Latinhas do Bob
  

Schornstein: carne crua e chocolate, enfim

No dia seguinte à Zehn, o pessoal acordou meio estragado, mas ninguém teve “perda total”, acho que, em grande parte, graças ao conteúdo do envelope verde (o Enjov, que creio ser genérico de outro famoso remédio, um antiácido e uma ampola daquelas amarelo-abacaxi para o fígado). Da minha parte, ainda estava firme e forte e dispensei tais sortilégios. Logo cedo, seguimos para Pomerode, a alguns quilômetros de Brusque.

 

Além de um passeio pela rota enxaimel da cidade (umas casinhas bem legais em estilo alemão, onde a base é a estrutura de madeira encaixada que sustenta paredes e telhado, forrada com tijolinhos ou taipa), demos uma parada na Chocolates Nugali. Com boas recomendações da lojinha, já tinha tentado no ano passado comprar uns chocolatinhos por lá, para dar uma quebrada no álcool (buscando uma glicose extra para tanto álcool, suponho rsrsrsrs), mas dei com a cara na porta. Os donos estavam pintando a loja no domingão, mas não quiseram me atender Dessa vez, porém, em pleno dia de semana, não houve problemas. Posso dizer que o chocolate é bom mesmo, com 70% de cacau (comprei um amargo, muito bom, e um com amêndoas, melhor ainda).

 

A entrada da Schornstein: ao fundo, a razão do nome da cervejaria

(Patrick Rodrigues/Divulgação)

 

O ponto principai da visita, porém, era a ida à Schornstein, uma das mais novas cervejarias catarinenses, que abriu dias antes da Copa de 2006 e foi palco de transmissões televisivas da “torcida” da Alemanha. Já tinha provado as cervejas deles, mas de forma um tanto apressada: depois de andar uns 12km da cidade ao Museu Pomerano e vice-versa, tomei os quatro tipos disponíveis à época (Trink Bier, Cristal, Schorn Bier e Fest Bier) em meio tempo de Portugal x Holanda, saindo correndo em seguida para pegar o ônibus até Joinville.

 

A cervejaria fica em um lugar bacana, uma antiga fábrica restaurada, com uma chaminé de quem empresta o nome (schornstein, em alemão, quer dizer chaminé). Durante a visita, percebi uma boa mudança: a Fest Bier, cerveja que não seguia a Lei de Pureza (traduzindo: era uma pilsen com cereais não-maltados) e era feita, como o nome diz, para festas e eventos, foi deixada de lado, por descaracterizar a proposta da cerveja. Ponto para os caras. Também na visita, porém, percebi um problema formal, que chega a ser engraçado, sobre o qual o nobre colega Feijão já havia me alertado.

 

O Pommern Bier é uma cerveja do tipo pale ale. Ou melhor, “paliai”, como foi “batizado” pelos garçons e demais funcionários da casa. Tá, é só um erro de pronúncia, ao qual todos estamos sujeitos (eu já fui corrigido algumas vezes ao falar de marcas; um exemplo é o caso da Lust, da Eisebahn. Todo mundo pronuncia “lãst”, como se fosse em inglês, mas o certo é Lúst, em alemão; no fundo, querem dizer a mesma coisa, mas vá lá...). Mas faz parte do papel da cervejaria difundir a educação cervejeira também, e não criar um efeito bola de neve.

 

De volta da aula do professor Pasquale, outra novidade, pelo menos para mim, apareceu no cardápio do almoço: hackepeter, ou carne crua temperada. Nunca fui muito fã de carne crua nem tive lá muita curiosidade de provar quibe cru, carpaccio ou algo que o valha. O máximo que gostava era comer carne moída refogada e gelada, que sobreva da carne moída com arroz que minha võ fazia de sábado á noite e deixava na geladeira para virar croquete no domingo. Bons tempos... Mas voltando á vaca crua (ou melhor, fria), já que a oportunidade se apresentou, fazer o quê? E não é que o negócio é bom mesmo? O tempero cobre bem o gosto de carne.

