Latinhas do Bob
  

Los venerables

 

Alfred Feldmann em casa: saudades da velha cerveja

Alguns dos rótulos de bebidas da Feldmann; destaque para

o Bitter, que segundo a propaganda "é eficaz contra as febres

intermitentes. Excita extraordináriamente o apetite, facilita a

digestão, etc... etc." (Patrick Rodrigues/Divulgação)

Passando pela porta da casa antiga, encontramos Alfred Feldmann, de 89 anos, neto de Heinrich Feldmann, fundador da cervejaria, que surgiu em 1898 (uma das primeiras da região, mas a mais antiga de que se tem conhecimento é a Hosang, que teria surgido cerca de 40 anos antes) e teve como marcas de destaque a Victória e a Bock. Com ajuda da mulher e da filha, com quem conversava em alemão para recordar as histórias e entender algumas perguntas, o seu Alfred contou que não participava diretamente da produção, que chegava a 2,4 mil garrafas por semana (1,2 mil por brassagem), mas entregava as garrafas de cerveja a bordo de uma carroça, por quilômetros e mais quilômetros de estrada de terra em Blumenau e cidades vizinhas. Quem percorre de carro a distância entre a Vila Itoupava, o centro de Blumenau e outros municípios próximos tem uma idéia da dificuldade do trajeto.
 
Maquinário, malte e lúpulo vinham de navio até Blumenau, originários da Tchecoslováquia e da Rússia. A produção acabou em 1950. "Não podíamos mais ser artesanais, era preciso modernizar a produção e isso dependia de dinheiro. Além disso, a Brahma e a Antarctica já entravam no mercado." O seu Alfred diz que a cerveja da época da Feldmann era bem mais encorpada e saborosa que as atuais. Não cheguei a tomar nenhuma cerveja com mais de 20 anos de idade, mas concordo sem pensar; acho difícil alguém ter produzido algo mais aguado que algumas cervejas contemporâneas. Além disso, os cervejeiros mais antigos dizem que extratos e índices de amargor eram bem maiores nas cervejas antigas, e esses dois indicativos dão uma boa garantia de qualidade.
 
Além da própria história da Feldmann, que se divide hoje entre os equipamentos expostos no Museu da Cerveja, na Praça Hercílio Luz, no centro, e a memória da família, o seu Alfred ainda tem em casa um acervo com rotulos das cervejas que foram produzidas pela fábrica, como se pode ver na foto acima, junto com outros refrigerantes. No quintal, há caixas onde vinham os materiais para a cervejaria.
 
Saí de lá feliz da vida, depois de ter posado para uma foto com o seu Feldmann. Vou colocá-la no Orkut em breve, junto com a do seu Feldmann. Espero ter o privilégio de conversar com outros venerables - tomei a denominação emprestada, aliás, de um local que visitei em Sevilha, que se chama Hospital de Los Venerables Sacerdotes e abriga hoje muitas obras de arte. Mas, voltando à definição, acho que esses ilustres senhores que deram a cara da cerveja brasileira nas últimas décadas merecem mesmo muita veneração, em especial para iconoclastia e heresia cervejeiras que abundam por aí hoje. Ah, que falta faz uma Inquisição etílica... cerveja ruim? Já para a fogueira! (hehehe)
 
De volta à realidade, após um bom papo com licor de rosas estávamos em movimento de novo, em direção à Eisenbahn. O dia de greve dos busões, porém, nos atrasou um pouco (CONTINUA)


Escrito por Bob às 22h59
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O começo da viagem ou o mistério da Vodkola

 

Mário Manske Filho, da Schluck, que produz o Bierlikör da Eisenbahn. Ao lado, a famosa Vodkola; elo perdido da Coca ou cascata? (Fotos: Patrick Rodrigues/Divulgação)

Alguns dias após retornar de Brasí­lia, e já planejando o tour cervejeiro do ano, recebi um recado no celular, sobre uma viagem para Turismo. "Opa, pensei, será que saiu aquela ida para a região de Pilsen (República Tcheca), para a qual eu sutilmente havia me convidado há algumas semanas?" O destino, porém, era bem mais próximo, mas extremamente mais agradável que alguns confins para os quais já fui convidado a ir, que envolvem localidades onde figuras bíblicas ficaram descalças, que possuem odores desagradá¡veis ou onde se tomam coisas pouco prazeirosas em locais idem. Santa Catarina. Brincadeiras à  parte, achei muito bom poder voltar, principalmente porque, quando fui para lá em 2006, o fiz como turista, tinha pouco ou nenhum conhecimento sobre cerveja e contato zero com os mestres-cervejeiros. Logo, um revival seria duplamente útil, para ter uma segunda opinião sobre as cervejas locais e, também, ouvir as ótimas histórias dos "pais" delas.

