| |

Primeira parada: Eisenbahn. Ein Prosit, Ein Prosit...

 
Banda típica alemã que se apresenta no bar da fábrica; cuidado para não engasgar de susto com o violino do diabo; seu dono gosta de pegar os clientes de surpresa. Abaixo, direto do tanque, uma pilsen (das mais interessantes da região, aliás) e Juliano Mendes, um dos diretores. Evento inglês terá cervejas da Eisenbahn. (Patrick Rodrigues/Divulgação)
Voltando à Eisenbahn, chegamos lá um pouco além do horário combinado, por conta do trânsito, mas tivemos recepção com direito a banda alemã – e um violino do diabo, um instrumento de percussão que o dono, matreiro, insistia em bater com força no chão toda vez que o pessoal se distraía, provocando susto geral -, o Choppmotorrad (uma moto adaptada com um sidecar que carrega co-piloto e um barril de 30 litros de cerveja; ah, se todos os motoboys tivessem tal acessório em vez das buzinas ao estilo “pato na lagoa”, os congestionamentos seriam bem mais divertidos) e taças de Lust, a cerveja estilo champenoise da Eisenbahn, com apenas outros dois congêneres oficialmente comercializados no mundo (as belgas Deus e Malheur). Achei a primeira garrafa ligeiramente mais suave que o padrão da Lust (com base em uma degustação anterior no jornal, em pleno expediente rsrsrsrs, e uma em casa), o que me agradou mais, por não ter um adocicado tão marcante. A segunda garrafa, por sua vez, estava com o adocicado mais intenso. Depois de uma visita pela fábrica, pudemos conversar com o Gerhard Beutling, mestre-cervejeiro da Eisenbahn. Uma das primeiras perguntas foi justamente sobre a Lust: ele disse que não houve alteração na fórmula, mas, como é um processo de duas etapas, pode haver alguma variação.
Essa segunda etapa é feita na vinícola San Michele, na cidade de Rodeio, onde a Strong Golden Ale passa por tratamento semelhante ao do champanhe. Um dos diretores da vinícola estava na cervejaria, e executou a sabragem de uma das garrafas.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=LyXZdEmNG1g
Pilsen interessante
O que mais me chamou a atenção, porém, foi o chopp pilsen da cervejaria. Com uma carta tão ampla de cervejas (são 11 tipos), a mais tradicional delas fatalmente passa batido. Alguns dias antes da viagem, provei a Pilsen em garrafa, mas achei só bacana (antes que alguém proteste lembrando o sabor das industriais do mesmo tipo, gostaria de lembrar que o padrão do estilo é a Pilsner Urquell, da República Tcheca). O chopp, porém, é bastante interessante em termos de amargor, aroma e gosto de malte e lúpulo. Dos que tomei em terras catarinenses, foi o melhor na categoria. Mas já encontrei mais ao Sul um rival superior, sobre o qual falo mais tarde (hehehe).
Great British Beer Festival e novas cervejas
A Eisenbahn, aliás, tem sido pródiga em novidades. A mais recente é que duas cervejas da fábrica devem ser vendidas no Great British Beer Festival, que ocorre de 7 a 11 de agosto. A feira abriga um bar chamado Biére sans Frontieres, ou Cerveja sem Fronteiras (finalmente uma entidade tão boa quanto os Confeiteiros sem Fronteiras, uns malucos que vivem a arremessar tortas em personalidades pelo mundo afora). E esse bar quer servir a Dunkel e a Strong Golden Ale. A busca pela produção brasileira começou depois de a Eisenbahn ter recebido cotações bastante favoráveis em uma publicação inglesa especializada. Desse jeito, vamos finalmente ter um representante nacional de peso lá fora, e não só aquela que é vendida em 30 países e levou um nabo da australiana Coopers na Copa do Mundo da Cerveja em 2006.
Outras novidades ainda estão em sigilo: a cervejaria quer ter dois novos produtos nos próximos meses. Muito já se especulou sobre o assunto, mas a única informação extra-oficial que vem sendo colocada na roda é que devem ser dois estilos fora da escola germânica, digamos assim, mais próximos a outro estilo famoso de cervejas, lá da terra do Tintin. A conferir. Por ora, o que está mais próximo de lançamento é um destilado, que este prestigioso blog degustou na fábrica e achou mais suave (e mais agradável) que o fabricado pela Bierbaum, de Treze Tílias.
Escrito por Bob às 00h23
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |

Ops! Sorry, foi mau aí, hein?
 
No Museu da Cerveja, há equipamentos antigos para fabricação da nobre bebida, assim como ingredientes para que o público possa conhecer mais sobre o processo. (Patrick Rodrigues/Divulgação)
Por um momento, quase ia cometendo o mesmo erro dos relatos sobre a viagem a Santa Catarina do ano passado: esquecer de mencionar o Museu da Cerveja, na Praça Hercílio Luz. O que seria uma maldade, já que é um lugar bem bacana para se ver equipamentos usados antigamente na produção de cerveja, que hoje estão fora de uso – exceto na cervejaria do seu Loefller, em Canoinhas, onde algumas peças ainda estão a todo vapor. O acervo está bem conservado, com direito a alguns sonhos de consumo, como barriletes de madeira da Antarctica (o pior é que, pelo que soube aqui no RS, eles foram vendidos, há alguns anos, ao equivalente a R$ 10 cada na liquidação feita em Estrela, quando ocorreu a troca pelos de alumínio; agora, custam mais de 500 pilas, e quem tem, tem um monte, a ponto de usá-los como banquinhos).
Ah, e atendendo a pedidos de um certo cervejeiro artesanal com aspirações de sátiro (brincadeira, hein, rsrsrsrs), vou postar nesse interlúdio algumas outras louras da viagem, a rainha e a princesa da Oktober. Sem Direto ao Pint hehehe. Vamos ver se agora a audiência sobe.

Direto ao ponto: "Fiu-fiu!" (Patrick Rodrigues/Divulgação)
Escrito por Bob às 23h18
[]
[envie esta mensagem]
|
|