Sobre as cervejas, achei a pilsen suave demais, e sem aroma ou gosto de lúpulo. O excesso de suavidade também aparece na Pale Ale (pêiou êiou, hein?), mas ela é mais interessante que a anterior pelo aroma de caramelo. A melhor cerveja da carta é a bock, com aroma e gosto marcantes de malte torrado. Acompanha bem uma sobremesa mais adocicada. Poderia, aliás, ter combinado com o chocolate da Nugali (rs). Além da cerveja e dos pratos típicos, um grupo cultural local ainda apresentou danças e músicas típicas alemãs.

 

 

Ventilador humano, ao estilo alemão (Patrick Rodrigues/Divulgação) 

 

Saímos de lá com destino a Blumenau, para mais uma passada no centro da cidade. Mais à tarde, era a hora da última visita cervejeira do tour.



Escrito por Bob às 20h53
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Dana Bier de cara nova!

 

Outro breve intervalo no roteiro das micros, agora para mostrar o novo visual das cervejas feitas pelo João Gonçales em Aldeia da Serra, São Paulo (graças ao blog da Costi Bebidas, que já está vendendo a novidade). Além de acompanhar os passos da produção pelo blog que ele criou (www.danabier.zip.net), fico feliz em ver que a idéia da Dana está dando certo, até porque o autor deste humilde blog foi um dos primeiros a provar as cervejas. Só para lembrar, há três variedades à venda: Dani Weiss (trigo; agora, pelo que soube, com o fermento específico da categoria), teresa Dunkel (trigo escura, minha favorita) e Mônica Golden Ale. No bolso do colete, o João ainda tem uma lager, a Cecília, e uma Strong Belgian Ale, a Vivian (que achei interessante). Só me resta desejar que a produção mantenha a prosperidade atual. Em instantes, voltamos com a programação anterior (rs).



Escrito por Bob às 19h36
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Zehn Bier: Tirem as crianças da sala (ou do micro)!

PS: logo de cara me desculpo pelo tamanho do post. Mas me diverti bastante escrevendo, e espero que o mesmo ocorra com os leitores dele. Prometo que no próximo já volta o "Direto ao Pint" (rs)

 

Tulipas assim foram apenas o aquecimento...

Patrick Rodrigues/Divulgação

 

Tiraram? Então já posso dizer que o verdadeiro título desse post, ou o que mais traduz a visita à cervejaria de Brusque, deveria ser “Viva a Putaria!” Vou explicar como esse bordão pouco ortodoxo passou a ser usado em cada brinde do grupo desde então.

 

Chegamos à Zehn no começo da noite, já com a previsão de que seria uma “balada”. Ou seja, nada de sair de lá antes da alta madrugada. Fomos recebidos pelo José Carlos Zen, um dos filhos do patriarca da Zehn, o seu Hylário (o nome da fábrica, aliás, é uma junção do sobrenome da família com o H dele, o que dá o significado de “10” em alemão, outro símbolo da cervejaria), e pelo mestre-cervejeiro, Curt Zastrow. Depois de uma visita à fábrica e explicação sobre as cervejas da casa, passamos para o bar.

 

No caminho, falava com o José Carlos sobre a Stadt Bier, em Brasília (sobre a qual escrevi mais abaixo), e comentei que ela ficava em frente, digamos, a um lupanar, uma casa de tolerância ou, sendo mais direto, a um puteiro. E ele, que tinha viajado para lá havia pouco tempo, disse que sabia onde era. Nisso chega a mulher dele, pegando palavras-chave da conversa como “puteiro” e “sabia onde era”. Na hora fiquei com dó do cara: achei que ele seria emasculado quando chegasse em casa.

