante boa.

 

Muitas cervejas depois, voltei a São Paulo já perto de meia-noite, a tempo de chegar no aniversário de uma amiga (mas nada de cerveja, primeiro, porque já tinha tomado até dizer chega, e em segundo lugar, porque passar de Universitária a Ambev é covardia). Também tive tempo de me envolver em mais um contratempo, mas essa história fica para depois da série de Brasília. Não percam...



Escrito por Bob às 00h47
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