A idéia da viagem foi de um grupo de jornalistas catarinenses, que pretende incentivar a criação de uma rota turí­stica voltada para as micros da região. O projeto é  muito bom, porque há mais de uma dúzia de produções diferentes, que vão desde a maior micro do Brasil, a Eisenbahn, até uma cervejaria absolutamente rústica, tradicional e minúscula, como a Canhoinhense, do seu Loeffler, cuja fábrica completará 100 anos em 2008 (mas a famí­lia dele só passou a cuidar da produção na década de 20). Tirando Canoinhas e Treze Tí­lias, que ficam bem longe mesmo (mais bem mais perto que algumas cidades paulistas em relação à  capital), as outras micros ficam na região do Vale do Itajaí­ ou bastante próximas, em locais como Joinville ou Florianópolis.

Enfim, voltando à história, na terça-feira passada, no final da tarde, parte do grupo se reuniu em Congonhas. Além deste que escreve, pela ordem, estavam lá o Ricardo, fotógrafo gente finíssima, chapa do Xavier, vulgo Belga Louco, que importa cervejas e é dono da Beer Paradise. Junto com ele estava a Bárbara, a moça da argola no nariz que, por conta do nome, torna qualquer descriç/ap redundante (opa, que é isso rapá, pode até não perder o trocadilho, mas tome tenência! Falando sério, que também é gente fina, isso é). Do Rio, veio a Renata, que parecia prestes a tiritar de frio com a mudança de clima, e autora do bordão "sinissshtro" durante toda a viagem (numa versão infinitamente mais legal que a do Januário de Oliveira, naquelas modorrentas partidas do Campeonato Carioca de segunda-feira à  noite). Ciceroneando o grupo, estava o Rafael, que, espero, resolva os 29kg extras de bagagem que terei na volta a São Paulo (rsrsrsrsrsrs). Em Floripa, nos encontramos com a Luciana, com mais de 1,80m, que me fez sentir menos maluco por conhecer e (pasme) gostar de Dois Cachorros Bobos, e a Giselle, baixinha, que tinha o divertido hábito (pelo menos eu adoro) de falar palavrões cabeludos aqui e acolá, e o Patrick, o fotógrafo que veio de Pelotas (olha, pessoal, eu gostaria que vocês não fizessem referências infames à procedência do nobre, ok? deixem isso comigo hehehe). Completando a equipe, o Ricardo Ruas e a Ana. Enfim, uma verdadeira formação de quadrilha. Se passasse o camburão, recolhia todo mundo, como, aliás, ocorreu mais adiante (mas vamos deixar o suspense no ar... hehehe).

Chegamos tarde pacas e tivemos um jantar regado a Zehn Bier, de Brusque. A ação cervejeira começou no dia seguinte, em Blumenau. Depois de um rolê pelo centro, descobertas. A primeira: o Bierlikör, da Eisenbahn, é feito em uma destilaria de Vila Itoupava chamada Schluck, com base na cerveja Dunkel produzida pelos caras. As etapas de fabricação, porém, são mantidas em absoluto sigilo pelo dono da destilaria. A segunda: há muitos anos, a Coca-cola fabricava vodka e, para quem não sabe, usava a letra "K" no cola. Quando desistiu da marca Vodkola, repassou-a a uma destilaria blumenauense, certa de que seria mantida viva a tradição do produto. Antes que alguém caia da cadeira, me chame de cascateiro ou ligue para o SAC da Coca, foi a versão contada pela funcionária da destilaria quando perguntei sobre a origem do nome da birita. Por via das dúvidas, resolvi não tomar, mas pedi um rótulo para a coleção. Vai que um dia a Coca realmente entra no mercado de destilados e é processada pela fábrica...

A maior surpresa do dia, porém, veio no final da tarde, na mesma Vila Itoupava. "Vamos passar lá no Feldmann", disse a Giselle. Mal pude acreditar: ia conhecer um dos "pioneiros", aquelas pessoas quase inacreditá¡veis que tiveram contato com as primeiras produções de cervejarias artesanais, ao estilo do seu Loeffler de Canoinhas. A casa que abrigava a cervejaria, uma das primeiras de Blumenau, ainda está lá, mas virou centro cultural. A verdadeira fonte de informações, porém, mora ao lado (CONTINUA)

Em tempo: parte das fotos da viagem postadas nesse blog foi feita pelo chapa e também fotógrafo Patrick Rodrigues, que gentilmente permitiu a divulgação do material nesse prestigioso diário virtual. Mais uma vez obrigado, elemento.



Escrito por Bob às 19h45
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Reloading...