 

José Carlos Zen e Curt Zastrow

Patrick Rodrigues/Divulgação

 

Que nada: o José Carlos é um sujeito bastante engraçado e despachado, e a mulher dele é muito bacana também. Logo no primeiro brinde do bar, ele se saiu com o “Viva a Putaria”, com a patroa a tiracolo, provocando gargalhadas gerais. Longe de São Paulo, em plena viagem etílica, um verdadeiro test-drive de cervejas, e ainda sem ter de dirigir, nada poderia ser mais verdadeiro (rsrsrsrs).



Escrito por Bob às 03h03
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As duas torres (impossível perder a

piada sobre o Senhor dos Anéis)

Patrick Rodrigues/Divulgação

 

 

Falando em cerveja, aliás, foi na Zehn que tivemos contato com uma das "inovações" que as cinco cervejarias que visitamos adotaram (incluindo a Eisenbahn): o Metrodispenser, ou “chope de metro”. Traduzindo: é uma torre de acrílico afixada a um bebedouro de alumínio, onde é colocada a cerveja. Dentro, é inserido um tudo de metal mantido em resfriamento, para segurar a temperatura do chope.

 

Prós e contras

Há pontos negativos e positivos na engenhoca: no primeiro caso, não há isolamento térmico, e o chope esquenta, além de ficar mais tempo em contato com o oxigênio no alto e perder a espuma protetora. E não sei não, mas a tal barra metálica pode ser um perigo no meio de uma confusão, na mão de alguém com idéias tortas. Mas também é uma coisa social, de todo mundo tomar junto, deve ser mais barato e provoca comparações das mais toscas quando chega à mesa.

 

Exemplos: uma hora chegou uma torre de pilsen, o José Carlos ficou olhando atônito para ela e ia colocar as duas mãos no acrílico quando tive a visão e disse: “Parla!” (lembrando da história de quando Michelangelo fez a escultura de Moisés e, encantado com a perfeição da obra, usou a tal frase, como se a estátua estivesse viva). Muitos chopes depois, quando o refinamento cultural já tinha escoado latrina abaixo, lembro de ter erguido uma das torres e dado um beijo nela, tal qual uma Taça do Mundo. Ridículo.

 

A essa altura, já tinha perdido a conta de quantas torres tínhamos “tomado”. Provavelmente um tabuleiro inteiro. Mas ainda consegui constatar, sobriamente, que, a cada cerveja consumida, o José Carlos parecia-se mais com o Costinha, tamanha a quantidade de trejeitos faciais que fazia quando contava piadas. Um dos momentos mais engraçados foi quando a mulher dele disse que iria embora, mas o deixaria ficar lá. Não é que o elemento se enfia embaixo do braço da Luciana (a loira de 1,80m sobre a qual falei), enfia um dedão na boca e, na maior cara de inocente, com direito a piscadinha de olhos, dispara: “Mas querida, você vai me deixar aqui sozinho, no meio desta selva?”. Provavelmente acostumada ao marido (ou pensando em amolar facas logo que chegasse em casa...brincadeira, hein?), ela sorriu.



Escrito por Bob às 03h02
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Nisso, a Giselle (a adorável baixinha com um impagável vocabulário de estivador) e a Renata, do bordão “sinissshtro”, já tinham transformado um naco livre de mesas do bar, em frente ao palco de música ao vivo, em pista de dança da comunidade afro-reggae. Foi a senha para as demais pessoas do bar fazerem p mesmo. Quer dizer, quase todas.

 

Digo isso porque, como sócio-fundador do Clube dos Pregos, não sou afeito a essas demonstrações de picardia em público (nem em particular rsrsrsrs). Lembram daquele filme chamado “Será que ele é” em que, depois que um aluno afirma em rede pública de TV que o professor é homossexual, o cara (Kevin Kline) tenta de tudo para desmentir, e até compra uma fita de auto-ajuda para machões, onde o locutor toca Barbra Streisand e pede que ele se controle? O coitado até que tenta, mas não consegue resistir, requebrando e fazendo o narrador disparar comentários engraçadíssimos, do naipe de “Chuck Norris não dança! Arnold Schwarzenegger não dança! Ele mal pode se mover! Pare de rebolar! Pois é, eu devia ter patenteado esse método no Brasil (hahahahaha).

 

Também lamento dizer que o clube não aceita pseudoliberais, que passaram a adotar o estilo “dança da cerveja”, em que, de copo na mão, fazem o líquido chacoalhar mais que os próprios corpos, acenando afirmativamente com as cabeças repetidas vezes e batendo a ponta do pé no chão. Nem as variações Coisinha de Jesus (punhos colados nas costelas, erguendo um cotovelo de cada vez). Ou a versão retrô, como aquela dança estilo anos 80 (combina com Silent Morning, do Noel, contou uma vez um colega), com as mãos no bolso, se dobrando para frente como se fosse vítima de um desarranjo repentino nas tripas, e movendo levemente o corpo para os lados, como se buscasse desesperadamente o urinol mais próximo. Uma batucada até vai, mas chacoalhar o esqueleto, nem pensar. Ainda mais porque, com litros de bebida alcoólica e carbonatada goela abaixo, o resultado pode ser imprevisível: haja diafragma! (rsrsrsrsrs).

 

Alucinações textuais à parte, o motorista que nos levou foi embora antes da meia-noite. Como era consenso geral ficar, na hora de ir embora pegamos carona no carro do José Carlos. Pelas minhas contas, porém, eram pelo menos oito pessoas. A não ser que ele tivesse uma Kombi, ia ser complicado. Ele tem uma pick-up. Resultado: três (este que escreve, o Rafael e, felizmente, a Giselle, que poderia pagar meia passagem rsrsrsrsrs) tiveram de ir no chiqueirinho do porta-malas. Parecíamos os próprios malacos, traficas, meliantes, elementos, enfim, toda sorte de sujeitos que freqüentam as páginas policiais do Diarinho, meu jornal favorito. Com direito a foto e tudo. Já pensei em uma reportagem sobre o fato, no decorrer do período, submeterei a prova da página a avaliação (hehehe).

 

 

Três "treze" tremem às três da matina. Tente dizer isso depois

de umas 10 torres de chope. Patrick Rodrigues/Divulgação

 

 

 Voltamos ao hotel lá pelas 3h30, tendo de sair no dia seguinte umas 9h30. E não é que conseguimos?

 

E as cervejas?

Ah, quase ia esquecendo: a cerveja da Zehn (rsrsrsrs, é só provocação). Não cheguei a fazer um Direto ao Pint, mas, como já havia falado sobre ela no ano passado, farei uma recapitulação breve. São duas variedades: a pilsen (4,8% de teor alcoólico) tem aroma de malte e um pouco de lúpulo aromático, gosto idem, com amargor de médio a baixo e leve alcoólico. A porter tem aroma muito suave de malte torrado e gosto também, e sua coloração é mais para o marrom escuro sólido. A espuma é bege, média e de média duração. A cervejaria começou a vender o chopp em garrafas de 600ml, não-pasteurizadas, que devem resistir a uns dias de viagem. E também lançou versões em long neck.



Escrito por Bob às 02h31
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Drake's Honey Love Ale (BRA, chopp)

Pois é, ilustres leitores, em pleno Dia dos Namorados no Brasil (no resto do mundo é festejado em fevereiro, mas aqui, por razões comerciais, foi jogado para junho) e num ligeiro intervalo à série de micros catarinenses, este diário deu uma escapadinha (sem duplas interpretações) para conferir o lançamento da Microcervejaria Nacional FT em homenagem à data. Ela foi servida no Drake's Bar & Deck, por ora único revendendor da marca, que tem como cerveja fixa a Golden Ale, muito boa por sinal. A nova produção é uma ale com mel, como o nome diz, com 6,5% de teor alcoólico e espuma bege, alta e de média duração. Ela tem uma cor avermelhada, translúcida, aroma de malte com um leve adocicado. Na degustação, sentem-se notas intensas de álcool e malte, além, claro, do doce do mel. Dudu Toledo e Luís Fabiani, a dupla por trás da Nacional, contam que a inspiração para a honey ale veio do Elvis, não o músico, mas o cervejeiro prático que trabalha com eles (tá, esse trocadilho já foi usado e corre risco de ficar infame rsrsrsrs). Quem não provou ontem, infelizmente, deve ficar sem, já que foram feitos apenas 50 litros.