Antes de começar a escrever sobre a volta às cervejarias catarinenses, resolvi pensar um pouco na morte da bezerra, no sexo dos anjos, na rebimboca da parafuseta e em outras churumelas. E decidi fazer algumas colocações:

1) Outro dia recebi uma mensagem perguntando quem diabos é a pessoa que espanca teclados atrás da página do Latinhas... e percebi que nunca fiz uma apresentação apropriada de quem escreve o blog (no caso, eu). Meu nome é Roberto, vulgo Bob (pelo menos é assim que me chamam há uns oito anos). Tenho 30 anos, sou de São Paulo e trabalho no Jornal da Tarde, escrevendo ocasionalmente (o que quer dizer semana sim, outra também, quando tem notí­cia) sobre cerveja para o Estadão. Bizarrices à  parte, porém, minha área original é a política, o que explica deslocamentos esquisitos como a temporada de quase um mês em Brasília. Desde os 14 ou 15 anos tenho uma coleção de latinhas de cerveja e refrigerante, praticamente toda bebida por mim (espero que o fato de um menor encher a lata para montar a coleção seja menos politicamente incorreto que o Mussum aparecer em horário nobre tomando seu "mézis"). A maior parte do acervo veio do finado Bazar 13, no Shopping Ibirapuera. A coleção, porém, ficou um bom tempo parada, e só voltou a ser ampliada em 2003, 2004. Comecei a gostar mesmo de cerveja, porém, apenas em meados de 2006, quando fiz a viagem pelo roteiro das cervejarias de Santa Catarina (coincidência, não?) Desde então, sempre que possível, viajo atrás de novas produções pelo País afora.

2) Aproveitando a deixa, o blog já teve algumas mudanças de cara nos últimos tempos, mas creio (pelo menos é o que espero) que seu foco principal deve ser a busca de microcervejarias e homebrewers brasileiros, com algumas avaliações de cervejas importadas, outras tantas de cervejas um tanto desabonadoras e, também, de refrigerantes, que busco com tanto afinco quanto a nobre bebida (desde que não sejam em garrafa pet, pois, como já disse, "pet é cachorro, gato e papagaio, minha bebida é em garrafa ou, no máximo, em lata). O "estofamento" do blog, porém, é justamente a história sobre como consegui chegar a essas produções cervejeiras, com suas pequenas histórias de percalços, curiosidades e, também, sobre a qualidade do produto. Logo, o que for escrito por aqui não será exclusivamente sobre cerveja. Digo isso por conta de algumas (poucas) crí­ticas sobre o conteúdo dos textos. Em suma, escrevo histórias, não tratados técnicos sobre a cerveja. Para descrições mais objetivas, há as fichas Direto ao Pint. E também outros links cervejeiros, todos eles de colegas ou bons amigos mais ou no mí­nimo tão entendedores do assunto quanto este missivista.

Enfim, é isso. Nada como um bom aquecimento antes de começar a contar outra história. Ah, para outras informações, o e-mail é o betofonseca@gmail.com, ok? Abs



Escrito por Bob às 18h59
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RELOADED: BIER TOUR, BIERLAND E BIER BLU

 

O quêêê? Santa Catarina de novo? Mas você já não tinha escrito sobre as micros de lá no ano passado? Suponho que quem acompanha este humilde diário deve estar se perguntando o porquê de um "deja-vú" etílico. Pois é, parece que, além de ter o poder de "duplicar" a visão, a cerveja também pode levar a experiências duplas. Palhaçadas à parte, explico: estou em SC a trabalho, visitando as cervejarias do Vale do Itajaí. Tudo bem, já conhecia todas menos a Das Bier, de Gaspar, que abriu no final do ano. Mas é sempre bom revisitá-las. Depois do fim da excursão, ontem, ainda fui a algumas "fora de rota", como a Land Brauer e a Kannenbier.

Um dos bônus desse tour "reloaded" foi na Bierland, onde descobri uma "breaking news" (algo como "parem as máquinas, informação exclusiva): uma pale ale está sendo gestada em tanque, como experiência (na foto acima, apesar do copo dizer pilsen). Foram feitos apenas 500 litros, sem previsão de comercialização imediata. Quando estive lá, porém, o Eduardo, dono da Bierland, e o Dimmer, o mestre-cervejeiro, mostraram a cerveja, que ainda está em maturação e não foi filtrada. Ela tem uma cor castanho-alaranjada muito bonita, e uma característica marcante de lúpulo no aroma e no sabor, além de malte e algumas notas mais suaves de frutado. Apesar de ainda não estar pronta e de o fermento cobrir algumas de suas características, me agradou bastante. Mas, já pensando dez passos adiante, sugeri que ela fosse "turbinada" na próxima fórmula para chegar a uma Índia Pale Ale, já que o único representante nacional do estilo hoje é feito pela Colorado, em Ribeirão Preto.