Mas ainda há uma oportunidade de provar outro lançamento dos caras. Quando eu disse que, por ora, o Drake's era o único revendedor da Nacional, faltou explicar que, na quinta-feira, eles vão começar a servir outra novidade no Santa Madalena (Rua Santa Madalena, 27, Bela Vista; consta que o lugar não tem placa na porta, logo, é bom prestar atenção). Trata-se de uma Strong Belgian Ale, com 8% de teor alcoólico, que usou fermento belga em sua fabricação e tem cor avermelhada. Ela foi batizada como Van Eyck, referência a Jan Van Eyck, pintor flamengo do século 15, a quem já foi atribuída a invenção da pintura a óleo (hoje, pelo que pesquisei rapidamente, já se sabe que ele foi um dos primeiros a usar a técnica, mas não o pai da criança). O logo do lançamento ficou bem legal.

 

Quanto a mim, fiquei apenas uns 20 minutos no Drake's, o suficiente para provar um full pint da cerveja - e pagar por meio, já que não constava no cardápio a opção inteira, mas quem reclamou? (rsrsrsrs). Também é possível perceber que não tive como fazer um Direto ao Pint no caso, mas, se fizesse, daria quatro ponto dois corações, em homenagem à data, mas com a sensação de que é uma avaliação meio peroba. Quatro ponto dois, e tenho dito. Por conta dessas duas informações, vou encerrar as transmissões do dia por agora. Afinal, também sou filho de Deus (hehehehehehe). Até 



Escrito por Bob às 02h30
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Das Bier, ou "A Cerveja"

O título do post é justamente a primeira pergunta que me veio à cabeça quando soube do significado do nome da caçula - por ora - entre as cervejarias catarinenses: “A Cerveja”. Até aí, existem também a Cervejaria Artesanal e a Cervejaria Puro Malte. Achei estranho, mas interessante, porque dá aquele ar de “A” representante da nobre bebida, do naipe de “homem com H” (se bem que já vi gente escrevendo “ômi” rsrsrsrsrs, acho que é para fazer par com o “O jardineiro é Jesus, e as árvores somos nozes”, que fez sucesso no Youtube; é engraçado na hora, mas mostra a situação do ensino por estas bandas). Algumas pessoas da região, porém, desceram a lenha, contou um dos sócios da Das Bier, Émerson Bernardes. “O principal objetivo da escolha foi facilitar a pronúncia. É difícil falar Eisenbahn ou Schornstein”. Antes da definição, a cervejaria poderia ainda ter se chamado Paraíso, Lagoa ou Strassen Bier, que foram outros nomes no balão de ensaio.

 

Paraíso e Lagoa são referências ao negócio original da família Schmitt, dona da Das, no terreno: há cerca de 10 anos, funciona lá um pesque-pague. Mais alta que os lagos, a cervejaria tem uma vista privilegiada e muito bonita dos arredores. É possível ver, por exemplo, a pontinha de uma casa muito antiga, de 104 anos, onde os bisavós dos donos moraram, e que foi restaurada. A obra da Das, que abriu dia 16 de dezembro, custou cerca de R$ 1,3 milhão. A produção média é de 8 mil litros ao mês, mas a capacidade chega a 12 mil litros – é mais usada quando dezembro se aproxima e as vendas crescem.

 

Cerveja com vista para o pesqueiro (Patrick Rodrigues/Divulgação)

 

Falando em constatações intrigantes como o nome da Das, demorei um tempo para engendrar outra delas envolvendo a cervejaria. Diante da polêmica, lanço a pergunta: o Emerson poderia integrar aquela lista da Internet “Separados no Nascimento” com o agente Nick Stokes, do seriado CSI? Tá, não deve ser um pareamento de genoma 100%, mas há alguma semelhança (rsrsrsrsrsrs). Se não tiver, paciência, não dependo disso para viver (reconhecendo criminosos, por exemplo) mesmo. Tirem as conclusões (e sem viadagem, hein?) Pelo Databob, até agora, uma pessoa acha que é viagem, outra acha que parece, sim, e a outra comparou o cara com o desenho da vaca e a foto do senhor de bigode aí embaixo e constatou que, de fato, não havia semelhança.

 

A foto da esquerda é do Patrick Rodrigues, que por acaso é de Pelotas.

Mas tenho certeza de que ele a-do-ra-ria ter feito a da direita também

(rsrsrsrsrs, brincadeira, hein?) As duas são de Divulgação. 



Escrito por Bob às 19h17
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Menos óbvio e bem mais desafiador é outro sinal que aparece logo na entrada da produção. Mas que catzo faz aquela vaquinha desenhada no tanque a caneta hidrocor? Seria a tão comentada Leiteja, cerveja que usa o leite como adjunto e que causou frisson no Japão no começo do ano?

 

A Vaca e o tanque. Ah, e o cervejeiro. A

da direita é do Patrick Rodrigues/Divulgação

 

Necas. A resposta dessa eu trouxe de São Paulo no bolso do colete: o desenho é uma referência ao apelido do cervejeiro da Das, Antônio Soares de Souza. Ou, simplesmente, Vaca. Gracias, Reynaldo.

Enfim, o Vaca, ou melhor, o Souza, tem no currículo passagens por Brahma, Schin, Continental e Universitária, esta última de Campinas e do Reynaldo. A coincidência, aliás, me fez perceber outra “ponte aérea” Gaspar/SP. A Braunes Ale me lembrou demais a Black River, da Cervejaria Riopretana (as duas são cervejas que levam malte torrado, mas que têm um primeiro gosto mais adocicado na boca), cujas primeiras versões também foram obra do nobre cervejeiro campineiro (depois ele saiu de lá e ocorreram mudanças). No dia da visita, também fiquei com uma avaliação final estranha da pilsen: gostei mais da filtrada do que da não-filtrada, o que é raro, porque a segunda geralmente tem mais corpo e lúpulo que a primeira. Mas acho que o fermento cobriu um pouco demais essas características.

 

Outra coisa legal lá na Das é o subsolo, onde foi construído um “calabouço”, com paredes de pedra, e candelabros e “tochas” (elétricas). Por ali também foram colocados os barris de maturação do schnapps (destilado) servido pela Das, que é fabricado por um morador próximo.

 

Subsolo e schnapps no barril à esquerda. Patrick Rodrigues (Divulgação)

 

Novidade: Das Bier deve lançar cerveja Premium

Outra novidade prevista para breve é o lançamento de uma cerveja sazonal, uma pilsen Premium, inspirada na variedade produzida pela Mistura Clássica, de Volta Redonda (RJ). A princípio, o lançamento deve ocorrer no final do ano.

 

O envelope verde 

Propositadamente (no estilo “Todos os meus movimentos são friamente controlados”, do Chapolin), deixei para falar agora de um aspecto importantíssimo da viagem: o pessoal da organização entregou a cada participante um estratégico envelope verde, com um remédio de sugestivo nome Enjov e uma ampola amarela para dar uma trégua ao fígado (seria referência a uma espécie de Matrix etílico? Se quiser saber a verdade, tome o líquido dourado; senão, a ampola amarela? rsrsrs). Posso dizer que resisti bravamente por vários dias sem usar o arsenal anti-ressaca. Segue o bonde...



Escrito por Bob às 19h16
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