Outra "breaking news" também veio de Blumenau: a nova cervejaria da cidade deve abrir até setembro e terá o provável nome de Bier Blu. Digo provável porque ainda há a possibilidade de ser Unser Bier, ou "nossa cerveja", como era a fábrica que ficava no Biergarten, na Praça Hercílio Luz. O dono quer usar o nome, que foi cedido pelo antigo proprietário, mas um escritório de contabilidade também teria registrado a marca, o que pode gerar discussão jurídica. A produção inicial da Bier Blu deve ser de 20 mil litros mensais, e a micro quer começar com tudo, entrando na Oktoberfest. O cervejeiro-prático será Fábio "Land Brauer" Steinbach, que tem uma micro-cervejaria, sobre a qual já falamos por essas bandas. A maior surpresa pode vir, no entanto, no cervejeiro-consultor para implantação da fábrica.

Este humilde blog sugeriu um nome, que será mantido em sigilo até a conclusão dos fatos. Se a negociação não se concretizar, também conto. Mas posso garantir de antemão que é uma sugestão de alto nível. As dicas: é conhecido de quem consome duas artesanais paulistas e trabalhou na cidade que foi locação do filme "Floradas na Serra". Alguém sacou (hehehehehe)? A ver, a ver... se der tudo certo, vou querer uma cerveja com o meu nome, e nada de "pilsen suave" rsrsrsrsrs

Nem tudo, porém, são boas notícias. A prefeitura de Blumenau decidiu abrir licitação para as micros que vão participar da Oktoberfest este ano. O que se sabe até agora é que serão dez lotes, e que cada fábrica pode ganhar no máximo seis. E também que só cervejarias do Vale do Itajaí podem participar. Extra-oficialmente, comenta-se que o lance inicial será de R$ 30 mil. O edital deve sair nos próximos dias. A alegação é que as micros podem dar retorno financeiro à cidade pela ocupação do espaço e que isso permitirá que as que têm capacidade maior atuem na festa, evitando problemas de desabastecimento que ocorreram em 2006 (e não só com as pequenas, diga-se de passagem, pelo que ouvi).

Acho meio complicado ficar julgando os argumentos, mas já pensei um pouco a respeito do assunto e conversei com vários donos de micros. O que parece certo ou bem provável é que boa parte dos lotes, senão seis, já têm dono (calma, não estou falando em licitação de cartas marcadas, mas estimativa de mercado). Restariam quatro para pelo menos outras quatro cervejarias. Mas, com a Bier Blu entrando com tudo, alguém corre o sério risco de ficar de fora. Isso se nenhuma outra quiser comprar mais de um lote. Acho que, se isso ocorrer, é prejudicial para o ramo cervejeiro, porque limita uma opção de escolha ao consumidor. Um dono de cervejaria deu um argumento bastante considerável também: "Com R$ 30 mil (extra-oficialmente, o valor que seria o inicial na concorrência), eu poderia comprar dois tanques novos, aumentar a produção e ir à Oktober sem risco de faltar chope. Agora, se tiver de gastar isso numa licitação, como faço para ampliar a produção?" Também há o risco de se acirrar o bairrismo entre as micros: pelo que ouvi nas conversas, houve problemas da Eisenbahn com a prefeitura de Pomerode em janeiro, na festa pomerana, e a cervejaria acabou ficando fora do evento, que teve apenas Ambev e Schornstein. Não vou entrar em detalhes porque é uma história complicada e cada lado tem suas razões. Mas isso acaba provocando reações: já surgiu, por exemplo, a idéia de que a Oktober deveria contar apenas com a Eisenbahn e a Bierland, e que as demais deveriam buscar festas próprias.

Mui humildemente, formulei um pensamento sobre o impasse. Acho que uma idéia seria deixar todas as micros participarem. Quem pisar na bola e deixar faltar cerveja fica fora da Oktober seguinte, mas tem vaga garantida na Sommerfest, que é um festival de cervejas de menor porte que ocorreu pela primeira vez agora em 2007. Justamente por ser menor, dá a oportunidade de as micros menores oferecerem seu produto sem preocupação, e até criarem fórmulas novas para a ocasião. As melhores estruturas apresentadas na Sommerfest ganhariam nova oportunidade na Oktober. Assim, quem tem como investir investiria sem se preocupar com uma licitação e quem não tiver como atender à demanda fica num evento proporcional ao seu tamanho (acho, aliás, que a Sommerfest deve crescer com o tempo). Mas é uma idéia: se alguém quiser usá-la, o preço é pequeno. É só criar uma Bobfest com as melhores cervejas da Oktober e da Sommer (hehehehe).

Enfim, é isso. Estou meio sem criatividade e sem muito humor para começar a narrar o SC Reloaded agora. Vamos ver se amanhã melhora (rsrsrsrs).



Escrito por Bob às 12h43
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